Desgaste excessivo de pneus, um problema do W11. Foto: Reprodução

Desgaste excessivo de pneus, um problema do W11. Foto: Reprodução

Parece que no processo de criação do W11, carro com o qual a Mercedes disputa o atual Mundial de Fórmula 1, a suspensão do carro não foi banhada pelo rio Estige...

Pois é...

Segundo a lenda grega, Aquiles, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, ficou invencível por ter sido batizado no citado rio, mas seu calcanhar não recebeu uma só gota da água mágica, por isso essa parte do seu corpo ficou vulnerável.

Transportando a lenda para a F1, há sim, um ponto fraco na Mercedes deste ano, pelo menos isso ficou evidenciado nas duas corridas disputadas em Silverstone.

Na quarta etapa do campeonato, no GP da Grã-Bretanha, Hamilton ainda conseguiu, aos trancos e barrancos, com um pneu furado, terminar a corrida em primeiro lugar. Bottas não teve a mesma sorte.

E na quinta corrida do ano, também em Silverstone, no GP dos 70 Anos da F1, os dois carros do time alemão sofreram com bolhas nos pneus, e não por conta dos compostos utilizados.

Ficou evidente que o carro prateado gasta mais pneus que a Red Bull, há algo não tão perfeitinho na suspensão, que o estafe da estratégia do time austríaco "sacou".

Por isso, Verstappen usou o composto duro no Q2 (o composto utilizado no Q2 é aquele obrigatoriamente utilizado na largada das corridas).

Depois, fez duas paradas, uma para o composto médio e outra para o duro. E ambos resistiram bem, provando que o carro da Red Bull tem um equilíbrio melhor e gasta menos borracha que o concorrente quase soberano, simples assim.

É claro que o asfalto quente do circuito inglês contribuiu negativamente para o, por assim dizer, tropeço da Mercedes.

Talvez isso não se repita em corridas com temperaturas mais baixas.

De qualquer forma, a Red Bull encontrou uma chance, talvez a única, para engrossar o campeonato.

Verstappen, em que pese o fato de Hamilton estar às portas de bater todos os recordes da F1, é um piloto muito acima da média.

Prova disso é a condição de coadjuvantes a qual relegou seus companheiros de equipe.

Verstappen, na base do talento monumental, confiança no próprio taco (ao forçar o ritmo, a despeito da sugestão de seu engenheiro), estratégia certeira e dispondo de um carro menos "guloso" com os pneus, ainda pode conseguir deter o heptacampeonato de Lewis, cuja Mercedes não é insuperável.

O carro da estrela de três pontas tem lá o seu "Calcanhar de Aquiles"...

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