Por Roberto Gozzi, com a colaboração do historiador Wesley Miranda
Almir de Souza Fraga, conhecido apenas como Almir, nasceu em Porto Alegre-RS, no dia 26 de março de 1969, e se tornou um dos maiores ídolos do Santos nos anos 90, década escassa de títulos do clube.
Em 2016, Almir seguia morando em Porto Alegre, comandando a Escola de Fundamentos Almir Fraga, especializada em ensinar futebol para crianças.
Almir começou sua carreira nas escolinhas do Internacional aos 12 anos, quatro anos mais tarde se transferiu para o rival Grêmio, onde aos 18 anos assinou o primeiro contrato profissional.
Mas foi no Santos que Almir atingiu seu ápice na carreira, um ponta-direita à moda antiga: rápido, habilidoso, eficiente e objetivo, que para os mais saudosistas fazia lembrar o eterno ídolo Dorval, também camisa 7 e gaúcho.
As suas jogadas de linha de fundo, seguidas por cruzamentos precisos o levaram para a Seleção Brasileira em uma época que dificilmente um jogador santista era convocado, e disputou 6 jogos.
No Santos de 1990 a 1993 foram 177 jogos e 28 gols oficiais, além de 6 jogos e 3 gols não oficiais segundo números do autor do Almanaque do Santos FC Guilherme Nascimento.
Na temporada de 1994, foi vendido para o Bellmare-JAP retornando ao Brasil em 1996, mas para atuar no São Paulo. Também jogou com as camisas de Vasco, Atlético-MG, Guarani, Palmeiras, Internacional, Gaziantep Sport-TUR, Sport, Paraná, São Caetano, La Piedad-MEX, Atlas-MEX, Lobus-MEX, Ulbra-RS, Porto Alegre-RS e encerrou sua carreira no União Mogi-SP, em 2008.
Se não conquistou título pelo Santos, Almir levantou muitas taças por outras equipes:
Campeão Gaúcho pelo Grêmio (1988, 1989), Campeão e artilheiro com 4 gols da Supercopa da Conmebol pelo São Paulo (1996), Campeão da Conmebol (1997) pelo Atlético-MG, Copa Brasil e Copa Mercosul (1998) pelo Palmeiras e pelo Sport Recife foi campeão da Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano (2000).
Curiosidade
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