Um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, Fernando Vieira de Mello morreu em São Paulo no dia 1º de janeiro de 2001, vítima de insuficiência respiratória, aos 71 anos.
Paulistano, nascido em 19 de agosto de 1929, Fernando Luiz Vieira de Mello começou na década de 1950 no jornalismo, na TV Record, e depois trabalhou por quatro décadas na Rádio Jovem Pan.
Também foi um importante homem de marketing após deixar a Jovem Pan em 1992, exercendo a função de diretor de marketing do Mappin, grande loja de departamentos de São Paulo.
Ao lado de João Carlos Di Genio (do Colégio Objetivo) e de Antonio Del Fiol, fundou a Rádio Trianon, emissora da capital paulista.
Sua obra tão marcante para a cidade de São Paulo rendeu uma justa homenagem durante a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura paulista, com seu nome batizando o túnel que liga a Avenida Rebouças à Avenida Eusébio Matoso.
Foi Fernando Vieira de Mello, então diretor da Rádio Jovem Pan, quem deu oportunidade para que Milton Neves iniciasse sua jornada profissional pela emissora.
Seu filho, Fernando Vieira de Mello Filho, também é jornalista, e trabalhou durante muitos anos no Grupo Bandeirantes.
LIGAÇÃO COM MILTON NEVES
ABAIXO, TEXTO DE ADONIS ALONSO SOBRE A LIGAÇÃO ENTRE FERNANDO VIEIRA DE MELLO E MILTON NEVES
Com a cara e coragem, Milton Neves foi procurar Fernando Vieira de Melo. Na redação da rádio foi recebido por Salvador Silva, que sem tirar os olhos da máquina disse que o homem que ele estava procurando era "aquele louco" que gritava. Recomendou ao rapaz esperar a vez, já que dentro da sala, Fernando Vieira de Melo quebrava o maior pau com o repórter Reali Jr.
"Depois de muito tempo o Fernando Vieira me atendeu. Pediu um teste, ouviu a minha voz, me chamou de burro e mandou me contratar", conta Milto Neves.
Assustado com a briga, Milton sentou-se e com espanto viu entrar na redação seu companheiro de faculdade, Ubirajara Valdez, que havia chegado antes e ganhara uma das vagas do estágio.
Acalmada a discussão com Realli, Vieira de Melo ficou sozinho na sala. Impaciente, Milton tentou entrar. Voltou imediatamente ao tomar a maior bronca do diretor, que o repreendeu por ousar se apresentar sem ter sido chamado.
O explosivo Fernando Vieira de Melo, porém, também sabia ser educado quando queria. E após autorizar a entrada de Milton na sala, gostou da sua voz, da coragem e pediu um teste, feito por Marco Antônio Gomes. Milton foi bem na leitura, apesar de chamar o bairro do Pari de Pári. Fernando o chamou de burro três vezes e mandou Gomes contratá-lo. Melo, foi muito importante para a carreira de Milton Neves.
Ele sempre disse: "esse menino é um gênio". De João Carlos Di Gênio, Milton também guarda gratidão: Milton Neves teve bolsa total até a formatura! Também tem outro agradecimento a Di Gênio: seus 3 filhos sempre estudaram no Objetivo desde que nasceram.
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