Zinedine Zidane

Ex-craque do Real Madrid, da Juventus e Seleção Francesa

por Felipe Alva e Ednilson Valia

Zinedine Yazid Zidane nasceu no dia 23 de julho de 1972, em Maselha, cidade localizada no sul da França. Ídolo maior do futebol francês, foi campeão do mundo de 1998 e encerrou a carreira após o polêmico  vice-campeonato mundial de 2006. Desde então é Embaixador contra a fome da Unicef.

Por três anos (1998, 2000 e 2003) foi eleito como o melhor jogador do Mundo pela Fifa.

Em 11 de março de 2019, o Real Madrid anunciou o retorno de Zidane, menos de um ano após a saída do treinador. 

Carreira

Os pais de Zidane imigraram da Argélia para a França nos anos 50 e fixaram residência no sul do país, mais precisamente na cidade de Marselha.

Durante toda a infância, Zidane acompanhou o time de futebol da cidade, o Olympique e tinha como grande ídolo o uruguaio Enzo Francescoli.

Em 1989, assinou o seu primeiro contrato com o Cannes. O fato curioso desta temporada é que após marcar o primeiro gol como profissional recebeu um carro do então presidente do clube, Alain Predetti.

O jovem Zidane começa a despontar no futebol

Em 1992, o Bordeaux contratou o meia que começou a ter suas melhores nos torneios europeus. O primeiro título da carreira foi a Copa Intertoto de 1995.

Em 1996 a Juvetus-ITA contratou o craque francês. Na Velha Senhora o craque estourou. O bicampeonato italiano em 1997 e 1998 coincidiu com o um dos momentos mais gloriosos da carreira.

A conquista do mundo

A Copa do Mundo de 1998 aconteceu na França e Zidane era o maestro do time da casa. E ele não decepcionou. Na final contra o Brasil, o craque fez os dois primeiros gols da vitória francesa por 3 a 0. A grande atuação no Mundial lhe rendeu o primeiro título de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA.

Um sonho Real

No começo da década de 2000, o Real Madrid montou um time recheado de grandes estrelas. Zidane chegou ao time merengue, em 2001, para brilhar ao lado de Figo, Beckham e companhia.

Os diretores do clube espanhol tiveram a certeza que os 77 milhões de euros - gastos na contratação - valeram à pena na final da Liga dos Campeões de 2002.

O Real Madrid empatava com o Bayer Leverkusen em 1 a 1. Aos 44 do segundo tempo Zidane recebeu cruzamento na entrada da área e acertou um chute de rara beleza.

No dia 26 de maio de 2011, os merengues anunciaram que Zinedine Zidane iria substituir Jorge Valdano na gerência de futebol do clube.  Valdano foi demitido por ter divergências com então técnico "madrileño" José Mourinho. Dois anos depois, o francês virou auxiliar-técnico de Carlo Ancelotti no Real Madrid.

Em 2014, Zizou aceitou o desafio de ser técnico do Real Madrid Castilla (o time B do Real Madrid).

No dia 4 de janeiro de 2016, Zidane foi anunciado como técnico do Real Madrid. No dia 31 de maio de 2018 surpreendeu ao anunciar a saída do clube, uma semana depois de conquistar o títuo da Liga dos Campeões da Europa (o terceiro seguido). Além do tricampeonato da Champions, Zidane ainda comandou o Real na conquista de dois mundiais (2016 e 2017), duas Supercopas da Europa (2016 e 2017) e uma Supercopa da Espanha (2017).

O último ato

A Copa de 2006 foi a última competição da carreira do maestro. A França não era uma das favoritas ao título, isso até Zidane resolver dar show. A primeira grande atuação do camisa 10 foi nas oitavas de final, contra a Espanha. Restou aos espanhóis bater palmas e voltar para casa.

O adversário das quartas era um velho conhecido de Zizou, o Brasil. Mesmo time que o craque destruiu em 1998. E infelizmente, para o brasileiros, a história se repetiu. Zidane driblou, armou, chapelou, simplesmente regeu a orquestra francesa diante de uma bandinha desfainada. Resultado: França 1 a 0 e o Brasil foi eliminado. Segundo o próprio atleta, essa foi uma das maiores atuações de sua carreira.

Contra os portugueses, na semifinal, Zizou fez o gol de pênalti que colocou a França, pela segunda vez na história em uma final de Copa.

Mesmo perdendo a cabeça, o melhor

A final contra a Itália seria a consagração. A história parecia  encaminhar para um final glorioso quando, no começo do jogo, Zidane cobrou pênalti dando uma cavadinha e fazendo 1 a 0. Mas quem decidiu o destino da final não foi o maestro francês, mas sim um zagueiro italiano.

Ainda no primeiro tempo Materazzi empatou de cabeça e o jogo foi para o tempo extra. Na prorrogação, Materazzi provocou Zidane que deu uma cabeçada no peito do italiano e acabou expulso.

Nos pênaltis a Itália venceu por 5 a 4. Mesmo com o vice-campeonato e expulsão, Zidane foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2006, com extrema justiça.

Em 18 de setembro de 2013, o UOL veiculou uma matéria em que Zidane dizia se inspirar contra o Brasil e "entregou" noitadas do ex-jogador Roberto Carlos.

 

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