Vicente

Ex-centroavante do Nacional e Palmeiras
por Túlio Nassif

Vicente Lamberti Neto, mais conhecido como Viça, foi um centroavante dos anos 70 e 80. Nasceu no dia 14 de junho de 1960, em São Paulo. É casado com dona Cecília, tem quatro filhos, Vinicius, Leticia, Vicente Leonardo e a enteada Fernanda e cinco netos, Gustavo, Lucas, Leandro, Tainá e Matheus.

Iniciou carreira no antigo Cruzada da Lapa, em 1975, depois de ter sido reprovado no Nacional por Chinesinho, que após alguns anos, seria técnico do Palmeiras.

Foi com o saudoso Ettore Marchetti, que Viça teve a oportunidade no futebol. E após seu primeiro campeonato com o Cruzada, transferiu-se para o Nacional.

Foi campeão e artilheiro paulista com 10 gols na categoria Juvenil "C", em 1976. Após este título passou a participar de alguns jogos na equipe profissional do clube sob o comando do já falecido Servílio de Jesus.

Quando estava alavancando carreira, Viça sofreu grave lesão. Uma fratura exposta da tíbia e fíbula, após um choque com um do time profissional do Nacional A.C ,a chamado Mario Perez, cujo reserva era Carlos Pracidelli. Por conta desta lesão ele teve que ficar parado por quase um ano. "Naquele tempo não existiam os recursos de hoje, fiquei sete meses engessado e a recuperação foi lenta. Quando tirei o gesso, minha perna parecia um taco de bilhar, pois não tinha musculação comenta Viça nos dias de hoje.

Nesse tempo em que Viça ficou parado, Marchetti saiu do Nacional e aceitou uma proposta para dirigir um clube da primeira divisão, hoje na série A-3, o Grêmio Água Branca da cidade de Osasco. Marchetti acabou levando Viça para reforçar o seu novo clube e para ajudar na recuperação do atleta. Além de Viça, outros jogadores da Portuguesa, Corinthians e Palmeiras integraram o Grêmio Água Branca. Todos os jogadores eram conhecidos de Marchetti e já haviam trabalhado com ele.

A partir daí, Viça começou atuar entre a equipe amadora e a profissional do clube, tendo sido campeão amador pela cidade de Osasco, em 1977. No time osasquense, permaneceu até 1978.

Nos últimos anos em que esteve na cidade de Osasco, Viça, sem a mesma alegria do início da carreira, começou a beber, fumar e fazer uso de estimulantes para correr mais em campo. Acabou encerrando uma carreira que talvez fosse promissora, com menos de 20 anos. Diversos amigos tentaram fazer com que ele voltasse a jogar profissionalmente, mas decepcionado com o meio e consigo mesmo.

Então, Viça resolveu jogar  apenas por equipes amadoras e de veteranos. Segundo ele mesmo diz: "Não era para ser, hoje é bem fácil, qualquer garoto pinta como craque rapidamente, existem as escolinhas que fabricam jogadores, mas na verdade muitos que jogam hoje não serviriam para carregar as chuteiras de jogadores do tempo em que eu jogava. Tem um monte de brucutu que não sabem nem andar e dizem que são jogadores profissionais. Faltou orientação e um pouco deste  profissionalismo exagerado que vejo nos dias atuais.
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