Jackie Stewart

O escocês voador

por Marcos Júnior Micheletti

John Young Stewart, o Jackie Stewart, nasceu em uma família ligada à velocidade, em 11 de junho de 1939, na cidade escocesa de Milton, e atualmente comenta provas de Fórmula 1.

Seu pai foi piloto amador de motos e seu irmão de automóveis. Além disso, a família comercializava carros da Jaguar, e Jackie trabalhava como aprendiz de mecânico na empresa familiar.

Apesar da ligação com  o automobilismo, a família Stewart não via com bons olhos a paixão de Jackie pelas corridas, por conta de um acidente sofrido pelo irmão Jimmy em Le Mans, na França.

Isso levou Jackie a buscar uma outra modalidade esportiva: o tiro esportivo, e ele quase chegou a disputar os Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.

Mas a paixão pelos carros não conseguiu adormecer no coração do jovem escocês, e a partir de 1962 ele começou a se destacar em corridas na Grã Bretanha em diversas categorias.

Seu desempenho chamou a atenção de alguns nomes fortes ligados à Fórmula 1, como Ken Tyrrell Colin Chapmann.

Tyrrell foi o primeiro a lhe oferecer uma oportunidade em um teste oom um Fórmula 3, do qual participou também Bruce McLaren e Stewart obteve um tempo melhor.

A parceria com Ken Tyrrell estava apenas começando, primeiro pela Fórmula 3, onde logo em sua primeira prova, em 1964, venceu com uma vantagem de mais de 20 segundos sobre o segundo colocado e ficou com o título daquele ano.

Em 1965 estreou na Fórmula 1 com um BRM da equipe Owen Racing e terminou em sexto lugar, marcando seu primeiro ponto, na África do Sul.

Seu desempenho em seu primeiro ano na Fórmula 1 foi impressionante, subindo ao pódio nas três provas seguintes (Mônaco, Bélgica e França) e conquistando sua primeira vitória em sua oitava corrida, no tradicional circuito de Monza, na Itália.
 
Permaneceu na Owen Racing até 1967, onde conquistou mais uma vitória, no Grande Prêmio de Mônaco de 1966, mas não participou de todas as provas das temporadas de 1966 e 1967.
 
O motivo para sua ausência foi um grave acidente sofrido no Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, quando seu carro rodou e caiu em uma vala.

Stewart ficou preso nas ferragens com seu macacão encharcado de gasolina, sendo socorrido pelos pilotos Graham Hill e Bob Bondurant.
 
O acidente foi um divisor de águas tanto para Stewart quanto para a própria Fórmula 1, uma vez que ele começou uma luta para melhorar a segurança dos pilotos, tanto na sua endumentária (ele idealizou o capacete totalmente fechado e as roupas anti-chamas), como nos carros e autódromos.

Assinou contrato com uma equipe mais bem estruturada, a Matra, e os resultados foram excelentes em 1968 e 1969.

Em 1968, Stewart ficou com o vice-campeonato, fechando a temporada com três vitórias (Holanda, Alemanha e Estados Unidos), e em 1969 conquistou o primeiro Mundial na Fórmula 1, vencendo seis etapas (África do Sul, Espanha Holanda, França, Inglaterra e Itália).

Em 1970 assinou com o time de Ken Tyrrell, equipe onde ficou até 1973, ano em que encerrou sua carreira.

Com o carro azul da Tyrrell, Stewart levantou mais dois titulos mundiais: em 1971 e 1973, sempre tendo como grande rival, o brasileiro Emerson Fittipaldi.
No seu primeiro ano na Tyrrell, em 1970, fechou a temporada em quinto lugar, vencendo uma única prova, o Grande Prêmio da Espanha.

Em 1971, ano de seu bicampeonato, foram seis triunfos (Espanha, Mônaco, França, Inglaterra, Alemanha e Canadá).
Em 1972 foi vice-campeão, exatamente o ano do primeiro título de Emerson Fittipaldi, com a Lotus-Ford. Mesmo assim, Stewart arrebatou quatro vitórias (Argentina, França, Canadá e Estados Unidos).

Terminou sua carreira como piloto com o título de 1973, ainda pela Tyrrell, conquistando cinco vitórias (África do Sul, Bélgica, Mônaco, Holanda e Alemanha).

O fato que levou Jackie Stewart a abandonar as pistas, aos 34 anos, foi a morte de seu amigo e companheiro de equipe, o francês François Cevert.

Cevert, nos treinos para o Grande Prêmio dos Estados Unidos, em Watikins Glen, capotou e seu carro se arrastou por cerca de 100 metros com as rodas para o ar sobre a lâmina do guard-rail, degolando o promissor piloto francês.

Condecorado como Cavaleiro do Império Britânico, Stewart tornou-se Sir após o tricampeonato na Fórmula 1.

Passou a comentar corridas nos Estados Unidos nas décadas de 70 e 80, cobrindo a Nascar e as 500 Milhas de Indianápolis.

Em 1997, juntamente com seu filho Paul Stewart, fundou a Stewart Grand Prix, contando com o apoio da Ford, que forneceu os motores para a escuderia.

Em seu primeiro ano, a equipe contou com a dupla Rubens Barrichello e Jan Magnussen e terminou a temporada em nono lugar e o segundo lugar de Barrichello em Mônaco foi o melhor resultado.

Em 1998, a Stewart contou com Barrichello novamente e outros dois pilotos: Jan Magnussen e Jos Verstappen, fechando a temporada na oitava colocação.

A única vitória da Stewart aconteceu no último ano da equipe, em 1999, com Johnny Herbert, no Grande Prêmio da Europa, disputado no circuito alemão de Nurburgring, prova que teve Rubens Barrichello subindo ao pódio, em terceiro.

No final da temporada de 1999, Stewart anunciou a venda da equipe para a Jaguar.
Casado com Helen Stewart, é pai de Paul Stewart, ex-piloto de Fórmula 3.
 
Abaixo, em 06 de julho de 2019, no Festival de Goodwood, na Inglaterra. No vídeo, Stewart puxa a fila dos três carros com os quais foi campeão na F1. Ele guiou o Matra-Coswort MS80 com o qual ganhou o título em 1968. Atrás dele, os dois carros da Tyrrell que renderam os campeonatos de 1971 e 1973. 

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Pela Fórmula 1:

Participou de 99 corridas, conquistando 27 vitórias, 17 poles e 15 voltas mais rápidas.

Títulos: 1969 (pela Matra) e 1971 e 1973 guiando para a Tyrrell.

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