por Marcos Júnior Micheletti
O jornalista e escritor Teixeira Heizer, cujo nome de batismo era Hitler Teixeira Heizer, que participou da equipe que inaugurou a Rede Globo, tendo, inclusive, o crachá funcional "número 1", morreu na tarda de 3 de maio de 2016, aos 83 anos, em decorrência de complicações cardíacas.
Ele estava internado desde o dia 7 de abril no Hospital Vitória, no Rio de Janeiro, local de seu óbito.
Com uma carreira de muito sucesso, Teixeira Heizer passou por diversos veículos do Rio de Janeiro e São Paulo, dentre eles o Correio Fluminense (onde iniciou, em 1953), o Diário da Noite, Última Hora, Diário de Notícias, Veja, O Dia, Placar e Estado de São Paulo.
Teixeira Heizer, que também era formado em Direito trabalhou no SporTV nos últimos 15 anos, tanto nas transmissões de jogos dos campeonatos europeus como em programas da emissora paga da Globo.
Na parte literária, com destaque aos livros sobre futebol, abordou com bastante ênfase a perda da final da Copa de 50 pela Seleção Brasileira para o Uruguai, em "Maracanazo - Tragédias e Epopeias de um Estádio com Alma". O último livro que lançou foi "A outra história de cada um".
ABAIXO, ENTREVISTA DE TEIXEIRA HEIZER NO PROGRAMA "PRATA DA CASA"
Em 05 de maio de 2016 a "Folha de S. Paulo" publicou matéria sobre Teixeira Heizer, que segue abaixo, na íntegra:
Mortes: Narrou primeira partida exibida pela TV Globo
Ele estava lá quando tudo começou: contratado em janeiro de 1964, com o crachá de número um da nascente TV Globo, Teixeira Heizer fez parte da equipe que colocou a emissora no ar em 1965.
Ele também idealizou a transmissão da primeira partida de futebol pelo canal. Gravou em filme o amistoso da seleção diante da extinta União Soviética e mandou para a revelação num estúdio.
Duas horas depois do jogo no Maracanã, o empate de 2 a 2 foi exibido na televisão com narração do jornalista.
Formado em direito, Heizer trabalhou em revistas, rádios, jornais e TVs por mais de 60 anos. Ao longo da carreira, deixava de lado seu prenome, Hitler, ao assinar.
Entre os momentos mais marcantes, gostava de lembrar do Pan-Americano de Chicago, em 1959, em que noticiou "em primeira mão", para a TV Continental, o assassinato do remador brasileiro Ronaldo Duncan Arantes, e da cobertura dos títulos mundiais do Santos, nos anos 60.
Após deixar a Globo, ainda na década de 1960, trabalhou no "Diário da Noite", "Diário de Notícias", "Última Hora", "O Dia", "Placar", "Veja", "O Estado de S. Paulo" e fez documentários na França.
Nos últimos anos, atuou como comentarista de futebol no Sportv. Também publicou livros. "O Jogo Bruto das Copas do Mundo" e "Maracanazo: Tragédias e Epopeias de um Estádio com Alma", são os mais conhecidos.
Após a desastrosa campanha do Brasil na última Copa, criticou a seleção e disse que, a partir de então, a derrota no Mundial de 50 "era apenas uma brincadeirinha".
Morreu dia 3, aos 83, no Rio, após sofrer um infarto.
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