A história do Sport Club Corinthians Paulista guarda um momento inusitado, ocorrido há exatos 60 anos, em 16 de novembro de 1965.
A CBD (Confederação Brasileira de Desportos), então mandatária do futebol brasileiro, que depois tornou-se CBF (Confederação Brasileira de Futebol), tinha agendado um amistoso contra o Arsenal, na Inglaterra, mas não teve como enviar o time principal para o compromisso, daí, recrutou o elenco corintiano.
LOGÍSTICA
Dois dias antes, em 14 de novembro de 1965, o Corinthians havia jogado contra o Santos de Pelé e perdido por 4 a 2, pelo Campeonato Paulista, partida disputada no Morumbi.
Dali, a delegação alvinegra rumou ao Aeroporto de Congonhas para a viagem. Fez uma escala no Rio de Janeiro e depois foi diretamente para Londres.
Deixou a capital paulista com temperatura batendo na casa dos 30ºC e chegou à capital inglesa com os termômetros abaixo de zero...
Portanto, além do desgaste físico da viagem, o elenco corintiano ainda sofreu com a diferença térmica brutal.
De qualquer forma, a Seleção/Corinthians que tinha como principais destaques Roberto Rivellino e Dino Sani, até que não fez feio, jogando com a camisa azul da Seleção Brasileira, e perdeu por apenas 2 a 0 para o bom Arsenal, que marcou seus dois tentos com Sammels (aos oito do primeiro tempo e aos 25 do segundo).
CURIOSIDADE
A inglaterra não permitia, nem mesmo em amistosos, que os treinadores não fossem diplomados. Por isso, José Teixeira (1935-2018), formado em Educação Física, assinou a súmula no lugar de Oswaldo Brandão (1916-1989), que desta feita foi formalmente o auxiliar, mas o treinador na prática.
FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
Arsenal 2 x 0 Seleção Brasileira (Corinthians)
Data: 16 de novembro de 1965
Estádio: Highbury (Londres)
Árbitro: Harold Phillips (Escócia)
Público: 17.789 pessoas
Renda: 11 mil libras
Arsenal: Burns (Fornell); Howe, Storey, Neil; Curt, McLintock; Skirton, Sammels, Baker, Eastham e Armstrong. Técnico: Billy Wright
Corinthians: Marcial, Galhardo (Jair Marinho), Eduardo, Clóvis e Édson “Cegonha”; Dino Sani e Rivellino; Marcos, Flávio, Nei e Geraldo. Técnicos: Oswaldo Brandão e José Teixeira.
Gols: Sammels, aos oito minutos do primeiro tempo e aos 25 minutos do segundo.
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