Rogério Ceni

Ex-goleiro e técnico do São Paulo
por Diogo Miloni

Como se não bastasse ser um grande goleiro debaixo das traves, é também um exímio cobrador de bolas paradas, esse é Rogério Mücke Ceni, o Rogério Ceni. O goleiro é o maior recordista de jogos com a camisa do São Paulo e detentor do título de "goleiro-artilheiro", com a incrivel marca de 131 gols. 
 
Após 25 anos pelo São Paulo, encerrou sua carreira, em jogo festivo no Morumbi, na noite de 11 de dezembro de 2015, aos 42 anos de idade. Menos de um ano depois, em 24 de novembro de 2016, voltou ao clube do Morumbi, desta vez para trabalhar como técnico. Teve um começo arrasador e bastante promissor, encheu de esperança a torcida e causou receio nos rivais. No entanto, após seis meses à frente do time, colecionou três eliminações seguidas (Paulistão, Copa do Brasil e Sul-Americana) e péssimos resultados no Campeonato Brasileiro, deixando inclusive o Tricolor na zona do rebaixamento. Acabou sendo demitido no dia 3 de julho de 2017.
 
Quatro meses depois, em 10 de novembro, foi anunciado como técnico do Fortaleza para a temporada 2018. Foi vice-campeão cearense e ganhou o título da Série B do Campeonato Brasileiro, garantindo vaga da equipe para a Série A em 2019.
 
Em 30 de novembro de 2018, após vários dias de negociação, o Fortaleza anunciou a renovação do contrato com Rogério Ceni para a temporada de 2019. Comandou a equipe do Fortaleza na conquista do título estadual cearense em 2019 e recusou convite do Atlético-MG, que estava em busca de um treinador após a saída de Levir Culpi. O comunicado oficial de Rogério Ceni sobre sua permanência no Fortaleza aconteceu em 24 de abril de 2019.
 
Quase quatro meses mais tarde, no dia 11 de agosto de 2019, Rogério, no entanto, deixou o time da capital cearense para acertar com o Cruzeiro, que tinha demitido dias antes Mano Menezes. 
 
Carreira como goleiro
 
Natural de Pato Branco, cidade interior do Paraná, Rogério nasceu no dia 22 de janeiro de 1973 e ainda jovem mudou-se com sua família para Sinop, no Mato Grosso.
 
Rogério sempre gostou muito de esportes, e ainda no colégio, praticava vôlei e futebol, na época ainda jogava na linha. Seus primeiros passos como profissional foram no Sinop Esporte Clube, onde foi revelado e ficou por pouco tempo.

Em 1990, com apenas 17 anos, o goleiro foi contratado pelo São Paulo F.C., e quando chegou ao clube paulista, o atleta se deparou com um dos melhores jogadores em atividade na sua posição, o goleiro Zetti, que era titular absoluto do esquadrão de Telê Santana.

Em 1994, ao lado de jogadores como Juninho Paulista, Denílson e o atacante Caio, o arqueiro participou do "Expressinho Tricolor", conquistando a Copa Conmebol, e marcando seu nome como virtual promessa do clube do Morumbi.

Três anos depois, o ídolo Zetti estava saindo para o Santos, e Rogério Ceni, que ainda era apenas Rogério, teve sua chance no time titular. Foi também em 1997 que o goleiro-artilheiro fez seu primeiro gol, na partida contra o União São João de Araras, válida pelo Campeonato Paulista.

Depois deste vieram muitos outros tentos, alguns muito importantes como na final do Paulistão de 2000, contra o Santos, quando o Tricolor levantou o caneco do estadual.

Após sentir o gosto doce de balançar as redes, Ceni começou a se aperfeiçoar como batedor de bolas paradas, tornando-se o cobrador oficial de pênaltis e faltas próximas à área.
 
E no dia 27 de março de 2011, o goleiro artilheiro atingiu a incrível marca de 100 gols marcados na sua carreira. O palco foi a Arena Barueri, em um clássico contra o Corinthians, pelo campeonato paulista. Ceni cobrou uma falta perfeita no ângulo direito de Júlio César, marcando o segundo e derradeiro tento da vitória são-paulina sobre o Timão por 2 a 1. Dagoberto pelo Tricolor e Dentinho, para a equipe do Parque São Jorge também marcaram.
 
E no ano de 2012, após um incomodo jejum de três anos sem títulos, conquistou a Copa Sul-Americana de 2012.
O Bom rendimento dentro de campo gabaritou Rogério Ceni para a Seleção Brasileira. Em 1997, o então treinador, Vanderlei Luxemburgo chamou o arqueiro pela primeira vez para o grupo principal.

Vestindo a amarelinha, Rogério não obteve o mesmo sucesso dos tempos de  SPFC. Apesar de participar de duas Copas do Mundo, em 2002 e 2006, sempre como terceiro goleiro, Rogério nunca emplacou bons jogos na seleção e ficou marcado por isso.

Uma diferencial que acompanhou Ceni por um período de sua carreira foram as imagens desenhadas em sua camisa. Já teve trem, avião, caminhonete e até uma caricatura dele próprio realizando uma ponte.

O melhor ano da carreira do "goleiro artilheiro" foi em 2005, quando o São Paulo armado por Émerson Leão, conquistou o Paulistão, no primeiro semestre, e a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, já com Paulo Autuori, no segundo semestre.

No Mundial, Rogério foi o destaque da competição. O goleiro são paulino parou o poderoso ataque do Liverpool-ING e fez uma das defesas mais lindas da história do futebol mundial, em falta batida pelo meia inglês, Steven Gerrard. Na ocasião, Ceni foi escolhido o melhor em campo, e foi realmente fundamental para a conquista.

Em 2006, 2007 e 2008, o Tricolor do Morumbi, comandado por Muricy Ramalho, venceu o Campeonato Brasileiro,  tornando-se hexacampeão nacional. Rogério, como capitão do time, levantou o troféu nas três oportunidades.

Em 20 anos de clube, Rógerio tornou-se um mito dentro e fora de campo, e conquistou a marca histórica de 21 títulos.
 
O dia 7 de setembro de 2011, não foi apenas mais uma comemoração pelo dia da Independência do Brasil. Foi também, o dia em que Rogério Ceni, cravou a marca histórica de mil jogos atuando pelo São Paulo. Na oportunidade, o Tricolor venceu o Atlético-MG por 2 a 1 no Morumbi, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
 
No dia 28 de novembro de 2014, Rogério Ceni anunciou sua renovação com o São Paulo até agosto de 2015.
 
Em 11 de dezembro de 2015, aos 42 anos de idade, despediu-se do futebol, em jogo amistoso entre dois times do São Paulo, no Morumbi. 

Veja vídeos da carreira de Rogério Ceni:





Veja o "chilique" que o goleiro deu na partida contra o Santa Cruz:
 
No dia 13 de dezembro de 2015, o jornalista Milton Neves, através do programa Domingo Esportivo da Rádio Bandeirantes, comentou sobre a aposentadoria do goleiro Rogério Ceni. Confira:

No dia 6 de janeiro de 2016, a redação do portal Terceiro Tempo publicou a seguinte matéria sobre o ex-goleiro e o jornalista Milton Neves:

Rogério Ceni e Milton Neves: elogios, rusgas, respeito e polêmicas!  

O goleiro Rogério Ceni, maior ídolo da história do São Paulo, se aposentou em dezembro de 2015, mas suas marcas ficarão registradas na memória de todo torcedor.

Durante sua gloriosa carreira, Rogério Ceni e Milton Neves trocaram rusgas e elogios, mas sempre com respeito, é claro.

Confira o áudio apresentado por Milton Neves, durante o programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes, em dezembro de 2015:

Imagem: reprodução

No programa "Domingo Esportivo" do dia 19 de novembro de 2017, Marcelo Paz, Eurydes Ceni e Nilo Neves comentaram a chegada de Rogério Ceni ao Fortaleza. Ouça abaixo:

ABAIXO, EM 13 DE AGOSTO DE 2019, A COLETIVA COMPLETA DE ROGÉRIO CENI EM SUA APRESENTAÇÃO COMO TREINADOR DO CRUZEIRO

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Tempo de São Paulo: 21 anos;

Títulos:
- Copa do Mundo de 2002;
- Copa das Confederações de 1997;
- Mundial Interclubes da FIFA: 1993 e 2005;
- Libertadores da América: 1993 e 2005;
- Copa Sul-Americana: 2012
- Copa dos Campeões Mundiais: 1995, 1996;
- Super Copa Libertadores da América: 1993;
- Recopa Sul-Americana: 1993;
- Copa Euro-América: 1999;
- Copa Comenbol: 1994;
- Troféu Cidade de Los Angeles: 1993;
- Troféu Cidade de Santiago de Compostela: 1993;
- Troféu Jalisco: 1993;
- Campeonato Brasileiro: 2006, 2007 e 2008;
- Campeonato Paulista: 1998, 2000, 2005
- Torneio Rio-São Paulo: 2001
- Copa São Paulo de Futebol Júnior: 1993;
- Campeonato Paulista de Aspirantes: 1993;
- Campeonato Paulista Juvenil: 1990;

Linha do Tempo:

1990:
- No feriado de 7 de setembro, o goleiro entrou pela primeira vez no Centro de Treinamentos da Barra Funda;

1993:
- Conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o primeiro título com a camisa do São Paulo.

1994:
- Campeão da Conmebol, com o "Expressinho? de Muricy Ramalho;

1997:
- Marcou 3 gols na temporada. Os três foram de falta;
- No dia 2 de fevereiro, contra o União São João de Araras, de falta, fez o primeiro gol como profissional.

1998:
- Marcou 3 gols na temporada. Os três foram de falta;
- Conquista do Campeonato Paulista, em cima do Corinthians. O primeiro título como goleiro titular.

1999:
- Marcou 5 gols na temporada. Foram 3 de falta e 2 de pênaltis.
- Recebeu a faixa de capitão do time;

2000:
- Marcou 8 gols na temporada. Foram 7 de falta e 1 de pênalti;

2001:
- Marcou 2 gols na temporada. Os dois foram de falta;
- Foi acusado pelo presidente Paulo Amaral de forjar uma proposta do Arsenal com o intuito de receber um eventual aumento de salário. Foram 28 dias de suspensão.

2002:
- Marcou 5 gols na temporada. Todos de falta.

2003:
- Marcou 2 gols na temporada. Os dois foram de falta.

2004:
- Marcou 5 gols na temporada. Foram 4 de falta e 1 de pênalti.

2005:
- Marcou 21 gols na temporada. Foram 11 de falta e 10 de pênaltis.
- Conquistou o Campeonato Paulista, Libertadores da América e o Mundial Interclubes do Japão.

2006:
- Marcou 16 gols na temporada. Foram 6 de falta e 10 de pênaltis.
- Em 20 de agosto, com 2 gols contra o Cruzeiro, chegou aos 64 gols da carreira e ultrapassou o recorde de Chilavert, entrando para a história do futebol mundial como o principal goleiro artilheiro.

2007:
- Marcou 10 gols na temporada. Foram 2 de falta e 8 de pênalti.
- Com 309 jogos em Campeonatos Brasileiros atuando pelo mesmo time, bateu o recorde de Roberto Dinamite, no Vasco.

2008:
- Marcou 5 gols na temporada. Foram 4 de pênaltis e 1 de falta.

2009:
- Marcou 2 gols na temporada. Os dois foram de falta.
- No dia 13 de abril, sofreu a pior lesão da carreira, em um rachão. Com o tornozelo esquerdo machucado, foi submetido a uma cirurgia e ficou 4 meses sem atuar.

2010:
- Marcou 8 gols na temporada. Foram 2 de falta e 6 de pênaltis.
- Em 25 de fevereiro, ao balançar as redes, em uma cobrança de falta, contra o Once Caldas pela Libertadores da América, tornou-se o maior artilheiro do clube na competição com 11 gols.
- Atingiu a marca de 700 jogos como capitão do time. Número, até hoje, não alcançado por nenhum outro jogador, indiferente ao clube.

2011:
- Marcou, até o momento, 8 gols. Foram 5 de pênalti e 3 de falta;
- Em 27 de março, na cobrança de falta em cima do goleiro Júlio César, durante o clássico contra o Corinthians, anotou o gol de número 100 da carreira.

Gols por competições:
- Brasileirão: 49 gols (26 faltas e 23 pênaltis);
- Campeonato Paulista: 32 gols (17 pênaltis e 15 faltas);
- Libertadores da América: 11 gols (6 faltas e 5 pênaltis);
- Torneio Rio-São Paulo, 3 gols (3 faltas);
- Copa do Brasil, 2 gols (2 faltas);
- Copa Mercosul, 1 gol (falta);
- Copa dos Campeões, 1 gol (falta);
- Mundial de Clubes, 1 gol (pênalti);
- Copa Sul-Americana, 1 gol (pênalti);
- Amistosos, 2 gols (faltas);

As vítimas:
- Palmeiras, 7 gols (5 de pênaltis e 2 de falta);
- Cruzeiro, 6 gols (4 de pênaltis e 2 de falta);
- Vasco, 5 gols (3 de falta e 2 de pênaltis);
- Figueirense, 4 gols (2 de falta e 2 de pênaltis);
- Paraná, 4 gols (3 de falta e 1 de pênalti);
- Santos, 4 gols ( 3 de falta e 1 de pênalti);
- Corinthians, 3 gol (2 de pênalti e 1 de falta);
- Fluminense 3 gols ( 2 de falta e 1 de pênalti);
- Grêmio, 3 gols (2 de pênaltis e 1 de falta);
- Mogi-Mirim, 3 gols (3 de pênalti);
- Portuguesa, 3 gols (2 de falta e 1 de pênalti);
- Sport, 3 gols (3 de falta);
- Atlético-MG, 2 gols ( 2 de falta);
- Botafogo, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Coritiba, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Guarani, 2 gols (2 de falta);
- Inter de Limeira, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Internacional, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Ituano, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Paulista, 2 gols (2 de pênalti);
- Ponte Preta, 2 gols (1 de falta e 1 de pênalti);
- Portuguesa Santista, 2 gols (2 de falta);
- Rio Branco, 2 gols (2 de pênaltis);
- Santa Cruz, 2 gols (2 de faltas);
- Tigres, 2 gols (2 de faltas);
- Al-Ittihada, 1 go de pênalti;
- Alianza Lima, 1 gol de falta;
- América, 1 gol de falta;
- Atlético-GO, 1 gol de pênalti;
- Atlético-PR, 1 gol de falta;
- Bahia, 1 gol de pênalti;
- Brasiliense, 1 gol de falta;
- Combinado Santos/Flamengo, 1 gol de falta;
- Caracas, 1 gol de pênalti;
- Chivas Guadalajara, 1 gol de pênalti;
- Deportivo Táchira, 1 gol de falta;
- Goiás, 1 gol de pênalti;
- Flamengo, 1 gol de pênalti;
- Juventus, 1 gol de pênalti;
- Linense, 1 gol de falta;
- Marília, 1 gol de falta;
- Náutico, 1 gol de pênalti;
- Noroeste, 1 gol de pênalti;
- Once Caldas, 1 gol de falta;
- Paysandu, 1 gol de falta;
- Rio Claro, 1 gol de pênalti;
- River Plate, 1 gol de pênalti;
- San Lorenzo, 1 gol de falta;
- Santo André, 1 gol de falta;
- São José, 1 gol de falta;
- União São João de Araras, 1 gol de falta;
- Universidad Católica do Chile, 1 gol de falta;
- Uralan, 1 gol de falta;

Fonte: Agora São Paulo;
Texto: Diogo Miloni / Terceiro Tempo;
Colaboração: Chico Santo / Terceiro Tempo;

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  • 5 São
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