Michael Schumacher

Heptacampeão de Fórmula 1

por Marcos Júnior Micheletti

O maior vencedor de todos os tempos na Fórmula 1, Michael Schumacher, nasceu na cidade alemã de Hürth-Hermülheim, região administrativa de Colônia, na Renânia do Norte, em 3 de janeiro de 1969.

Atualmente está em fase de recuperação de um gravíssimo acidente sofrido em uma pista de esqui na França, tendo ficado em coma por mais de cinco meses. No final do texto, informações completas.

Seu pai administrava o kartódromo da pequena cidade de Kerpen, na Alemanha, e deu ao pequeno Michael, então com quatro anos, seu primeiro kart.

Mas as corridas somente tornaram-se mais sérias em sua vida a partir dos 14 anos, quando começou a participar de campeonatos. Até então, sua paixão maior era pelo futebol, modalidade que ele sonhava em se profissionalizar, acompanhando principalmente seu time de coração, o Colônia.

Aos 22 anos passou para uma categoria interna de seu país, de monopostos, a Fórmula König, em 1987, conquistando o título logo em seu ano de estreia.

Em 1988 competiu na Fórmula-Ford e ficou com o vice-campeonato, passando à Fórmula 3 no ano seguinte, já com Willi Weber como seu empresário, que acabou gerenciando sua carreira desde então.

Conquistou o título da Fórmula 3 em 1989 e em 1990 passou a integrar o programa de formação de jovens pilotos da Mercedes Benz, ao lado do compatriota Heinz-Harald Frentzen e do austríaco Karl Wendlinger.

Entusiasmada com o bom desempenho do alemão, a Mercedes lhe forneceu um modelo de turismo para disputar a última prova do campeonato de DTM, em Hockenheim, com o modelo 190 E 2.5, mas seu desempenho não foi dos melhores. Schumacher largou em 15º e se envolveu em um acidente com Johnny Cecotto, postulante ao título, que acabou ficando com Hans Stuck.

A parceria entre a Mercedes e Schumacher continuou em 1991, pelo Mundial de Protótipos, categoria em que venceu o Grande Prêmio do Japão, disputado em Autópolis. Competiu também pelo DTM em 1991, mas sem resultados expressivos, enquanto os outros pilotos do programa de jovens da montadora alemã (Frentzen e Wendlinger) ingressaram na Fórmula 1 pela Sauber (que contava com motores Mercedes).

Ainda em 1991, recebeu e aceitou um convite para participar da Fórmula 3000 japonesa com um Ralt-Mugen, onde obteve um ótimo segundo lugar na prova disputada no circuito de Sugo.

A intensidade de atividades em 1991 culminou com sua estreia na Fórmula 1, que acabou acontecendo por conta do incidente do belga Bertrand Gachot, que se envolveu em um acidente de trânsito dias antes do Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Gachot era piloto da Jordan-Ford e acabou sendo preso, com isso impossibilitado de participar da prova.

Eddie Jordan precisava de dinheiro, pois o orçamento de sua equipe era limitado, o que abriu as portas para que Schumacher conseguisse a vaga. E ele surpreendeu nos treinos, classificando-se em sétimo lugar, à frente do veterano Andrea de Cesaris, que partiu da 11ª colocação.

Com um problema na embreagem, Schumacher não completou nenhuma volta, mas sua performance no final de semana convenceu Flávio Briatore, chefe da equipe Benetton, que lhe propôs um contrato para pilotar nas cinco provas restantes do ano, no lugar do brasileiro Roberto Pupo Moreno, que foi dispensado. Schumacher formou dupla com Nelson Piquet, exatamente a última temporada do brasileiro na Fórmula 1.

Em 1992, competindo por toda a temporada na Benetton-Ford, Schumacher fez um ano excelente, terminando o campeonato na terceira colocação, à frente de Ayrton Senna (quarto colocado) e atrás somente das insuperáveis Williams-Renault, que tiveram o campeão Nigel Mansell e o vice Riccardo Patrese. Neste ano, venceu sua primeira prova na Fórmula 1, exatamente no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, mesma pista em que estreara no ano anterior.

A temporada de 1994, vista por muitos como fácil para o tetracampeonato de Ayrton Senna, acabou não se confirmando, com a morte do brasileiro durante o Grande Prêmio de San Marino, em Imola. Schumacher foi campeão com um ponto de vantagem sobre Damon HIll (Williams-Renault), feito repetido no ano seguinte, também pela Benetton.

Em 1996, a Ferrari contratou Schumacher, equipe pela qual o alemão conquistou mais cinco títulos mundiais (consecutivos), entre 2000 e 2004, e onde permaneceu até 2006, até deixar a categoria, pela qual retornou em 2010, mas como piloto da Mercedes, que retornava à Fórmula 1 após comprar a Brawn-GP, campeã de construtores e de pilotos (com Jenson Button) no ano anterior.

Seu retorno, entretanto, ao contrário dos tempos da Ferrari, não foi vitorioso, e entre 2010 e 2012, Schumacher subiu apenas uma vez ao pódio, no GP da Europa, disputado em Valência, Espanha, ocasião em que chegou em terceiro lugar.

Em 2010 terminou a temporada em nono lugar, duas posições atrás de seu companheiro de equipe, o também alemão Nico Rosberg e em oitavo no campeonato de 2011, novamente atrás de Rosberg, que foi o sétimo colocado.

Ao longo de sua carreira, acumulou, além dos recordes, várias polêmicas, entre elas o comentado uso de eletrônica (proibida) no carro de 1994 da Benetton, a ordem da Ferrari para que Rubens Barrichello cedesse sua posição no GP da Áustria de 2002, além das manobras que tiraram pilotos das provas, quando estes brigavam por títulos com ele, casos de Damon Hill e Jacques Villeneuve.

Em 04 de outubro de 2012, alguns dias após a Mercedes anunciar a contratação de Lewis Hamilton para fazer dupla com Nico Rosberg, Schumacher anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1, em Suzuka, no Japão, fazendo apenas as últimas provas da temporada de 2012.

Em 29 de janeiro de 2013, aos 44 anos, foi anunciado como piloto de testes de uma tradicional equipe italiana de kart, a Tony Kart, para ajudar no desenvolvimento do modelo Racer EVK, de 125 cm3.

Em 29 de dezembro de 2013, esquiando nos Alpes Franceses, sofreu uma queda e bateu sua cabeça contra uma pedra. O ex-piloto foi levado de helicóptero a um hospital próximo à estação de esqui, depois foi transferido para um outro, na cidade de Grenoble, na França, onde foi internado em estado de coma. Ele utilizava um capacete, mas sofreu um traumatismo craniano que o levou a uma cirurgia de emergência e uma segunda intervenção, ambas para redução da pressão intracraniana.

Após cinco meses e meio, em 16 de junho de 2014, sua assessora Sabine Kehm informou que Michael Schumacher saiu do coma, deixando o Hospital de Grenoble, na França e encaminhado para uma clínica de recuperação em Lausanne, na Suíça.

Em 22 de julho de 2014, o jornal inglês The Mirror divulgou uma nota dizendo que Michael Schumacher respondia perguntas com movimento dos olhos.

Michael Schumacher deixou a clínica de Lausanne em 09 de setembro de 2014 para iniciar sua recuperação em casa na cidade de Gland, na Suíça.

CLIQUE AQUI E VEJA MATÉRIA SOBRE OS TRÊS ANOS DA SAÍDA DE SCHUMACHER DO HOSPITAL, PUBLICADA EM 09 DE SETEMBRO DE 2017 NO PORTAL TERCEIRO TEMPO.

Em 09 de maio de 2015, foi noticiado que sua esposa, Corinna Schumacher, vendeu o avião particular da família por US$ 38 milhões. O casal tem dois filhos, Gina-Marie Schumacher e Mick Schumacher. Mick já passou pelo kart, F4 e em 2018 iniciou sua primeira temporada pela F2, pela equipe Prema.

Aliás, sobre Mick Schumacher, ele fez seu primeiro teste com a Ferrari (da temporada de 2019), em 2 de abril de 2019, nos testes coletivos da F1 em Sakhir, no Bahrein, terminando em segundo lugar, 0s597 atrás de Max Verstappen (Red Bull-Honda), o líder. No dia seguinte, Mick voltou à pista barenita a bordo da Alfa romeo, e terminou em sexto lugar. 

Em dezembro de 2015, a revista alemã Bunte divulgou um artigo sobre o estado de Michael Schacher, onde relatava que "apesar de muito magro voltou a andar, com a ajuda dos terapeutas, dando alguns passos e conseguindo levantar um braço". 

De imediato, a assessora Sabine Kehm desmetiu a notícia, dizendo que "a afirmação não correspondia aos fatos".

No começo de maio de 2016 novas informações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher foram relatadas, mas não oficialmente. O site norte-americano`News Everyday´ informou que uma neurocirurgiã que cuidou do ex-piloto disse que ele teria poucas horas de vida e seu corpo estaria pesando apenas 45 quilos.

Em setembro de 2017, a revista alemão `Bravo´divulgou uma nota dando conta da possível intenção da família Schumacher transferir Michael para uma clínica nos Estados Unidos, em Dallas, no Texas,  especializada em lesões cerebrais, comandada pelo Dr. Mark Weeks. 

Em 2 de janeiro de 2019, véspera de Michael Schumacher completar 50 anos, sua família divulgou uma nota, informando que está fazendo tudo o que é humanamente possível para ajudá-lo

Michael Schumacher em seu primeiro GP na Fórmula 1, em Spa-Francorchamps, na Bélgica, em 1991. Ele abandonou logo após a largada

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Pela Fórmula 1:

Conquistou sete títulos mundiais (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004).

Venceu 91 corridas e conquistou 68 poles. Fez a volta mais rápida em 77 GPs.

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