Mário Travaglini

Ex-zagueiro do Ypiranga, Palmeiras e Nacional e treinador de futebol
por Marcelo Rozenberg
 
Zagueiro respeitado e treinador multicampeão por diversos times, Mário Travaglini morreu no dia 20 de fevereiro de 2014, aos 81 anos, em São Paulo, após passar um mês e meio internado no Hospital São Camilo.

Mário Travaglini era filho do Bom Retiro, bairro paulistano que desde o início do século 20 sempre reuniu vários clubes de várzea e foi o berço de fundação do Corinthians.

Assim, não foi surpresa para ninguém quando o menino, nascido em 30 de abril de 1932, escolheu a bola como passatempo. O talento como zagueiro impressionou Francisco Minelli, pai do ex-treinador Rubens Minelli, que o levou para fazer testes no Clube Atlético Ypiranga.

 Aprovado, com 16 anos começou a jogar pelo time infantil. No dia 12 de setembro de 1953, foi lançado pelo técnico Sastre no profissional. Estreou contra o Corinthians no Pacaembu pelo Campeonato Paulista, partida que terminou empatada por 1 a 1. Defendeu depois Palmeiras, Nacional de São Paulo e Ponte Preta, onde pendurou as chuteiras em 1962, aos 29 anos.

Trabalhou depois por pouco tempo no departamento de patrimônio da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, aproveitando-se do diploma de economista. Mas o amor pelo futebol falou mais alto e não demorou a voltar aos gramados na função de treinador. Também foi gerente e supervisor de vários clubes. Solteiro e sem filhos, morava em São Paulo, onde presidia o Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado.

Como jogador, a maior recordação foi ter enfrentado Pelé. "Eu costumo dizer que não o marcava, mas sim contemplava seu futebol. Era um cara tão fantástico que o que ele fazia com a bola é impossível descrever". No entanto, vale ressaltar que com a bola nos pés Travaglini fez grande sucesso especialmente com o público feminino, que muitas vezes comparecia em massa aos estádios para vê-lo atuar e contemplar suas pernas.

A carreira de treinador começou em 1963 nas categorias de base do Palmeiras, onde permaneceu até 1971 com direito a várias passagens pelo time profissional. Treinou depois outras grandes equipes do futebol brasileiro como Vasco (campeão brasileiro de 1974), Corinthians (campeão paulista de 1982), São Paulo, Fluminense, Ferroviária de Araraquara e São Bento. Dirigiu também a Seleção Brasileira, com destaque para a conquista da medalha de ouro do torneio de futebol dos Jogos Pan-americanos de 1979, disputado em Porto Rico.

Foto: Marcos Júnior/Portal TT
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Pelo Palmeiras (como treinador):

Dirigiu o Alviverde por 178 jogos, sendo 96 vitórias, 45 empates e 37 derrotas.
Fonte: Almanaque do Palmeiras, de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

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