Homero

Ex-zagueiro do Juventus e Corinthians
por Marcelo Rozenberg
 
Homero Oppi, o grande zagueiro Homero do Corinthians da década de 1950, nasceu em São Paulo em 16 de fevereiro de 1928 e faleceu na mesma cidade em 18 de dezembro de 2002.
 
Começou a carreira no Ypiranga e foi um dos personagens mais importantes do Timão nas conquistas dos títulos paulistas de 1951, 52 e 54.

Firme e seguro, um dos melhores de sua posição no país, Homero manteve-se como titular corintiano durante sete anos. Mas se consagrou mesmo com o manto alvinegro no título do IV Centenário, em 1954, formando a zaga ao lado do goleiro Gilmar e dos zagueiros Olavo ou Alan. Também defendeu a Seleção Paulista.

Segundo o "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte, disputou pelo clube 233 jogos com 150 vitórias, 36 empates e 47 derrotas. Curiosamente não marcou nenhum gol a favor e dois gols contra.
 
No dia 14 de agosto de 2017, o UOL Esporte publicou a seguinte matéria sobre o abandono da calçada da fama do Pacaembu, fato que revoltou o filho de Homero Oppi:
 
Abandono da calçada da fama do Pacaembu revolta filho de ex-corintiano

Adriano Wilkson
Do UOL, em São Paulo

Nem os funcionários que trabalham na frente da calçada da fama do Pacaembu sabem que ela existe. Trata-se de um pedaço de concreto circular a 20 metros do estádio marcado há décadas com as mãos e os pés de figuras importantes para o esporte de São Paulo. Hoje, a calçada jaz como uma lápide esquecida atrás de um amontado de grades usadas nos eventos do Pacaembu.

Castigadas pelo tempo e pela intempérie, algumas das placas de concreto exibem nomes ilegíveis, mas a maioria já foi arrancada, não se sabe por quem nem em que circunstâncias. Com elas, sumiu parte da memória do esporte do Estado.

Homenageadas na calçada da fama estão pessoas como Ralph Zumbano, pioneiro do boxe brasileiro, e seu sobrinho Éder Jofre, que marcaram o concreto fresco com suas mãos. No local foram registradas as assinaturas de atletas olímpicos do vôlei e do atletismo, por exemplo. Jogadores e técnicos de futebol também foram celebrados lá.

Como zagueiro, Homero Oppi jogou no Corinthians entre 1949 e 1960 e ajudou o time a ser tricampeão paulista. Em 1954 no Pacaembu, o Corinthians de Homero levantou o troféu do IV Centenário, campeonato que celebrou os 400 anos da cidade de São Paulo, após um empate com o Palmeiras. O título é até hoje um dos mais importantes da história do clube.

Depois de encerrar a carreira, trabalhou na administração do Pacaembu. No final dos anos 70, foi convidado a pisar na calçada da fama do estádio. Sua família guarda até hoje fotos da solenidade.

Após sua morte, Ricardo, seu filho, ficou surpreso com o estado de abandono da calçada. Ele diz que já viu lixo perto do nome de seu pai, além de pessoas fazendo do monumento um banheiro informal em dias de jogo.

Na última quarta-feira (9), a reportagem do UOL Esporte perguntou a pessoas que passavam na praça Charles Miller se sabiam da existência da calçada. Ninguém sabia.

"É um desrespeito com a memória dele", diz Ricardo. "Em um momento de revolta, já cogitei tirar a placa de lá e levar para algum outro lugar que possa preservar esse patrimônio. Fiquei mais irritado com a falta de informação dos órgãos públicos sobre a calçada e sobre o que fazer com ela."

Procurada pela reportagem, a secretaria de esportes da prefeitura disse que não tem nenhum projeto para revitalizar o monumento e que não encontrou registro que relacione a calçada da fama com as ações da pasta. "O projeto `Calçada da Fama do Pacaembu´ [...] fica em uma área que corresponde à Prefeitura Regional da Sé", disse a secretaria em nota.

Em 2015, uma empresa privada anunciou que revitalizaria a calçada da fama, incluindo nela as pegadas de personalidades como Pelé e Rivellino. A intenção, porém, jamais saiu do papel.

"Já estou desde 2010 tentando falar com todo mundo, mas até hoje não consegui nem chegar perto de algo concreto", diz Ricardo Oppi. "Sinceramente, não sei se algum dia vão fazer alguma coisa para mudar a situação."

O que diz a secretaria de esportes de São Paulo

Não foi encontrado nenhum registro na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) que indique alguma relação dessa pasta ou mesmo do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho com o projeto "Calçada da Fama do Pacaembu", que fica em uma área que corresponde à Prefeitura Regional da Sé. As datas das assinaturas remetem à década de 1970.

A única forma de homenagear grandes ícones esportivos que pertence à Secretaria Municipal de Esportes é o Bosque da Fama, em parceria com a Phanathlon Club. Localizado no Parque das Bicicletas, o Bosque da Fama é um espaço que preserva a memória de nomes importantes do esporte paulista ao mesmo tempo em que integra a conscientização ecológica. As árvores plantadas, nativas da fauna brasileira, passam a mensagem de preservação dessas espécies.

Todo ano, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, junto com a Phanathlon Club, convida os atletas para participarem da cerimônia do plantio. Em 2016, foram três os homenageados: Jatobá, campeão sul-americano de seleções com a Seleção Brasileira de Basquete sobre Rodas; Rivellino, campeão mundial com a Seleção Brasileira de Futebol; e Simone, medalhista de ouro parapan-americana com a Seleção Brasileira de Goalball.
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Pelo Corinthians:

Segundo o "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte, disputou pelo clube 233 jogos com 150 vitórias, 36 empates e 47 derrotas. Curiosamente não marcou nenhum gol a favor e dois gols contra.

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