Dino da Costa, excelente atacante relevado pelo Botafogo no final dos anos 40, morreu no dia 10 de novembro de 2020, aos 89 anos, em Verona, cidade do norte da Itália que serviu como cenário da tragédia “Romeu e Julieta”, escrita por William Shakespeare. Dino fixou residência no país da bota após encerrar a sua carreira pelo Ascoli.
Nascido em 1º de agosto de 1931 na cidade do Rio de Janeiro-RJ, Dino surgiu para o futebol em 1948, nos juvenis do Botafogo de Futebol e Regatas. Em 1951, foi promovido ao time principal do Glorioso e, na temporada seguinte, assumiu a camisa 9, deixada pelo lendário Sylvio Pirillo, que tinha acabado de se aposentar.
Dino não conquistou títulos pelo Fogão, mas, nos quatros anos em que vestiu a camisa botafoguense, marcou 144 gols, sendo até hoje o décimo maior artilheiro do clube.
Em 1955, o Botafogo, como era de costume, aproveitou o verão europeu para realizar diversos amistosos contra equipes do continente. E o clube carioca, naquele ano, arrebentou com as defesas locais com um trio de ataque formado por Dino, por Vinícius e por um ponta ainda desconhecido no mundo da bola: Mané Garrincha.
Após a excursão, os clubes italianos queriam levar os três atacantes. A Roma fez proposta por Dino, o Napoli por Vinícius e a Juventus por Garrincha. A diretoria carioca topou vender apenas os dois primeiros, segurando Mané.
Assim, Dino foi artilheiro do Campeonato Italiano logo em sua primeira temporada na Europa, marcando 22 gols. Vestiu a camisa da Roma até 1962, sendo considerado um dos grandes nomes do clube da capital da Itália. No país da bota, defendeu ainda Fiorentina, Atalanta, Juventus, Hellas Verona e Ascoli, onde encerrou sua carreira em 1968.
SELEÇÃO ITALIANA
No final dos anos 1950, Dino da Costa se naturalizou italiano e defendeu a seleção local em uma partida. O duelo, no entanto, foi traumático. Dino participou do jogo contra a Irlanda do Norte, pelas eliminatórias da Copa de 1958. A Itália perdeu por 2 a 1 (o gol da Squadra Azzurra foi marcado pelo brasileiro) e ficou de fora da Copa da Suécia.
Curiosamente, o trio de ataque dos italianos naquela oportunidade foi formado por três sul-americanos: Dino da Costa e os uruguaios Schiaffino e Ghiggia, vilões do Brasil na final da Copa do Mundo de 1950.
FRASE MARCANTE
Em 1955, após mais um revés, Dino da Costa se referiu ao Botafogo como “o clube mais azarado do Brasil”. Até hoje, muitos torcedores seguem acreditando nesta definição do atacante sobre o Glorioso.
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