Célio Taveira

Ex-centroavante do Vasco e do Corinthians

por Gustavo Grohmann

Célio Taveira Filho, o Célio, quatro filhos (um uruguaio, um carioca e duas paraibanas) e cinco netos, ex-centroavante do Vasco e do Corinthians, atualmente mora em João Pessoa desde 1979, na Paraíba, onde é comentarista esportivo da rádio CBN e tem uma empresa de embalagens para exportação de frutas. Ele exporta para o mundo, principalmente para o Uruguai (onde atuou como jogador), as mais diversas frutas do norte do país.

Nascido em Santos (SP), no dia 16 de outubro de 1940, Célio jogou no Jabaquara de Santos, no Vasco, onde fez grande sucesso com seus gols, no Nacional de Montevidéu, do Uruguai, na Portuguesa Santista, na Ponte Preta e também no Sport Clube Corinthians Paulista. Chegou ao alvinegro do Parque São Jorge em 1970. Atuou em 26 partidas (10 vitórias, 8 empates, 8 derrotas) e fez apenas quatro gols, não repetindo o sucesso do Vasco (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

Célio, em 1957, começou no Santos F. C., mas aos 16 anos foi dispensado pelo técnico Ramiro Valente – ex-zagueiro do Peixe e do Atlético de Madrid – “por deficiência técnica” e passou a defender a Portuguesa Santista, em 1958, como lateral-esquerdo.

Aí, em jogo de aspirantes contra a Ponte Preta, fez três gols ainda como lateral-esquerdo e foi contratado pela Macaca no final de 1958.

Depois de um ano em Campinas-SP, Célio retornou a Santos contratado pelo Jabaquara A. C. onde jogou por quatro anos, em 1960, 1961, 1962 e 1963, com o goleiro Dudízio, com o ponta Marcos (que iria para o Corinthians), Alcides, ex-São Paulo, e outros. Daí, transferiu-se para o Vasco da Gama, no final de 1963, esteve na Seleção Brasileira, em 1964, 1965 e 1966, defendeu o Operário de Campo Grande-MS.

Ele só tem uma frustração: “Em 1965 o Milan-ITA comprou meu passe, mas não fui porque o Vasco não quis pagar meus 15%”, lembra.

Célio participou de um momento importante na historia do Corinthians, só que no comando do ataque do alvinegro carioca: a estréia de Garrincha no Timão. No dia 2 de março de 1966, uma quarta-feira, quase 45 mil pessoas foram ao estádio do Pacaembu para ver o “Anjo das Pernas Tortas” estrear na ponta-direita do Corinthians. O jogo, um Corinthians e Vasco, era válido pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. Mas o ânimo e a expectativa da torcida corintiana foram por água a baixo no decorrer da partida, cada vez que o árbitro Eunápio de Queirós apontava para o meio-campo, assinalando um gol do Vasco. O Corinthians foi goleado pelo Vasco da Gama por 3 a 0, em pleno Pacaembu, e Garrincha não foi nem sombra do jogador que encantou a Suécia, em 1958, e o Chile, em 1962. O primeiro a vencer o goleiro corintiano Heitor foi Maranhão, que marcou aos 23 do primeiro tempo. Célio fez os outros dois gols, os 37 do primeiro tempo e aos 35 da etapa final, decretando a goleada vascaína e o “balde de água fria” na torcida corintiana.
Na Seleção Brasileira, assim como no Corinthians, o ex-atacante não obteve êxito. Jogou apenas três partidas com a camisa amarela (vitórias contra Alemanha e País de Gales, e empate em 0 a 0 contra a Argentina) e não marcou nenhum gol (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

Célio foi um dos 47 jogadores convocados, pelo técnico Vicente Feola, para o período de treinamento que visava conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado.

Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio – São Paulo, Gylmar – Santos, Manga – Botafogo, Ubirajara Mota – Bangu e Valdir – Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres – Santos, Djalma Santos – Palmeiras, Fidélis – Bangu, Murilo – Flamengo, Édson Cegonha – Corinthians, Paulo Henrique – Flamengo e Rildo – Botafogo (laterais); Altair – Fluminense, Bellini – São Paulo, Brito – Vasco, Ditão – Flamengo, Djalma Dias – Palmeiras, Fontana – Vasco, Leônidas – América/RJ, Orlando Peçanha – Santos e Roberto Dias – São Paulo (zagueiros); Denílson – Fluminense, Dino Sani – Corinthians, Dudu – Palmeiras, Edu – Santos, Fefeu – São Paulo, Gérson – Botafogo, Lima – Santos, Oldair – Vasco e Zito – Santos (apoiadores); Alcindo – Grêmio, Amarildo – Milan, Célio – Vasco, Flávio – Corinthians, Garrincha – Corinthians, Ivair – Portuguesa de Desportos, Jair da Costa – Inter de Milão, Jairzinho – Botafogo, Nado-Náutico, Parada – Botafogo, Paraná – São Paulo, Paulo Borges – Bangu, Pelé – Santos, Servílio – Palmeiras, Rinaldo – Palmeiras, Silva – Flamengo e Tostão – Cruzeiro (atacantes).

Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gylmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes).

Célio também atuou ao lado de Pelé, em 1958, na equipe do Tiro de Guerra.Ainda sobre Célio Taveira no dia 23 de novembro de 2008, o site Terceiro Tempo recebeu do jornalista Célio Romais (contato@romais.jor.br), de Porto Alegre-RS, o seguinte e-mail:

"Milton Neves, eu me chamo Célio, em homenagem a este atacante do Vasco que jogou contra o São Paulo em 1966. Eu nasci em 1965 e sou Vasco sempre, até na 3ª Divisão, se assim ocorrer. No seu site não tem informações sobre o Célio Taveira. Sou um apaixonado por ouvir rádio em ondas curtas e estou escutando a Bandeirantes, aqui em Porto Alegre, no bairro Menino Deus, em 9645 kHz, em 31 metros. Tenho um Blog que fala das ondas curtas que é o www.romais.jor.br. Ainda sobre o Célio, ele jogou no Uruguai, onde tinha um programa de rádio que se chamada "A Discoteca do Célio", que era escutado por um amigo radioescuta meu que reside em Angatuba. Abraços, Célio Romais, Porto Alegre, RS."

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Pelo Corinthians:

Chegou ao alvinegro do Parque São Jorge em 1970. Atuou em 26 partidas (10 vitórias, 8 empates, 8 derrotas) e fez apenas quatro gols, não repetindo o sucesso do Vasco (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

Pela Seleção Brasileira:

Na Seleção Brasileira, assim como no Corinthians, o ex-atacante não obteve êxito. Jogou apenas três partidas com a camisa amarela (vitórias contra Alemanha e País de Gales, e empate em 0 a 0 contra a Argentina) e não marcou nenhum gol (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

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