Adãozinho Elvino

Ex-volante do Palmeiras, São Caetano e Bragantino
por Marcelo Rozenberg

Nascido em 11 de maio de 1968 em Caconde, cidade do interior paulista, José Amadeu Elvino, o Adãozinho, foi um volante abnegado que teve uma carreira longa, atuando até os 40 anos de idade.
 
Em 2012 lançou sua candidatura a vereador em Bragança Paulista-SP pelo PT do B, mas não foi eleito, contabilizando 361 votos.
 
No ano de 2015, o ex-volante tinha uma escolinha de futebol na cidade de Bragança Paulista-SP.

Curiosamente, só começou a atuar aos 17 anos, no Bragantino. Na época, trabalhava como lavrador em uma fazenda de Bragança Paulista e andava mais de 10 quilômetros apenas para treinar. Defendeu depois, entre outros clubes, São Caetano e Palmeiras, além de algumas equipes pequenas como Itapirense, Rio Claro, Mariense/MG, Alfenense/MG, Francana/SP, Sete de Setembro/MG, Noroeste/SP, Sampaio Corrêa/MA, Ceará/CE, Goiatuba/GO, Matsubara/PR, Yverdon-Sport (Suíça), Santo André/SP e Atlético Sorocaba-SP.

No final de 2007, quando atuava pelo América de Natal, foi suspenso por 120 dias por jogar dopado e praticamente encerrou a carreira. Desde então tenta a sorte como treinador e empresário. Morador de Bragança Paulista, é proprietário da Elvisports, que em 2008 assumiu o comando do departamento de futebol do Sumaré, da quarta divisão paulista.
 
Abaixo, confira a entrevista de Adãozinho que o portal UOL publicou no dia 12 de março de 2015
 
Adãozinho só disse uma palavra a Marcos após "furada" em derrota de 7 a 2

Vagner Magalhães e Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo

"Misericórdia". Essa foi a reação do volante Adãozinho à furada do goleiro Marcos na goleada histórica sofrida pelo Palmeiras na Copa do Brasil em 2003. O lance resultou no sétimo gol do Vitória contra o time paulista. O jogo terminou 7 a 2 para os baianos.

O clube, que havia sido rebaixado no fim do ano anterior para a Série B do Campeonato Brasileiro, vivia um período de turbulência, só superado no fim daquela temporada, com o título da segunda divisão e o retorno à Série A.

Adãozinho, que se notabilizou por sua passagem pelo São Caetano, vice-campeão da Copa João Havelange em 2000 e da Libertadores em 2002, conta como foi o baque vivido pelo grupo após aquela partida.

"Aquilo ficou ficou marcado na história. Nunca tinha acontecido outra na minha vida. O Marcão ouviu e só olhou para mim. Não falou mais nada (risos). Depois vieram as gozações. Durante a semana tivemos de aguentar. É difícil quando uma equipe grande toma de sete. Foi um aprendizado muito grande na minha vida", afirma.

Adãozinho lembra que "a bola estava fácil" para o Marcos. E que por isso saiu da frente. "Mais tarde, eu ainda comentei com ele. `Se no rachão você não acerta a bola, você vai acertar agora?" Ele respondeu: `joga aqui na área que eu resolvo´. Eu devolvi: `eu vi mesmo, serviu para uma vida de lembrança´, diverte-se.

O volante diz que depois do jogo, Marcos saiu chutando tudo no vestiário para colocar pra fora a irritação e vergonha que carregava por tudo que passou na partida. "O Marcão deu um chute na caixa de água e jogou a caixa longe. E saiu resmungando. Naquela época o Palmeiras vivia uma semana conturbada. Eu nunca me preocupei com pressão extra-campo. Naquela época, o Palmeiras tinha vários jogadores jovens, como Vagner Love, Correa, Alceu. O time sentiu um pouco. Depois que essa rapaziada se enquadrou no sistema, foi tranquilo conseguir ser campeão naquela Série B".

No jogo seguinte, contra o Guarani, Adãozinho pediu para que Marcos parasse de dar chutões. Como resposta, ouviu: "você quer a bola, então toma". "Em qualquer lugar do campo ele dava a bola para eu sair jogando. O Marcão é uma coisa diferente do futebol. É o estilo do cara, é a maneira de ser. Ele fala aquilo que sente. Transmitia muita coisa boa também para o grupo. Muita segurança".

O volante lembra que neste ano, na inauguração do Allianz Parque, a história foi relembrada entre eles. Ambos estiveram no mesmo time. "O nosso time era bem mais velho. A gente tava tomando um chocolate, aí ele falou assim pra mim: `Como é, Adão. Nós vamos tomar de sete de novo?´O Cafu estava dando um pau na gente, mas eu falei para ele ficar tranquilo que não aconteceria novamente".

Hoje, Adãozinho tem uma escola de futebol em Bragança Paulista. Trabalhou em duas equipes como treinador depois que encerrou a carreira de jogador: no Jacutinga (MG) e no Conilon de Jaguaré (ES). Como jogador, passou por 25 equipes, após estrear pelo Bragantino, em 1988.
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