por Rogério Micheletti
Famoso lateral do Juventus nos anos 70 e 80, Carlos Roberto Bento, o Bizzi, hoje trabalha em Alphaville, Barueri (SP), como professor de escolinha de futebol do Corinthians. "Eu tenho o sonho de trabalhar nas categorias de base do Juventus. Quem sabe no futuro. Gosto muito do clube", diz Bizzi.
Bizzi começou no futebol nos infantis do São Paulo. "Fiquei apenas três meses lá e fui para a Portuguesa. Em 71, eu fui para o Juventus", conta Bizi, que defendeu o Moleque Travesso até 1988.
"Foram 17 anos na Javari. Joguei ao lado de grandes jogadores, entre eles o Brida, o Brecha, o Ataliba, o Geraldão, o Wilsinho, o César, o Deodoro, o Paulo Martins, o Gatãozinho, o Jair (ex-Inter), o Cléo, o Raudinei e o Luciano Coalhada", lembra o ex-lateral, que não gostava de enfrentar o ponta-direita Toquinho, jogador que brilhou na Portuguesa nos anos 80.
"Ele era muito chato. Eu era bom na marcação e não podia dar espaço. Uma vez, quando ele estava na Ferroviária, perdeu a cabeça. O Toquinho me deu um tapa, mas acabou levando o troco do Juninho (o Juninho Fonseca)", lembra.
Em 1988, convidado pelo técnico Brida, Bizzi deixou o Juventus para jogar no Ituano, mas não teve sorte. "Logo na minha primeira partida, contra o Taubaté, eu quebrei a perna numa disputa com o volante Alencar. Foi um momento muito difícil", conta.
O lateral lembra com carinho o apoio que recebeu de colegas e, principalmente, de Marco Aurélio Cunha, então médico do São Paulo.
"O Marco Aurélio ficou sabendo da minha contusão e falou que iria me operar. Eu falei para ele que não tinha dinheiro para pagar a cirurgia, mas ele insistiu e disse: Só quero ver você voltar a jogar", fala Bizi. "Também tive muito apoio do Paulo Martins (ex-volante), do Raí, do Cilinho e de todo o São Paulo, onde fiquei fazendo tratamento por três meses.
Depois de ficar 14 meses parado, Bizzi voltou a jogar. Defendeu o União de Mogi, onde encerrou a carreira em 91, quando estava com 36 anos. "Consegui jogar ainda três anos. Agradeço muito ao doutor Marco Aurélio. Uma pessoa especial", fala o ex-lateral, que depois chegou a trabalhar como auxiliar-técnico e treinador.
"Ainda no União de Mogi, trabalhei como auxiliar-técnico de Waldir Peres, Luis Carlos Ferreira, Paulo Comelli, Zé Eduardo (ex-zagueiro do Corinthians), Zé Carlos (ex-Cruzeiro e Guarani) e Norberto Lopes. Também fui técnioc do Ecus-Suzano, Itaquaquecetuba (SP), Comercial de Tietê, Grêmio Barueri e Auto Esporte", conta Bizi, que é casado, pai de um filho e mora na Mooca, zona leste de São Paulo.
Uma das mais valiosas recordações do ex-lateral é um recorte de jornal do antigo "Popular da Tarde". Nele, uma matéria na qual Pelé rasga elogios ao novato Bizzi, que jogava no time amador Santos Foguinho, da Vila Carrão. "Eu guardo este recorte com muito carinho. Queria um dia encontrar o Pelé para agradecê-lo", fala Bizzi.
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