Didier Pironi

Ex-piloto francês
por Marcos Júnior

O ex-piloto francês Didier Pironi morreu no dia 23 de agosto de 1987, aos 35 anos, nos arredores da Ilha de Wight, no sul da Inglaterra em um acidente com um barco de competição.

A lancha offshore de Pironi capotou após uma onda provocada pelo petroleiro "Avon" e a morte do francês foi instantânea, bem como as dos outros dois ocupantes da embarcação, os também franceses Bernard Giroux e Jean-Claude Guenard.

Natural da cidade de Villecresnes, onde nasceu em 26 de março de 1952, Pironi era considerado um dos mais rápidos e arrojados pilotos de sua geração, com amplas condições para ter se tornado o primeiro francês campeão mundial de F1.

Começou na categoria em 1978 pela equipe Tyrrell, já pontuando em seu segundo GP, o do Brasil, disputado em Jacarepaguá, quando terminou em sexto lugar, uma prova que ficou marcada pelo segundo lugar de Emerson Fittipaldi com o Copersucar-Fittipaldi. A vitória foi do argentino Carlos Reutemann, com Ferrari.

Foi um bom ano de estreia, com mais dois sextos lugares (África do Sul e Bélgica) e dois quintos lugares (Mônaco e Alemanha), mas não conseguiu superar seu companheiro de equipe, o experiente compatriota Patrick Depailler, quinto colocado no Mundial (Pironi terminou em 15º).

Ainda na Tyrrell, em 1979, Pironi alcançou seu primeiro pódio no dia 13 de maio, no GP da Bélgica, disputado no circuito de Zolder, ocasião em que o sul-africano Jody Scheckter venceu com Ferrari. Subiu ao pódio novamente com outro terceiro lugar na etapa de encerramento da temporada, o GP dos Estados Unidos no circuito de Watikins Glen e pontuou também no Brasil (quarto lugar) e Canadá (quinto).

Diferente da temporada anterior, Pironi terminou o ano de 1979 com o mesmo número de pontos de seu companheiro de equipe, novamente um francês, o também já tarimbado Jean-Pierre Jarier.

O grande salto na carreira para Pironi aconteceu no final de 1979, quando foi anunciado para disputar a temporada seguinte pela francesa Ligier, equipe em franca ascensão, o que ficou evidenciado pelo vice-campeonato entre os construtores pela equipe capitaneada por Guy Ligier.

Foi exatamente pela Ligier, no dia 04 de maio de 1980, que Pironi conseguiu sua primeira vitória na F1, derrotando exatamente os dois carros da equipe campeã daquele ano, a Williams, com Alan Jones e Carlos Reutemann.

Pironi terminou a temporada em um ótimo quinto lugar, apenas dois pontos atrás do francês Jacques Laffite, seu companheiro de equipe.

A escalada na carreira culminu com o convite vindo de Maranello ao término de 1980, para que Pironi, então com 28 anos, substituísse Jody Scheckter na Ferrari, formando dupla com o canadense Jacques Villeneuve.

Definitivamente a Ferrari não fez um carro dos melhores em 1981. O modelo 126 CK , equipado com motor turbo de 6 cilindros, conseguiu duas vitórias, ambas com Villeneuve (Mônaco e Espanha), enquanto Pironi, ofuscado pelo brilho do ídolo dos tiffosi pontuou em apenas quatro GPs, em decorrência de inúmeras quebras de motor.

Em compensação, em 1982, Pironi demonstrou um apetite impressionante, naquele que foi para muitos o ano mais trágico para a Ferrari, por conta do acidente que vitimou Gilles Villeneuve, nos treinos para o GP da Bélgica, em Zolder.

Até aquele GP, Pironi tinha 10 pontos contra seis de Villeneuve e havia criado um clima tenso na equipe italiana, quando desrespeitou as ordens da equipe e ultrapassou Gilles no GP de San Marino, em Imola, vencendo a corrida.

O clima entre os pilotos foi o pior possível, e Gilles tentou de tudo o que foi possível para superar o francês na corrida seguinte, o GP da Bélgica, incluindo uma tentativa intempestiva no treino de classificação, justamente em busca de uma melhor posição no grid em relação a Pironi.

Sem Villeneuve para rivalizar dentro da equipe (que contou com Mario Andretti em algumas provas e Patrick Tambay na maioria das outras), Pironi parecia com caminho livre para conseguir o título de 1982, mas um um gravíssimo acidente (foto ao lado), sob chuva, durante os treinos para o GP da Alemanha, em Hocheinhem, após chocar-se contra a Renault de Alain Prost, determina o fim da carreira do francês na Fórmula 1. Ele fraturou as duas pernas, sofreu mais de 30 cirurgias e chegou a fazer alguns testes em 1986 com dois carros de F1: primeiro pela AGS e depois pela Ligier, mas não retornou à elite do automobilismo.

Mesmo assim, fora das últimas cinco corridas da temporada, Pironi foi o vice-campeão de 1982, apenas cinco pontos atrás do finlandês Keke Rosberg.

Injustamente muitos o apontaram como o culpado "involuntário" pela morte de Gilles, pois achavam que o canadense se arriscou tanto nos treinos para o GP da Bélgica como forma de responder à "traição" que sofreu em Imola, quando Pironi o ultrapassou, apesar da ordem contrária da Ferrari.

Quando morreu, em 26 de agosto de 1987, a esposa de Pironi, Catherine Groux, estava grávida de gêmeos, que nasceram em 06 de janeiro de 1988.

A parte bonita da história: Catherine batizou os meninos com os nomes de Didier e Gilles, forma de homenagear os outrora rivais nas pistas.
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