Zinho

Ex-atacante do Sport e Portuguesa
por Rogério Micheletti
 
Zinho, o Sebastião Candido da Silva, versátil, habilidoso, rápido e folclórico atacante do ABC, Santa Cruz, Sport, Portuguesa, Bahia, São Caetano, entre tantas equipes nos anos 80, 90 e 2000, hoje é técnico de futebol. Os primeiros passos como treinador foram dados no Nacional de Patos, da Paraíba, em 2007. "Comecei com o pé-quente.

O Nacional, em 45 anos de fundação, nunca tinha comemorado um título. Vencemos o paraibano superando equipes favoritas como Campinense, Botafogo e Treze", fala o novato treinador, que procura se inspirar em vários comandantes.

"Conheci excelentes treinadores, entre eles o Muricy Ramalho, em 2001, quando eu jogava pela Portuguesa Santista. Também trabalhei com o Evaristo de Macedo, Givanildo de Oliveira, Candinho, Pepe, Lori Sandri, enfim, muita gente boa. Gosto de acompanhar também o trabalho do Luxemburgo. Aliás, quero fazer um estágio com ele", declara Zinho, que é casado pela segunda vez, é pai de quatro filhos (dois meninos da primeira união e duas meninas do segundo casamento) e tem residência fixa no bairro da Vila Guilherme, na zona norte da capital paulista.

O jogador

Nascido em Picuí (PB), no dia 17 de outubro de 1965, Zinho, também apelidado de Antônio Bandeiras dos gramados, começou a carreira no ABC, de Natal (RN). "Era centroavante. Jogava com a camisa 9. Fui inclusive artilheiro potiguar em 1989 e campeão no ano seguinte. Mas, por causa da minha estatura, fui jogar mais pelas pontas", conta Zinho, que teve a primeira chance no time profissional do ABC com o técnico Didi Duarte.

Depois do bom início no ABC, Zinho teve passagens pelo Mogi-Mirim e Santa Cruz, antes de se destacar com a camisa do Sport. Na Ilha do Retiro, além dos títulos estaduais de 1991, 1992 e 1994 e da Copa do Nordeste de 1994, fez grande amizade com o meia Juninho Pernambucano. "Ele estava começando a carreira. É uns nove anos mais novo do que eu. O Juninho sempre foi uma pessoa legal e um grande jogador. Merece tudo o que tem vivido", elogia.
 
Após brilhar no Sport, Zinho foi para a Portuguesa. Como falso ponta, destacou-se no time do Canindé, que em 1996 foi vice-campeão brasileiro. A Lusa, de Candinho, foi derrotada na final para o Grêmio, de Luiz Felipe Scolari. "Foi um momento marcante na minha carreira. Vivi uma grande fase na Portuguesa e fiz grandes amigos lá, entre eles o Zé Roberto, que é um craque", conta. Zinho permaneceu na Portuguesa até 1998 e chegou, neste período, a ficar na lista dos pré-convocados para a Copa do Mundo da França. "Foi uma felicidade muito grande já ter feito parte da lista dos pré-convocados", orgulha-se.

Zinho saiu da Lusa e, já com o passe na mão, defendeu a Ponte Preta, o Bahia, o Araçatuba (SP), o São Caetano _vice-campeão da Copa João Havelange em 2000_ a Portuguesa Santista, o Paulista de Jundiaí, o Goiás, o Ceará, o União São João, o Figueirense, o Vila Nova (GO), o Campinense (PB) e encerrou a carreira, aos 39 anos, no Paranuá, de Brasília (DF). "Se eu tivesse o passe na mão desde o início, acho que teria ficado milionário", diz o ex-atacante.

O Antônio Banderas do futebol

Zinho sempre foi alvo de brincadeiras dos colegas de São Caetano, até que um dia decidiu adotar um apelido: "Antonio Banderas do ABC". O jogador se inspirou no famoso ator espanhol para brincar com a situação. "O pessoal me dava cada apelido feio. Por isso, eu mesmo quis escolher um. Queria ser comparado a um artista famoso. Assisti a um filme com o Banderas e brinquei em cima disso. Até matérias foram feitas sobre o apelido. Uma, até em um clube das mulheres. Foi muito divertido", lembra.
 
No dia 11 de novembro de 2015, o portal UOL publicou a seguinte matéria sobre o ex-atacante:

Ex-meia Zinho diz estar pobre e acusa mulher de inventar doença da filha

Bruno Thadeu e Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo

Com passagens pela Portuguesa, Sport e São Caetano, nos anos 90, o ex-meia-direita Zinho, 50 anos, (não confundir com o tetracampeão mundial Zinho, ex-Flamengo e Palmeiras) tenta reaver na Justiça os valores referentes a três imóveis vendidos para custear o tratamento de uma doença inexistente em sua filha. Zinho acusa sua ex-mulher, Fátima Cristine Ventura, de enganá-lo com a falsa notícia de que era preciso se desfazer de bens para salvar a filha do casal de uma leucemia. E diz estar pobre por ter gastado esse dinheiro.

Zinho já moveu um processo de Vara da Família contra a ex-mulher (já houve sentença). Na Justiça, ele apresentou depósitos que seriam das vendas dos apartamentos feitos na conta de Fátima Cristine Ventura. Mas esse primeiro processo, por se tratar da Vara da Família, considera apenas imóveis que ainda estão no nome da empresa de posse do jogador e de sua ex-mulher, e não o que já foi desfeito por eles. Agora, Zinho processará sua ex-mulher também na esfera cível na tentativa de reaver o dinheiro que diz ter perdido. No primeiro que moveu, foi decidido pela partilha do único imóvel que ambos têm em conjunto, no nome de uma empresa dos dois (mais detalhes abaixo).

"Ela [Fátima] me ligava até de madrugada ameaçando e dizendo que nossa filha iria morrer. Fiquei desesperado. Vendi três imóveis e dei tudo que tinha para bancar um tratamento que nunca existiu. Eu perdi tudo".

Segundo o ex-atleta, a filha, atualmente com 17 anos, também dizia estar com leucemia. Ao UOL Esporte, Zinho conta que desconfiou da história quando não recebeu o laudo médico. "Eu pedia o laudo, mas não me mandavam. Tive a certeza de que era mentira quando eu vi na internet que ela [Fátima] tinha viajado para a Argentina. Ela visitou o estádio do Boca Juniors, comeu em restaurantes bons de lá. Não era cara de uma pessoa que se dizia pobre e desesperada com uma filha doente".

No processo registrado na Justiça paulista, Zinho anexou imagens em que a ex-mulher teria postado no Facebook. Em uma delas, Fátima teria compartilhado a seguinte mensagem: "Confie em seu marido, adore seu marido e passe o máximo que puder para o seu próprio nome".

Procurada pela reportagem, a advogada de Fátima, Ana Miliane Gomes, não quis se pronunciar e informou que sua cliente estaria impossibilitada de conceder entrevista em virtude de um problema familiar. A reportagem mandou mensagem para Fátima na terça-feira, por e-mail, mas não obteve retorno.

No processo registrado na Justiça de São Paulo, a defesa de Fátima Cristine Ventura diz que Zinho criou a história da leucemia e afirma que ex-mulher nunca citou que a filha tinha essa doença. "A filha do requerente [Zinho] jamais esteve doente, muito menos com leucemia, tratando-se de mais uma mentira do requerente, no intuito, de ludibriar a Vossa Excelência com alegações fúteis e sem o menor vislumbre de juricidade", rebateu.

Ex-atleta diz que tinha 1% de sua empresa

Zinho acionou a Justiça de Vara da Família para contestar a partilha dos bens. Ele e a então esposa abriram em 2000 a empresa Ventura & Silva. A divisão era de 99% para mulher e 1% para o então jogador.

A empresa foi constituída para que o então atleta recebesse parte do salário no clube. Zinho alega que aceitou abrir empresa nessa condição (99% para a mulher e só 1%) por ser uma pessoa com baixa formação acadêmica.

"Por ser psicóloga, [Fátima] detinha um poder de manipulação, controle e total domínio sobre o seu Companheiro [Zinho], seus bens e vencimentos, pois o requerente se sentia inferior por ter baixo nível de escolaridade. O Zinho confiava muito nela", apresentou a defesa de Zinho.

O ex-jogador também sustenta que os imóveis vendidos para bancar o suposto tratamento médico da filha foram adquiridos antes da união estável com a ex-mulher.

No processo, a defesa de Fátima informa que a empresa Ventura & Silva foi criada em comum acordo.

O processo de partilha dos bens de Zinho e sua ex-mulher teve sentença definitiva (não cabe mais recurso). Ficou decidido que a empresa tem de ser partilhada em 50% para cada um e também determinou que o único imóvel em nome de ambos (onde Fátima reside) seja partilhado em iguais partes. A defesa de Fátima entrou com recurso para desarquivamento do processo. Após a sentença, o processo entrará em execução.

Zinho tem pedido de prisão por não pagar pensão

À Justiça, a ex-mulher informou que, durante o casamento, Zinho teve um filho de um caso extraconjugal. No trâmite, ela afirma que ex-jogador parou de ajudar financeiramente a família (Fátima e a filha) e não paga pensão há mais de um ano, fixada em dois salários mínimos. Ao Tribunal, a filha registrou atestado de pobreza. Zinho alega que também vive na miséria.

"Eu perdi tudo. Tudo o que eu tinha está nas mãos dela [ex-mulher]. Não tenho como pagar pensão", diz o ex-jogador. Zinho e Fátima se conheceram em 1995. Na época, Zinho era casado e tinha dois filhos. A relação extraconjugal foi mantida. Ele e Fátima tiveram união estável de 1999 a 2009. Atualmente, Zinho presta serviço não remunerado na prefeitura de Tangará/RN e pretende retomar a carreira de técnico. Ele vive com outra mulher, com que teve um filho.

Entre julho e agosto de 2016, o ex-jogador ficou preso por 30 dias, acusado de não pagar pensão alimentícia. 

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