Zé Carlos

Ex-goleiro do Flamengo

por Marcelo Rozenberg

José Carlos da Costa Araújo, o ex-goleiro Ze Carlos, fluminense nascido em 7 de fevereiro de 1962, morreu muito novo, aos 47 anos, vítima de câncer, no dia 24 de julho de 2009.

Marcou época no Flamengo, onde permaneceu por 13 anos, entre 1984 e 1997. Segundo o Almanaque do Flamengo, de Clóvis Martins e Roberto Assaf, fez 352 jogos pelo clube com 181 vitórias, 91 empates e 80 derrotas.

Também defendeu Americano-RJ, Rio Branco-ES, Cruzeiro, Vitória de Guimarães, Farense, Felgueiras, FC Pedras Rubras, Vitória, XV de Piracicaba, América-RJ e Tubarão-SC. Passou pela Seleção Brasileira em três jogos com duas vitórias, um empate e um gol sofrido. Depois de parar com a bola seguiu trabalhando no futebol em cargos burocráticos. Em 2008, ocupava a gerência de Futebol do América-RJ.
Em 27 de fevereiro de 1997, em jogo realizado pela primeira fase da Copa do Brasil contra o Nacional no estádio Vivaldo Lima, em Manaus (AM), marcou um gol de pênalti para o Fla aos 44 minutos do segundo tempo. O Mengão venceu por 6 a 2.
Pelo rubro-negro, foi campeão do Campeonato Carioca em 1986, 1991 e 1996, do Campeonato Brasileiro de 1987 (Copa União) e da Copa do Brasil de 1990. Também foi campeão da Copa América em 1989 pela Seleção Brasileira.

Mais sobre o Grandão. Por Rogério Micheletti

Zé Carlos lutou, mas não conseguiu vencer o câncer, um adversário duríssimo e muito cruel. Aos 47 anos, o ex-goleiro do Flamengo, Cruzeiro e seleção brasileira morreu no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Zé Carlos tinha câncer no abdômen.

Nascido no dia 7 de fevereiro de 1962, no Rio de Janeiro (RJ), José Carlos da Costa Araújo, o Zé Carlos, começou a carreira no Americano de Campos (RJ), passou rapidamente pelo Rio Branco (ES) e chegou ao time da Gávea em 1986. A missão dele não era das mais fáceis, pouco antes tinham defendido o rubro-negro Raul e o argentino Fillol.

Zé Carlos deu conta do recado. Assumiu a camisa número 1 e não decepcionou. Com Zé Carlos na meta, o Flamengo foi campeão carioca de 1986, 1991 e 1996, campeão da Copa União de 1987 e campeão da Copa do Brasil de 1990. Entre 1987 e 1990, Zé Carlos viveu seu melhor momento no clube. A boa fase do goleiro foi reconhecida até por treinadores da seleção brasileira.

Carlos Alberto Silva o levou para o Pré-Olímpico de 1987 (o Brasil foi vencedor) e para a Olimpíada de Seul em 1988 (a seleção, que tinha Taffarel como titular ficou com a medalha de prata). Depois, Lazaroni o convocou para a Copa América de 1989 (o Brasil venceu em casa) e para a Copa do Mundo de 1990, na Itália. Zé Carlos era um dos reservas de Taffarel (o outro era Acácio) de Taffarel no Mundial da Itália.

Zé Carlos trocou a Gávea pela Toca da Raposa em 1992. Teve passagem rápida pelo Cruzeiro e foi para Portugal, onde jogou por Vitória de Guimarães, Farense e Filgueiras. Retornou ao Brasil para defender mais uma vez o Flamengo, clube que o consagrou. No final de carreira, atuou ainda por América (RJ), XV de Piracicaba (SP) e Tubarão (SC).

Gol polêmico de Maurício foi sobre Zé Carlos

Zé Carlos era o goleiro do Flamengo quando o Botafogo conseguiu quebrar o jejum de títulos. Na final, o time da Estrela Solitária bateu justamente o rubro-negro, 1 a 0, no Maracanã. O gol foi marcado por Maurício. Zé Carlos costumava brincar que não se conformava com a irregularidade do lance. "O Maurício empurrou claramente o Leonardo", dizia Zé Carlos, que foi importante personagem da história do Flamengo.

Grande momento em 1987

Zé Carlos, o "Grandão", como era chamado por amigos, começou a ganhar destaque mesmo a partir de 1987, ano em que o Flamengo venceu a Copa União. O time rubro-negro venceu na final o Internacional, que tinha Taffarel como um de seus principais jogadores. Zé Carlos fazia parte do Fla que tinha ainda: Jorginho, Aldair, Edinho, Leonardo (estava começando), Andrade, Aílton, Zico, Renato Gaúcho, Bebeto, Zinho, entre outros. O técnico era Carlinhos, o "Violino".

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PELO FLAMENGO

Segundo o Almanaque do Flamengo, de Clóvis Martins e Roberto Assaf, fez 352 jogos pelo clube com 181 vitórias, 91 empates e 80 derrotas.

Pelo Rubro-negro foi campeão do Campeonato Carioca em 1986, 1991 e 1996, do Campeonato Brasileiro (Copa União) de 1987 e da Copa do Brasil de 1990. Também foi campeão da Copa América em 1989 pela Seleção Brasileira.

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