Waldo

Ex-atacante do Fluminense e Valência-ESP
por Gustavo Grohmann
 
Waldo, o Waldo Machado da Silva, nascido em 9 de setembro de 1934, em Niterói-RJ, morreu em 25 de fevereiro de 2019, aos 84 anos. Ele morava em Valência, na Espanha, e estava internado em uma clínica, pois sofria de Alzheimer.

Começou a carreira no Madureira, mas destacou-se mesmo no Fluminense, onde jogou de 1954 a 1961 e conseguiu os títulos do campeonato carioca (1959) e do Rio-São Paulo (1957/1960).

Waldo é o maior artilheiro da história do Fluminense, com 319 gols em 403 jogos disputados.

Em 1961, após o sucesso no tricolor carioca, Waldo foi negociado com o Valência, da Espanha. E teve sucesso no clube europeu. Conquistou o bicampeonato da Copa da Uefa (1962/63) e a Copa do Rei da Espanha de 1967. Foi também o artilheiro do time espanhol nos campeonatos nacionais de 1964 e 1967.

Encerrou sua carreira no também espanhol Hércules.

Pela Seleção Brasileira Waldo fez apenas cinco jogos (cinco vitórias) e anotou dois gols. Com a amarelinha, conquistou a Taça do Atlântico de 1960.

Parte das informações nos foram enviadas pelo excelente Sergio Trigo, um pesquisador carioca especialista na história do Fluminense. Obrigado, Sergio.
 
Abaixo, confira o obituário de Waldo publicado pelo jornal Folha de S.Paulo em 9 de março de 2019:
 
Mortes: Do futebol de várzea a maior artilheiro do Fluminense

Também fez história e virou ídolo do Valencia, na Espanha

Thaiza Pauluze
SÃO PAULO

Waldo começou como começam os meninos da periferia: jogando bola num campo de terra batida, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

Ainda novo foi levado para o extinto e sem expressão Fluminense de Niterói. A pobreza, no entanto, o fez se alistar ao completar a maioridade. Foi parar na Marinha, mas não deixou os dribles de lado.

Até o dia em que o Fluminense Football Club marcou um jogo-treino contra os fuzileiros navais e lá estava Waldo —o atacante que o tricolor precisava. Assim, começou a carreira profissional, em 1954.

Pelo time, em 413 jogos Waldo balançou a rede 319 vezes. Ninguém fez mais gols vestindo as três cores que ele. O mais impressionante: nenhum foi de pênalti.

Num ano, marcou 69 gols —o maior número alcançado por um jogador numa só temporada do Fluminense. Com o time, conquistou dois títulos do Rio-São Paulo, dois do Torneio Início e um do Carioca.

Em 1961, Waldo jogou pela primeira vez em Valência, na Espanha, com o tricolor. Após a partida, o presidente do clube espanhol mandou que viessem ao Brasil para contratar o atacante que faria história também com a camisa do time europeu.

Por lá, ele marcou 160 gols —é o segundo do ranking de artilheiros. Com o Valencia, Waldo foi campeão da Copa das Feiras, a atual Liga Europa, e da Copa do Rei.

"A família tinha DNA do futebol", conta o autor da biografia de Waldo, Valterson Botelho. Ao menos quatro parentes jogaram profissionalmente. Em 2012, no lançamento do livro, foi a última vez que ele veio ao Brasil.

Há cinco anos, Waldo, sofria com o Alzheimer e vivia numa clínica na Espanha. Ele morreu no dia 25 de fevereiro, aos 84 anos. O jogador deixou quatro filhos, sete netos e um irmão.
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Pela Seleção Brasileira:

Atuou em cinco jogos, vencendo todas as partidas e marcou um gol.
Fonte: Seleção Brasileira -90 Anos - 1904 - 2014, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

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