O italiano Ottorino Bianco, o Toni Bianco, que chegou ao Brasil na década de 1950 com sua família, é um dos prinicpais nomes do design brasileiro relacionado ao automobilismo e indústria automobilística.
Natural da comuna italiana de Concordia Sagittaria, na região do Vêneto (norte da Itália), onde nasceu em 8 de janeiro de 1931, Toni Bianco até teve outras atividades profissionais antes de ingressar no ramo dos automóveis, como bancário e construtor de casas de madeira.
Com pouco mais de 20 anos de idade ingressou em uma das mais tradicionais oficinas mecânicas da capital paulista, dos Losacco, no bairro da Bela Vista.
Com o patriarca Victor Losacco, Toni Bianco mergulhou no mundo das competições, projetando carros de competição, incluindo o primeiro monoposto nacional, o Fórmula Júnior, com chassi tubular e motor Porsche.
Em seguida, ao lado do piloto Chico Landi (1907-1989), fundou a Indústria de Automóveis Brasil, fazendo os Fórmula Júnior, mas agora com mecânica nacional.
No final dos anos 60 foi o responsável, ao lado de Luiz Greco, pela Bino-Samdaco, revendedora Ford que preparava veículos Corcel com preparação especial, então batizados de Corcel Bino.
Em 1970 criou a Fúria Auto Esport LTDA, produzindo o Fúria GT, carro de competição, mas a empresa teve vida breve, quando Toni Bianco criou a Toni Bianco, no município de Diadema, na Grande São Paulo, em 1974.
Em 1976, com grande interesse da imprensa especializada em automóveis, lançou o Bianco S (versão de rua do Fúria GT) um esportivo com mecânica Volkswagen que foi apresentado no Salão do Automóvel, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo.
O modelo, que chegou para rivalizar com o já estabelecido Puma, foi um sucesso de vendas, com 180 unidades vendidas logo de início, o que solidificou seus negócios. No total foram produzidos mais de 1000 modelos.
O Bianco, além do design original, trazia inovações interessantes em relação aos concorrentes nacionais, como parabrisa laminado com antena embutida, vidros elétricos e revestimos em couro no habitáculo.
O negócio durou até 1978, quando vendeu a marca para a Tarpan, que passou a produzir um carro semelhante ao Bianco, o Tarpan, mas que não teve o mesmo sucesso de seu antecessor.
Toni Bianco seguiu com sua oficina particular criando carros originais, como o Dardo (com mecânica Fiat) que era uma réplica do Fiat X 1/9 e a primeira minivan brasileira, a Grancar Futura, baseada na Renault Espace.
Seu mais recente projeto foi o Bruna, que construiu na garagem de casa, em homenagem a uma de suas netas, Bruna.
ABAIXO, VÍDEO COM MATÉRIA SOBRE TONI BIANCO FEITA PELA TV BRASIL EM OUTUBRO DE 2021
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