Ronaldo Marques

Ex-atacante do Flamengo e do Corinthians
por Rogério Micheletti

Alguns chegaram a compará-lo com Roberto Dinamite, principalmente por causa da fisionomia. A verdade é que Ronaldo Marques Sereno, o Ronaldo Marques, não foi tão famoso quanto o artilheiro do Vasco, mas nem por isso deixou de marcar gols com diversas camisas.

Nascido no dia 14 de março de 1962, em Além Paraíba (MG), Ronaldo Marques começou a se destacar no Flamengo, mas não conseguiu se firmar como titular no time da Gávea. "Fui lançado ainda muito jovem. Era difícil concorrer com o Nunes, titular absoluto", conta Ronaldo Marques.

Depois do rubro-negro, o centroavante atuou por outras grandes equipes, entre elas a Ponte Preta, o Santos (onde fez parte do elenco campeão paulista de 84), o Grêmio, Portuguesa, o Bahia e o Cruzeiro. "Foi marcante o título paulista pelo Santos. Não era titular, mas ajudei o clube. Cheguei a jogar até como falso ponta-esquerda", lembra o ex-atacante.

Em 1988, ele se transferiu para o Noroeste de Bauru. O centroavante, que tinha como um dos companheiros de ataque o ponta-esquerda Baroninho (ex-Palmeiras e Flamengo), não decepcionou no interior paulista. Chegou a brigar pela artilharia do estadual e despertou o interesse de grandes clubes paulistas.

O Corinthians, que havia negociado Edmar com o Pescara, da Itália, decidiu investir em Ronaldo Marques. O adversário dele na briga pela camisa 9 foi o jovem Viola, que estava em Lua de Mel com a torcida alvinegra. O motivo desta paixão é que Viola, com apenas 19 anos, havia o marcado o gol que garantiu o 20º título paulista.

Além da concorrência de Viola, Ronaldo Marques enfrentou problemas de relacionamento com o técnico José Carlos Fescina e por isso não teve muitas oportunidades de jogar com a camisa alvinegra. Fez apenas 16 partidas pelo Timão e marcou dois gols.

Voltou ao Noroeste, emprestado, no ano seguinte. Seguiu marcando gols pelo time Bauru, por pouco não foi o artilheiro do estadual e depois do Paulistão de 89 foi envolvido em uma troca com a Internacional de Limeira. Para trazer o meia Eduardo (ex-Cruzeiro), o Corinthians liberou para a Inter o meia Edmundo e Ronaldo Marques.

Depois da Inter, o centroavante passou por Fortaleza (apenas três meses) e voltou para o Noroeste. "Sou o maior artilheiro da história do Noroeste", fala com orgulho o ex-centroavante, que também defendeu o América do Rio, o Sãocarlense -SP, o Yanmar Diesel do Japão e o Hyundai, da Coréia, onde encerrou a carreira em 1994.

Hoje, Ronaldo Marques mora na cidade de Além Paraíba (MG), bairro Jardim Paraíso, trabalhando na empresa Enercamp, com projetos de usinas hidrelétricas.

O ex-centroavante é divorciado e pai de cinco filhos: Lígia, Lais, Igor, Rebeca e Raquel). "O meu filho, Igor, está treinando no Vasco e tem potencial para jogar no futuro como meia-direita do time principal", diz o pai coruja.

Um amigo:

Ronaldo Marques tinha um companheiro muito especial nos tempos de jogador. O centroavante não se esquece de Bandit, um cãozinho yorkshire que sempre o acompanhava nos clubes. "O Milton Neves sempre falava bastante dele. Infelizmente, o Bandit morreu", lamenta o artilheiro.

Times que Ronaldo Marques defendeu:

FLAMENGO (1980 ATÉ 1983), PONTE PRETA (1982), BOTAFOGO DE RIBEIRÃO PRETO (1983), SANTOS (1984), BAHIA (1985), CRUZEIRO (1986), PORTUGUESA (1986), BAHIA (1987), NOROESTE (1988), CORINTHIANS (1988), NOROESTE (1989), INTERNACIONAL DE LIMEIRA (1989), FORTALEZA (1990), NOROESTE (1991 ATÉ 1992), YAMMA DIESEL-JAPÃO (1993), AMÉRICA DO RIO (1993), GRÊMIO SÃOCARLENSE (1993) e HYUNDAI-CORÉIA DO SUL (1994).
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Pelo Corinthians:

Atuou em 16 jogos e marcou 2 gols.
Fonte: Almanaque do Timão, de Celso Unzelte.

Pelo Flamengo:

Atuou em 34 jogos, sendo 13 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. Marcou quatro gols.
Fonte: Almanaque do Flamengo, de Clóvis Martins.

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