Rodrigo Fabri

Ex-meia da Portuguesa e Real Madrid
por Diogo Miloni
 
Rodrigo Fabri nasceu no dia 15 de janeiro de 1976, em Santo André-SP, cidade do grande ABC paulista. Revelação da Portuguesa na década de 90, o ex-meio-campista chegou a atuar no futebol espanhol e seleção brasileira.
 
Em 21 de junho de 2014, o jornalista Jorge Nicola informou em seu blog, no portal iG, que o ex-atleta foi contratado como diretor de futebol da equipe que o revelou. Residindo no ABC paulista, também é empresário no ramo imobiliário.
 
Jogador de futebol

Em 2010, encerrou sua carreira de jogador e realizou um estágio com o técnico Alexandre Gallo, no Clube Náutico Capiberibe, para vivenciar o dia-a-dia de um treinador.
 
Carlos Giolo, avô do atleta, foi quem mais o incentivou na carreira de jogador. Torcedor fanático da Lusa foi ele que levou Rodrigo para o time do Canindé em 1988, para jogar no time juvenil.
 
A carreira do armador na equipe principal começou em 1996, com o treinador Candinho, no Campeonato Brasileiro daquele ano o meia conseguiu um lugar no time titular e não saiu mais.
 
A boa campanha da Portuguesa foi premiada com a classificação para a fase final do nacional. O time luso-brasileiro tinha uma equipe equilibrada e passou por Cruzeiro e Atlético-MG, chegando até a final contra o Grêmio.
 
Com uma grande atuação do goleiro Clêmer, e gols de Alex Alves e de Rodrigo, a Lusa venceu o primeiro jogo no Morumbi, por 2x0. Assim o time do Canindé foi até o Olímpico com a vantagem de poder perder por um gol de diferença.
 
Mas o Grêmio se superou e conseguiu reverter essa situação em um jogo histórico, com gols de Paulo Nunes e Aílton, o Tricolor Gaúcho foi Campeão Brasileiro de 1996. Rodrigo venceu o prêmio de jogador revelação do nacional, e levou a Bola de Prata da Revista Placar
 
Mesmo com o vice-campeonato, a jovem promessa continuou na Portuguesa por mais um ano, e no fim de 1997, o clube foi procurado pelo Real Madrid-ESP que ofereceu cerca de R$ 10 milhões pelo jogador.
 
No time madrilenho, o meia teve duas passagens. A primeira, logo após ter chegado da Lusa, participou de apenas cinco partidas e foi negociado com o Flamengo. Na época, o time carioca vendeu o atacante Sávio para os merengues e como parte do pagamento o time espanhol emprestou o jogador ao Rubro-Negro.
 
No Rio de Janeiro, o armador o ficou pouco tempo, mas deixou uma boa impressão na torcida.  Foram 44 jogos e 9 gols. O contrato de Rodrigo previa uma permanência de um ano e seis meses, porém com a boa fase o jogador voltou ao Real no meio do ano.
 
Com status de craque, Fabri voltava ao time de Madrid, mas novamente não conseguiu repetir as boas atuações dos tempos de Portuguesa. Em 1999 o destino do atleta foi a Vila Belmiro.
 
Depois do Santos, depois Valladollid,-ESP e Sporting-POR, até chegar ao Grêmio onde voltaria a brilhar.

Em 2001, a casa do ex-meia seria o Estádio Olímpico, mas devido a algumas lesões e falta de condicionamento físico ele atuou em poucas partidas e foi parar no banco de reservas.
Com o título da Copa do Brasil de 2001, o Grêmio classificou-se para a Libertadores do ano seguinte. Com uma boa campanha, o time rio-grandense chegou até a semifinal contra o Olímpia-PAR.
 
O primeiro jogo foi no Paraguai, e o time da casa venceu por 3x2. No segundo duelo, os placares se equilibraram com a vitória do Tricolor por 2x1. A partida foi para os pênaltis. Na quinta cobrança do Grêmio, Rodrigo Fabri foi para a batida, ele correu, bateu e perdeu, fazendo a equipe ser eliminada em pleno Estádio Olímpico.
 
No Campeonato Brasileiro, o ex-jogador se recuperava, caindo nos braços da torcida com exibições que lembravam os tempos de Portuguesa. Em 2002, Rodrigo marcou 19 gols sendo artilheiro do torneio nacional ao lado de Luis Fabiano.
 
Rodrigo Fabri ainda defendeu as cores do Atlético de Madrid-ESP, Atlético-MG, São Paulo, Figueirense, Paulista e Santo André, sendo que no último clube o meia encerrou sua trajetória no futebol.
 
Em 03 de outubro  de 2013, o UOL publicou uma matéria sobre Rodrigo Fabri, onde, entre outras coisas, o ex-meia falou sobre problemas que ele teve com Romário. Veja abaixo, na íntegra:

Tido como uma das maiores revelações do futebol brasileiro na década de 90, o meia Rodrigo Fabri parecia ser mais um a construir carreira vencedora em um grande clube da Europa. Após se destacar na Portuguesa, despertou interesse de um gigante que é sonho de muitos atletas: o Real Madrid.

Depois de quase levar a Lusa a seu primeiro título Brasileiro, em 96 (o time foi vice-campeão ao perder para o Grêmio), o habilidoso meia canhoto teve em 98 a grande chance ao ser adquirido pelo clube espanhol. Mas, mesmo com um contrato de cinco anos, jamais fez uma partida oficial pelo time merengue.

Rodrigo foi emprestado cinco vezes para diferentes times ao longo do seu contrato (Flamengo, Santos, Valladolid-ESP, Sporting-POR e Grêmio). A existência de muitos craques no Real o fez não ser aproveitado e talvez tenha "quebrado" a continuidade de sua carreira.

"Fiquei orgulhoso, muito mesmo pelo interesse do Real. Financeiramente foi muito bom, o time cumpriu tudo comigo. Agora, profissionalmente, para a minha carreira, não. Na ocasião, a Roma e o La Coruña tinham interesse e eu não fui. Poderia ter tido uma boa passagem ou no italiano ou na própria Espanha, mas fiquei com tanta ilusão de ir para a Europa... Real Madrid. Não pensava em ser emprestado como fui", falou ao UOL Esporte.

Em um dos empréstimos, Fabri teve um choque de estrelas com Romário, no Flamengo, em 1998.  Os dois jogadores não tiveram bom relacionamento, e o ex-jogador da Portuguesa acabou não rendendo o que poderia em um elenco com clima turbulento.

O hoje deputado federal chegou a reclamar na época que Rodrigo era fominha e arriscava muitos chutes ao gol ao invés de servi-lo. Fabri, por sua vez, se incomodava com o pouco esforço do companheiro nos treinamentos. Hoje, quer esquecer a polêmica e diz que nunca mais falou com Romário.

"No Flamengo eu tive problemas pessoais, não vou falar, não vem ao caso. Mas foi com ele, o Romário. Ele era muito sistemático. Foi um grande atleta, grande jogador de futebol, porém, sistemático. Foram problemas já superados. Depois de tudo isso, ele não conversou comigo, não tenho contato, não tenho intimidade com ele", falou.

Fabri viveu ainda bons momentos depois disso e chegou a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2002, ajudando o Grêmio a conquistar uma vaga na Copa Libertadores da América.

O time gaúcho caiu nas semifinais do Brasileiro para o Santos de Diego e Robinho. Foi a última equipe que defendeu antes de terminar o contrato com o Real Madrid.

"Eu queria um grande clube, um espaço para eu voltar a ter uma temporada melhor, isso eu visualizei no Grêmio e o empréstimo foi mais longo. Chegamos a semifinal da Libertadores da América e fui artilheiro do Brasileirão com 19 gols ao lado do Luis Fabiano".

Portuguesa e vida como empresário

Rodrigo nunca mais teve a chance de defender a Portuguesa depois de ser revelado nas categorias de base. O ex-jogador diz que a qualidade do clube de projetar atletas caiu e que isso tem que ser repensado internamente.

"Antes, a Lusa tinha tradição em investir na base e revelar. Tem que retornar o que fazia no passado, precisa uma estrutura melhor, local adequado para a alimentação, melhores campos, treinadores de base honestos, escalar realmente os melhores e fazer entender que os jogadores da base querem ficar no clube. Quando eu jogava, eu tinha o desejo de um dia jogar no profissional, isso tem que voltar a acontecer, senão perde a vontade de estar lá", falou.

Fabri está atualmente trabalhando como investidor no ramo imobiliário. "Trabalho com construção civil em Santo André, na verdade sou um incorporador, invisto em terrenos para construção de apartamentos. Estou muito feliz e é uma forma de investir meu dinheiro, faço meu horário. É um ramo muito bacana e está aquecido", completou.

Clique no vídeo e veja uma partida inesquecível de Rodrigo Fabri pelo Grêmio
 
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