Roberto Petri

Jornalista esportivo
Roberto Petri, um dos mais experientes e premiados profissionais do jornalismo esportivo da TV brasileira, nasceu na capital paulista em 10 de fevereiro de 1936.
 
Em 2017, após dois AVCs (acidentes vasculares cerebrais), Roberto Petri optou por morar em um clínica de repouso, a Flore D´Alliance, em Santana, zona norte da capital paulista. Ele ficou com sequelas motoras (dificuldade para caminihar) e também de fala.
O canal ESPN fez uma bela matéria com Roberto Petri, visitando-o na clínica citada. Clique aqui e veja.
 
Com o entusiasmo de um adolescente e com a sabedoria de um veterano, Petri nunca abriu mão de seu estilo independente, ao apresentar opiniões diante das câmeras.
 
Apaixonado pelo futebol e pelos esportes olímpicos, ele defende a necessidade do público ser informado com precisão.
 
"É preciso respeitar os telespectadores que, hoje em dia, contam com inúmeras opções para se informar com agilidade sobre esportes", explica Petri, de 69 anos, 51 dedicados ao jornalismo em TVs, rádios, jornais e revistas.
 
Paulistano, esse autêntico multimídia começou sua carreira na Rádio Bandeirantes de São Paulo, em 4 de janeiro de 1954, e chegou à televisão, na romântica e pioneira Tupi, em 1956, época das imagens em preto e branco, ainda sem videoteipe e sem transmissões internacionais. A partir dos anos 50 Petri viveu a evolução tecnológica da TV, mas insiste dem manter o modelo jornalístico de ser fiel aos fatos e autêntico nas críticas e elogios. "Sei que posso ganhar inimigos, mas prefiro ser como sou?, avisa.
 
A personalidade autêntica e revolucionária fez com que Petri participasse de uma rica experiência no futebol dos anos 60 e 70: a criação da categoria Dente-de-Leite, pela qual garotos disputam campeonatos com regras ousadas, como a cobrança de lateral com os pés e não com as mãos, algo que levaria os cartolas da FIFA a refletirem sobre os antigos padrões. "Foi algo maravilhoso?, relembra Petri, explicando que a TV Tupi transmitia os jogos. "Muitos jogadores, incluindo o hoje treinador Muricy Ramalho, foram revelados pelo Dente-de-Leite?.
 
A saudável experiência em torno do futebol de garotos, desenvolvida ao lado dos amigos Eli Coimbra, Sérgio Baklanos e José Astolphi, deu a Petri inúmeros prêmios, como o Roquette Pinto e o Gandula. "Não ganhei dinheiro, mas vieram emoções inesquecíveis", conta Roberto Petri, homenageado em dezembro de 2003 pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP) ao completar 50 anos de jornalismo esportivo.
 
Se revelar talentos do futebol é um dos orgulhos de Petri, participar de coberturas internacionais foi um "empurrão" na carreira desse repórter/comentarista/apresentador. "Minha primeira experiência lá fora foi no Campeonato Sul-Americano de 1959, em Buenos Aires. O Brasil era campeão do mundo, tinha aquele belo esquadrão da Copa de 58, na Suécia. E eu descobri a Argentina?, recorda. "Fiz aquela viagem pela Rádio Tupi e pelo pequeno jornal semanário Mundo Esportivo. Ganhei amigos entre os jornalistas argentinos".
 
Conhecer detalhes do futebol sul-americano, especialmente o argentino, é um dos orgulhos de Petri, que analisa: "É bobagem dizer que só o futebol brasileiro é bom. Os argentinos tem arte, talento, malícia. Trata-se de uma escola de respeito, por mais que o Brasil ganhe títulos. Ambos são excelentes".
Petri cobriu várias copas do mundo, a começar pela de 1962, no Chile, onde o Brasil tornou-se bicampeão mundial. Na atualidade, ele não perde um só jogo internacional na TV e acompanha os Campeonatos Paulista e Brasileiro: "Um jornalista precisa estar sempre bem informado para poder fazer comparações".
 
Roberto Petri, em sua extensa carreira, já trabalhou nos seguintes veículos de comunicação: Rádios Bandeirantes, Tupi, Difusora e Excelsior (atual CBN); TVs Tupi, Cultura, Gazeta, Jovem Pan, CBI (onde atualmente tem uma mesa-redonda) e ESPN Brasil; nos jornais Última Hora, Diário da Noite, Diário de São Paulo, Mundo Esportivo, Popular da Tarde e Jornal Equipe; e na Revista Player.
 
Viúvo de Carmelina (que morreu em 2008), Roberto Petri teve quatro filhos, sendo dois homens e duas mulheres. Uma delas, Claudia Regina Petri, a mais velha, foi brutalmente assassinada pelo ex-marido, em 2007.
 
Roberto Petri, aliás, não mediu esforços e investimento de dinheiro e tempo para reunir provas para que o assassino de sua filha fosse condenado, o que de fato aconteceu. O ex-marido de Claudia Regina foi condenado a 28 anos de prisão.
 
No dia 11 de maio de 2019, o UOL Esportes publicou belíssima entrevista com Roberto Petri. CLIQUE AQUI E CONFIRA!
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