Renê Simões

Treinador

por Tufano Silva

Renê Simões até tentou ser jogador de futebol, atuando nas categorias de base do São Cristóvão, Flamengo e Bonsucesso. Mas logo desistiu de ser atleta, decidindo estudar Educação Física e apostar na carreira de treinador. Em 2019, passou a trabalhar como comentarista esportivo na Rádio BandNews FM. 

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Nascido no Rio de Janeiro em 17 de dezembro de 1952, Renê Simões iniciou sua trajetória como treinador em 1978, dirigindo o Serrano, time da cidade de Petrópolis-RJ. No ano seguinte, comandou a equipe da Universidade Somley.

Nos anos 80, rodou por Olaria-RJ, categorias de base do Fluminense, Al Qadsia, Mesquita-RJ, Portuguesa-SP, Seleção Brasileira sub-23, Vitória de Guimarães-POR, Seleção Brasileira sub-17, até ser convidado para comandar a Seleção sub-20, em 1988. Lá, Renê conquistou um dos seus primeiros grandes títulos, o Campeonato Sul-Americano de Futebol.

No ano seguinte, foi contratado pelo Bahia. Deixou o clube em 1990, quando foi para o Qatar. Nos Emirados Árabes Unidos, onde ficou de 1990 a 1994, Simões treinou o Al Haiah, Al Rayyan, e Al Arabi. Neste meio tempo, comandou também a Ponte Preta por um ano, de 1991 a 1992.

Renê revolucionou o futebol jamaicano, quando foi treinador da seleção do país da América Central. Assumiu o time em 1994, com a missão de classificar os "Reggae Boys?para a Copa do Mundo de 1998, na França.

Logo que chegou, Simões expulsou os jogadores arruaceiros, organizou taticamente o time, convenceu os dirigentes que era necessário investimento pesado, e resgatou talentos jamaicanos "perdidos? na Inglaterra.

Em 20 partidas das eliminatórias, a Jamaica venceu 11, empatou seis, e perdeu apenas três, garantindo assim a terceira vaga da CONCACAF para o Mundial de 98.

Na Copa da França, perdeu para Croácia, por 3 a 1, para Argentina, por 5 a 0, e venceu o Japão, por 2 a 1. Os "Reggae Boys? ficaram com a 22ª colocação do Mundial.

Deixou o país da América Central em 2000, quando rodou por algumas outras seleções sem expressão no futebol mundial, como Trindad e Tobago e Honduras. Em 2004, foi convidado para disputar as Olimpíadas com a Seleção Brasileira de Futebol Feminino.

A medalha de ouro "bateu na trave?. O Brasil perdeu a final do torneio para a forte Seleção dos Estados Unidos, por 2 a 1, na prorrogação. Esse feito mostrou certo progresso do futebol feminino, sempre tão esquecido no país.

Começou em 2005 uma nova "peregrinação?. Passou por Vitória-BA, Seleção Iraniana sub-23, Santa Cruz-PE, Vila Nova-GO, e voltou a se consagrar em 2007, no Coritiba. O treinador ajudou o Alviverde do Paraná a voltar à elite do futebol nacional.

Treinou novamente a Jamaica, desta vez, sem o mesmo sucesso dos anos 90, voltou ao Coxa Branca, e depois passou pela Portuguesa, Seleção Costarriquenha, Ceará e Atlético-GO. 

No dia 31 de julho de 2010, foi contratado para assumir o comando técnico do Atlético-GO, que brigava para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro da temporada, mas acabou saindo da equipe goiana.

No dia 14 de abril de 2011, o treinador acertou contrato com o Bahia, para trabalhar com a equipe no Campeonato Brasileiro. No entanto, com a má fase do time, Renê não suportou a pressão e foi demitido no dia 2 de setembro de 2011. Foi anunciado como novo treinador do Barueri em 13 de setembro de 2011, cargo que ocupou até 16 de novembro do mesmo ano, data em que foi demitido do clube paulista.

Trabalhou no São Paulo Futebol Clube por alguns meses em 2012. Em conflito com o então presidente Tricolor Juvenal Juvêncio, pediu demissão em caráter irrevogável.

Em 04 de dezembro de 2012, o Club de Regatas Vasco da Gama anunciou Renê como diretor das categorias de base. Pediu para deixar o clube em junho de 2013, mesmo mês em que foi contratado como técnico do Atlético-GO.

Mas essa nova passagem de Renê pelo Dragão não durou muito. Em agosto do mesmo ano, o treinador foi demitido pela diretoria do clube, que contratou para o seu lugar PC Gusmão.

No dia 13 de dezembro de 2014 Renê foi anunciado como novo técnico do Botafogo, o treinador assumiu o time com a missão de retornar o time à séria A do Campeonato Brasileiro. No entanto, a eliminação da Copa do Brasil-2015, após derrota para o Figueirense, fez com que Simões fosse desligado do cargo no dia 15 de julho de 2015.

No dia 16 de agosto de 2015, Renê foi contratado pelo Figueirense, mas foi demitido exatamente um mês depois, após seguidos tropeços. Em 29 de dezembro de 2016, Renê Simões foi anunciado como técnico do Macaé-RJ. No entanto, com o péssimo início de Campeonato Carioca da equipe, Renê acabou demitido no dia 12 de fevereiro de 2017.

No dia 09 de junho de 2019, Renê Simões participou do Domingo Esportivo Bandeirantes. Confira a íntegra da entrevista abaixo:

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