Paulo Cézar Caju

Ex-ponta do Botafogo, Flamengo e Grêmio

Um dos grandes gênios do futebol brasileiro nos anos 70, Paulo Cézar Lima, o Paulo Cézar (com "s" ou com "z") Caju, hoje trabalha para a empresa Global Sports, é olheiro de Olympique de Marseille (França) e sócio em academia de ginástica no Leblon, no Rio.

Paulo Cézar Caju, o Nariz de Ferro ou o Urubu Feio, como era chamado pelo narrador Jorge Cury ( para o saudoso e maravilhoso locutor esportivo mineiro de Caxambu, o "Urubu Bonito", era o Edu, do Santos), nasceu no dia 16 de junho de 1949, no Rio de Janeiro (RJ), e começou a carreira de jogador no Botafogo.

Na equipe profissional do alvinegro ele jogou de 1967 a 71. Nesse período, Caju jogou pela seleção brasileira na conquista do tricampeonato do México, em 70. Ele era reserva de Rivellino no inesquecível time comandado por Zagallo.

O Corinthians, em 1971, fez uma campanha para contratá-lo, espalhando barris pela cidade de São Paulo com o intuito de levantar o montante necessário, mas o sonho foi realizado somente dez anos mais tarde.

Entre 1972 e 74, o ponta-esquerda defendeu o Flamengo e depois foi defender o Olympique de Marselha, da França. "Foi uma experiência muito importante. Sou até hoje muito respeitado na França", costuma falar Paulo Cézar Caju.

Depois de dois anos na França, Caju defendeu o Fluminense (de 1975 e 1976), Botafogo (1977 e 1978), Grêmio e Vasco (em 1979), Corinthians (em 1980) e novamente o Grêmio (em 1983). Na segunda passagem pelo Tricolor Gaúcho, Caju fez parte do time gremista campeão Mundial Interclubes em 1983.

Desde 20 de maio de 2008, Paulo César Caju é colunista do diário paulistano "Jornal da Tarde", onde todas as terças-feiras ele conta suas experiências no mundo da bola.

Ainda aqui, veja o e-mail enviado pelo jornalista e historiador Severino Filho, contando como Paulo César entrou para a história da Música Popular Brasileira (MPB):
"-----Mensagem original-----
De: severinofilho@acessepiaui.com.br
[mailto:severinofilho@acessepiaui.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 11:26
Para: redacao@terceirotempo.com.br
Cc: severinofilho@acessepiaui.com.br
Assunto: PAULO CESAR CAJU
Caro,
"... é gol, que felicidade, é gol, o meu time é alegria da cidade?.
Não existe um único torcedor brasileiro que não conheça este trecho da música Replay, comumente usado em transmissões de futebol por dezenas de emissoras, Brasil afora.
Mas, certamente, muito poucos sabem que a canção gravada pelo Trio Esperança, em 1973, retrata, em sua letra, um gol de Paulo César Caju com a camisa do Flamengo. Na realidade, o lance não existiu, ao contrário do gol de Fio (também ex-Flamengo), que inspirou Jorge Bem a compor Fio Maravilha.
E embora Replay seja conhecida muito mais pelo refrão utilizado nas transmissões de futebol, foi com ela que os autores (Roberto Corrêa e Jon
Lemos) colocaram Paulo César Caju na história da MPB.
REPLAY
Autores: Roberto Corrêa e Jon Lemos
Gravação: Trio Esperança (1973)
Faltavam só cinco minutos prá terminar o jogo E o adversário fazia uma tremenda pressão Meu time bem armado, tranquilo Era a final, era uma decisão Até que o juiz apitou falta a favor do Mengão Paulo César prepara o seu chute fatal Na barreira a confusão é geral Atenção Preparou Correu E chutou É gooooolllll, que felicidade, É gooooollll, o meu time é alegria da cidade.
É isso,
Abs,
Severino Filho
(jornalista e historiador)"

Em 27 de janeiro de 2011 recebemos o e-mail de Marco Antonio Joaquim Pereira que nos informou de algumas incorreções no texto do craque Paulo César Caju, já corrigidas

De: Marco Antonio Joaquim Pereira [mailto:pereiraeramos@ig.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 16:32
Para: redacao@terceirotempo.com.br
Assunto: Paulo Cézar Caju

Caríssimos.
Estava eu lendo "Que fim levou?" sobre o magnífico Caju, quando notei uma incorreção sobre sua carreira.
Após retornar da França, em 1975, o Caju atuou pelo Fluminense (1975/76) e pelo Botafogo (1977/78) antes de transferir-se para o Grêmio em janeiro de 1979. Aliás, ao lado de Manfrini, Mendonça, Gil, Nílson Dias, Dé, Cremílson, o goleiro Zé Carlos (fantástico!!!) e outros, comandou a campanha de 52 jogos invicto nos Campeonatos Brasileiro de 1977/78, pelo Fogão.
 
Um abaço,
Marco Antonio

No dia 10 de abril de 2014 o portal UOL publicou uma entrevista com o Paulo César Caju.

Paulo C. Caju diz que Pelé também tem culpa por racismo no futebol

Por Pedro Ivo Almeida 

"Issoé coisa muito séria, não vou falar por telefone. Esse assunto precisa ser debatido, conversado". Foi assim que o ex-jogador Paulo Cezar Caju respondeu ao primeiro contato da reportagem do UOL Esporte ao ser questionado sobre a polêmica do racismo no futebol nos últimos meses. E, de fato, o tricampeão do mundo pela seleção brasileira falou bastante sobre o tema que ganhou ainda mais repercussão no Brasil após os casos do árbitro Márcio Chagas, no Rio Grande do Sul, do meia Tinga, no Peru, e do volante Arouca, em Mogi Mirim.

Relaxado nas areias da praia do Leblon, no Rio de Janeiro, Caju analisou com calma o assunto e não poupou ataques àqueles que ele considera os grandes culpados pelo preconceito ainda marcar presença nos campos e estádios. E as críticas mais duras foram para um ex-companheiro bastante conhecido: Pelé.

Segundo o ex-jogador com passagens marcantes por Botafogo, Fluminense, Flamengo, Grêmio e Olympique de Marselha, Pelé não se comporta da melhor maneira em relação ao racismo, se omitindo de uma luta que poderia ser vencida com a participação do maior atleta do século.

"As grandes entidades precisam se posicionar e não fazem. E o que dizer do maior jogador do mundo? Ele é lamentável neste caso, não se posiciona. É um absurdo. O cara é o atleta do século, a figura mais popular do mundo e não usa isso para brigar por causas justas. E sempre que abre a boca para se pronunciar não fala nada correto", atacou Caju.

"A declaração do Pelé nos últimos dias (vídeo abaixo) foi patética, dizendo que mortes em obras de estádios são normais. Pelo amor de Deus, como é ridículo. E fica dizendo que devemos nos preocupar com a Copa. Ele só pode estar brincando. Copa é o car... Cheio de problemas no país, o povo protestando contra corrupção, desordem, brigando por condições melhores e ele só preocupado com Copa. Isso já diz muito sobre a postura dele", analisou.

Paulo Cezar relembrou até grandes líderes mundiais negros para criticar Pelé, aquele que, segundo Caju, "não fez nada de bom fora de campo".

"Se o Pelé tivesse um pouco de noção ou sensibilidade, faria uma revolução neste caso [racismo]. Ele tem mais repercussão que líderes políticos e religiosos. Mas não, prefere ficar falando besteira. E, na boa, nem quero mais falar dele. Não vale. Temos que falar de Muhammad Ali, Martin Luther King, Nelson Mandela... Estes, sim, foram grandes líderes que aproveitaram o espaço que tinham para brigar pelos negros. Abdicaram de suas vidas e compraram brigas sérias, coisa que o Pelé deveria fazer e nunca fez. É brincadeira".

Com vasta experiência no futebol brasileiro e internacional, inúmeros jogos pela seleção ao redor do mundo e passagens marcante pela Europa (futebol francês), Caju diz que a questão do racismo assusta nos dias atuais, visto que em sua época de atleta era uma coisa mais contida.

Paulo Cézar Caju participa do Domingo Esportivo do dia 16 de novembro de 2014

 

No vídeo abaixo, enviado pelo técnico Marcos Falopa, veja matéria de um canal de televisão francês mostrando a “recepção de Neymar” que Jairzinho teve no Olympique Marseille em 1975. Lá, o “Furacão da Copa” jogou ao lado de Paulo Cézar Caju e teve como preparador físico Cláudio Coutinho (ele aparece na reportagem traduzindo as respostas de Jairzinho).

 

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Pelo Flamengo:

Atuou em 105 jogos, sendo 50 vitórias, 32 empates e 23 derrotas. Marcou  19 gols.
Fonte: Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins

Pelo Corinthinas:


Atuou em 4 jogos, sendo uma vitória, 2 empates e uma derrota. Não marcou gols.
Fonte: Almanaque do Timão, de Celso Unzelte

Pela Seleção Brasileira:


Atuou em 76 jogos, sendo 52 vitórias, 18 empates e 6 derrotas. Marcou 16 gols.
Fonte: Seleção Brasileiras - 90 Anos - 1014 - 2004, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

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