Nivaldo

Ex-meia do Atlético-PR e Grêmio Maringá
por Marcelo Rozenberg

Nivaldo Carneiro Rodrigues, o Nivaldo, nasceu em Marília, interior paulista, em 1º de julho de 1955. Teve uma carreira de sucesso com destaque para os oito anos em que defendeu o Atlético Paranaense (1979 a 1986), mas carrega até hoje uma tristeza dos tempos de bola.

Em 1978, quando atuava pelo Grêmio Maringá, o meia-esquerda dividiu casualmente a bola com o zagueiro Valtencir em uma partida contra o Colorado, lance que resultou em tragédia. Ao cair no gramado, Valtencir sofreu ruptura da coluna cervical, e faleceu quase que instantaneamente. "Não tive culpa pelo que aconteceu, fui inocentado por todos. No entanto, ninguém gosta de estar associado a um lance como esse?, diz o ex-jogador. Atualmente residindo em Curitiba, é secretário de obras de São José dos PInhais, cidade colada à capital paranaense, possui uma empresa de engenharia que trabalha com edificações, além de atuar como comentarista esportivo da RPC, que retransmite o sinal da Rede Globo.

Ao contrário da imensa maioria dos atletas, Nivaldo sempre se preocupou em estudar simultaneamente à carreira. Assim, quando começou no Marília, já mentalizava a faculdade de Engenharia como prioridade. Foi estudar em Bauru, e precisou abandonar o MAC.
Só retornou ao futebol seis meses depois no Noroeste. De lá seguiu para o Grêmio Maringá, onde conquistou o título paranaense de 1977. "Dar a volta olímpica por um clube do interior é muito diferente. Lembro que quando voltamos a Maringá após a decisão contra o Coritiba, fomos recebidos às 6 horas da manhã por uma multidão".

A passagem pelo Atlético Paranaense foi a mais marcante da carreira. Oito anos com direito à conquista de três títulos estaduais, em 1982, 83 e 85. Por sinal, em 1985 o próprio jogador pediu para permanecer no rubro-negro a fim de concluir a faculdade. Abriu mão do salário alegando impossibilidade de treinar no período da manhã. O clube resolveu mantê-lo sem cortar seus vencimentos.
No ano seguinte, foi negociado com o Coritiba. Mas a grande rivalidade entre os dois gigantes paranaenses atrapalhou seu rendimento no Couto Pereira. "O presidente Evangelino Neves disse certa vez que vários conselheiros estavam insatisfeitos com a minha presença no clube. Como eu também já queria parar com a bola e iniciar vida nova, acertei a rescisão contratual sem custo para nenhuma parte. Até porque, naquela época futebol não dava dinheiro".
 
Em junho de 2018, ídolos do Atlético-PR relembraram a histórica campanha no Brasileiro de 1983:
 

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