Marolla

Ex-goleiro do XV de Jaú, Santos e Atlético Paranaense
por Rogério Micheletti
 
Fiordemundo Marolla Júnior, o Marolla, ex-goleiro do XV de Jaú, do Santos e do Atlético Paranaense, tem residência fixa em Jaú (SP), onde trabalhou como técnico do XV, clube pelo qual começou sua carreira, em 1978.
 
Defendeu também o Colorado, atualmente  Paraná Clube. Fez parte do "SELEBOCA", trazido pelo técnico Urubatão Calvo Nunes.
 
Destacou-se bastante quando os jogos que terminavam empatados eram decididos em cobranaças de pênaltis. Marolla conseguiu defender várias penalidades.
 
Ele começou a dirigir em 2005 a equipe do Extrema FC (MG). Marolla aposta ainda em um de seus filhos, o Marollinha, que está começando a carreira de goleiro no mesmo XV.
 
Marolla ganhou destaque no Santos, no início dos anos 80, mas com a contratação do uruguaio Rodolfo Rodríguez, ele acabou indo para o banco de reservas. Em 1983, ele foi titular da equipe do Peixe que ficou com o vice-campeonato brasileiro, perdeu a final para o Flamengo. "Nós perdemos o título na primeira partida, no Morumbi. Estava 2 a 0 para o Santos, mas tomamos um gol aos 45 minutos, do Baltazar (após toque de cabeça de Mozer)", lembra o goleiro Marolla. No segundo jogo, no Maracanã, o Santos foi derrotado por 3 a 0, gols de Zico, Leandro e Adílio (veja foto de parte daquela equipe no famoso ônibus jardineira).
 
Depois do Peixe, Marolla foi jogar no Atlético Paranaense. No Furacão, ele teve altos e baixos. Chegou a ser titular e teve como seu reserva Carlos Pracidelli, hoje preparador de goleiros. Também teve como companheiros no rubro-negro o zagueiro Adílson (que fez sucesso no Grêmio e hoje é técnico), o ponta-direita Carlinhos (ex-Cruzeiro, Palmeiras e Santos), entre outros.
 
Marolla também defendeu o Criciúma, em 91, o Botafogo de Ribeirão Preto em 92, o Goiatuba, em 92, o Paulista de Jundiaí, em 93, o Corinthians de Presidente Prudente, em 94, e novamente o Paulista de Jundiaí, em 95, quando encerrou a carreira como jogador. Os principais títulos dele como goleiro foram os do Torneio de Toulon de 1980/81, pela seleção, e o Paulista de 84, pelo Santos. Em 1985, 1988 e 1990 foi campeão paranaense pelo Atlético-PR, em 1991 pelo Criciúma (Copa do Brasil) em 1992 foi campeão goiano (pelo Goiatuba) e 1995 com o Lousano Paulista no acesso para a Primeira Divisão do Paulistão.
 
Atualmente reside em Jaú, interior de São Paulo, onde mantém a Escolinha de Futebol Marolla (fone: 14-9815.3671) e também treina goleiros em um clube particular, também em Jaú (Caiçara Clube) e no Hospital Amaral Carvalho. Separado, é pai de dois filhos: Renato Alonso Marolla e Marcella Alonso Marolla, ambos residem em São Paulo.
 
Marolla lembra de um técnico que marcou sua carreira, Cilinho, com quem trabalhou no XV de Jaú.
 
"O técnico mais importante em minha carreira foi o Cilinho, com quem comecei em Jaú. Ele mudava o jogo no intervalo sem fazer substituições de jogadores. Fora de campo, orientava os jogadores a cuidarem bem do dinheiro, investir em terrenos, imóveis e deixar de lado os carrões da época (o Passat era o sonho de consumo dos jogadores)", lembrou Marolla durante entrevista ao Portal Terceiro Tempo, em 27 de agosto de 2015.
 
Foto: Marcos Júnior/Portal TT

No dia 19 de fevereiro de 2013, o Portal UOL, publicou uma matéria sobre o ex-goleiro Marolla.

Ex-goleiro do Santos se sensibiliza com luta contra o câncer e faz leilões e rifas de camisas
José Ricardo Leite
Do UOL, em São Paulo

Natural de Jaú, no interior de São Paulo, o ex-goleiro Marolla, que teve passagens por Santos, Atlético-PR e até seleção brasileira, entre outros, passou a usar há alguns anos seu trâmite no futebol para um trabalho voluntário com intuito de captar recursos para o hospital do câncer de sua cidade natal.
Fiodermundo Marolla Júnior parou de jogar em 1995, no Lousano Paulista. Chegou a se aventurar como treinador em alguns times do interior paulista, mas desistiu depois de atrasos e falta de pagamento. Mantém uma escolinha de futebol em Jaú há um bom tempo (Escolinha de Futebol Marolla) já deu aulas em uma faculdade de educação física e tem uma empresa de prótese biomecânica.
Mas foi por meio de um trabalho voluntário que conseguiu até um novo emprego. Em uma conversa com pessoas do Hospital Fundação Amaral Carvalho, do qual é doador de sangue, sugeriu a ideia de, voluntariamente, captar recursos para o local pegando camisas autografadas de jogadores de grandes clubes. Elas são expostas no hospital e depois leiloadas ou rifadas, com o dinheiro pago sendo utilizado para o local.
O ex-arqueiro disse que sempre se sensibilizou com os problemas do câncer por ter vivido em uma cidade em que pôde presenciar o sofrimento das pessoas. Marolla então passou a fazer os pedidos e entrar em contatos com atletas e dirigentes de clubes explicando o motivo da causa. Foi atendido na maioria das vezes e depois disso passou até a colaborar também como chefe de segurança do hospital.
"Há cinco anos eu comecei a colaborar. Entrei como voluntário e depois me contrataram. Todos os anos vou para os quatro  grandes clubes de São Paulo e pego camisas autografadas para o hospital. Eles leiloam pra pegar dinheiro e ajudar?, explicou.
"Eu me propus a fazer esse trabalho só pra ajudar. E o pessoal se tocou e viu que era uma possibilidade, me perguntaram se eu poderia então fazer esse trabalho com grandes clubes, por eu ter jogado. Eu agendo com o pessoal dos clubes, vou até lá e converso pessoalmente. Eles me conhecem?, falou.
"Desde então, faço viagens, vou aos centro de treinamentos e falo com todos eles. Quase sempre são solícitos, entendem a causa, se sensibilizam e nos ajudam?, conta.
O ex-colaborador e agora funcionário da Fundação Amaral Carvalho diz que o valor máximo que chegou a captar foi  R$ 20 mil com uma camisa doada pelo atacante santista Neymar, em 2012.
O valor foi pago por uma pessoa da região e tudo foi revertido para melhoras da infraestrutura para atendimento do hospital. "Ele topou fazer na boa, na hora. É gente finíssima. Acho que esse foi o maior valor que já conseguimos arrecadar. Ficou a camisa bonitona exposta no hospital e uma pessoa levou?, conta. Marolla ainda pretende pedir outra ação para o craque: que ele incentive, por meio de uma foto, que pessoas tomem vacina contra algumas doenças.
Marolla relata que o prazer que tem em fazer esse tipo de ação é algo ímpar em sua vida. "É lindo, lindo, lindo poder ajudar as pessoas. Fazemos um pouco de tudo, ajudamos pacientes com maca, cadeira de rodas, orientamos o pessoal. É um trabalho gratificante. É uma lição de vida, aqui a gente aprende.  Às vezes a gente reclama de uma dorzinha na unha e vem aqui ver o pessoal de câncer e sai sensibilizado?, finalizou.

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