Keke Rosberg

Campeão mundial de F1
por Marcos Júnior Micheletti
 
Keijo Erik Rosberg, o Keke Rosberg foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1982 vencendo uma única etapa naquela temporada, o GP da Suíça, disputado em solo francês, em Dijon-Prenois, quando era piloto da Williams.
 
Finlandês, nascido em 6 de dezembro de 1948, Rosberg teve passagens pela Toyota Atlantic Series, Formula Vê, Fórmula 5000 e Fórmula 2, antes de ingressar na Fórmula 1 com uma idade acima da média, aos 29 anos, pela equipe Theodore, em 1978, ano em que competiu também pela ATS, ambas impulsionadas pelos motores Cosworth de oito cilindros.
 
Em 1979 foi contratado pela equipe Wolf, de propriedade do canadense Walter Wolf, quando foi companheiro de equipe do falecido James Hunt, campeão de Fórmula 1 de 1976 pela McLaren.
 
Mas na Wolf as coisas não foram fáceis para Keke. A Wolf havia estreado na F1 em 1977 de forma espetacular, vencendo em sua primeira prova na temporada daquele ano com Jody Scheckter (GP da Argentina) após ter largado em 11º lugar.  Schecketer fechou o ano na segunda colocação, atrás apenas de Niki Lauda (Ferrari).
 
Mas o desempenho arrojado do finlandês chamou atenção de Emerson Fittipaldi, dono e piloto da equipe que levava seu nome em sociedade com o irmão Wilson Fittipaldi Júnior, o Wilsinho.
 
Em sua primeira prova na temporada, o GP da Argentina, levou o F7 equipado com motor Cosworth ao terceiro lugar. A corrida foi vencida por Alan Jones (Williams) e Nelson Piquet (Brabham) foi o segundo colocado.
 
A fragilidade do carro, na verdade dos carros, pois em 1980 a Fittipaldi utilizou o F7 e o F8, não permitiu resultados melhores, exceto o bom quinto lugar no GP da Itália, em Monza. Mesmo assim, Rosberg terminou a temporada à frente do bicampeão Emerson Fittipaldi, encerrando o ano na décima colocação, com 10 pontos, contra 5 de Emerson, que ficou na 15ª colocação.
 
Em 1981 permaneceu na equipe Fittipaldi, mas agora tendo o brasileiro Chico Serra como companheiro de equipe, que não pontuou durante toda a temporada.
 
No final do ano, Frank Williams contratou Rosberg e o piloto superou as expectativas e terminou a temporada de 1982 com o título, mesmo vencendo apenas o GP da Suíça, como mencionado acima.
 
Mas a regularidade acabou permitindo que o finlandês conseguisse triunfar em um ano em que a Ferrari era a ampla favorita, mas a sorte passou longe da equipe italiana, que perdeu Gilles Villeneuve em um brutal acidente no GP da Bélgica (Zolder) e Didier Pironi fraturou as pernas em uma colisão durante o GP da Alemanha (Hockenheim) fato que o impediu de participar das quatro últimas provas da temporada, e mesmo assim chegando ao vice-campeoanto, com desvantagem de apenas cinco pontos em relação a Rosberg.
 
A Williams ainda dispunha de um motor aspirado (Cosworth) contra o turbo da Ferrari, mas Frank percebeu que não poderia continuar mais com esse tipo de propulsor, e firmou parceria com a Honda durante a temporada de 1983, mas o "casamento" não foi dos mais felizes e Keke foi apenas o quinto colocado no Mundial.
 
Keke continuou na Williams-Honda em 1984 e 1985, terminando os dois anos em oitavo e terceiro lugares, respectivamente.
 
Fez sua última temporada da Fórmula 1 em 1986 pela McLaren-Porsche-turbo, ano em que seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost venceu o segundo  de seus quatro títulos mundiais.
 
Após deixar a carreira de piloto, Keke Rosberg passou a gerenciar a carreira do bicampeão da F1 Mika Hakkinen, também finlandês, e depois a carreira de seu filho Nico Rosberg, que foi campeão da GP2 em 2005 e estreou na Fórmula 1 em 2006,  justamente pela Williams.
 

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Na Fórmula 1:

Venceu cinco GPs e fez cinco poles em 114 provas disputadas, entre 1978 e 1986.

Equipes:
Theodore e ATS (1978), Fittipaldi (1980 e 1981), Williams (1982 a 1985) e McLaren (1986).

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