Jules Bianchi

Ex-piloto de F1

por Marcos Júnior

O francês Jules Bianchi, nascido em Nice no dia 3 de agosto de 1989, morreu em sua cidade natal no dia 17 de julho de 2015, aos 25 anos, em decorrência do grave acidente sofrido durante o GP do Japão, em 5 de outubro de 2014.

Bianchi sofreu severos danos cerebrais, uma lesão chamada de axonal difusa, conhecida como DAI, após seu carro aquaplanar no circuito de Suzuka na volta 43 do GP do Japão e bater a 203 km/h em um guindaste que removia a Sauber do alemão Adrian Sutil. Chovia muito no momento do acidente.

Segundo os especialistas, a lesão sofrida por Bianchi acontece em razão de um movimento violento do crânio, em que 90% dos pacientes ficam em coma definitivo.

Bianchi ficou internado por dois meses no Hospital Universitário de Mie, no Japão, e depois foi transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Nice, na França, onde morreu.

Um dos mais promissores pilotos de sua geração, Bianchi começou no kart e em 2007 estreou em grande estilo nos monopostos, conquistando o título na  Fórmula Renault 2.0.

Em seguida fez duas temporadas na F3 Europeia. Foi o terceiro colocado em 2008 e o campeão em 2009.

Um novo passo em 2010, quando disputou a GP2 e foi o terceiro colocado, resultado que repetiu em 2011, quando já estava ligado à Ferrari, como piloto de testes.

Em 2012 assinou contrato com a Force India, ainda na condição de piloto de testes e estreou oficialmente na F1 em 2013, pela Marussia.

A vaga foi conseguida às vésperas da etapa de abertura do Mundial (o GP da Austrália), após a equipe ter anunciado o brasileiro Luiz Razia. O não cumprimento do pagamento de um dos patrocinadores inviabilizou a contratação do brasileiro e Bianchi ocupou sua vaga, formando dupla com o britânico Max Chilton.

Jules permaneceu na Marussia para a temporada de 2014, conseguindo um feito inédito para a equipe inglesa criada em 2010 com o nome de Virgin, ao marcar dois pontos com o nono lugar no GP de Mônaco.

Bianchi continuava vinculado à Ferrari, que fornecia motores para a Marussia e o piloto francês era uma espécie de moeda de troca com a equipe. Os italianos o "emprestaram" a fim de que ele pudesse obter mais experiência e tinham planos futuros para que ele ocupasse um cockpit do time escarlate em um futuro não muito distante, segundo o próprio presidente da marca na época, Luca de Montezemolo, que dois dias depois do acidente do jovem declarou o seguinte:

"Estou muito triste pelo que aconteceu com esse jovem ontem, um menino que nasceu conosco (na Academia de Pilotos da Ferrari), em quem pensávamos como nosso futuro piloto", disse Montezemolo ao site do jornal `Gazzetta dello Sport´.

A morte de Jules Bianchi foi a primeira na Fórmula 1 desde o acidente fatal de Ayrton Senna, em 1994 (em Imola), também em consequência de um acidente durante um GP. 

Um espectador  (Phillip Dabrowiecki) que assistia a prova em Suzuka registrou da arquibancada o choque da Marussia de Jules Bianchi com o trator que retirava a Sauber de Adrian Sutil da área de escape. De acordo com a telemetria, Bianchi estava a 203 km/h no momento do impacto.

Em 26 de maio de 2016, durante o final de semana para o GP de Mônaco, sexta etapa do campeonato, a família do piloto anunciou sua entrada na justiça contra a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), por entender que o acidente que levou o piloto à morte poderia ter sido evitado.

Foto: UOL

ABAIXO, O VÍDEO DO ACIDENTE DE JULES BIANCHI NO GP DO JAPÃO, DISPUTADO EM 05 DE OUTUBRO DE 2014

 

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