Deco

Meio-campista luso-brasileiro
por Diogo Miloni
 
Mais um caso de jogador brasileiro bem-sucedido no Velho Continente:  Anderson Luís de Souza ficou conhecido pelo apelido que ganhou nos tempos de menino, mas também pode ser chamado de maestro, craque ou gênio.  Deco, brasileiro de nascimento e português por escolha, passou por grandes times do futebol europeu e, em 26 de agosto de 2013, anunciou sua aposentadoria.
 
Natural de São Bernardo do Campo, cidade da Grande São Paulo, Deco nasceu em 27 de agosto de 1977 e começou sua carreira nas categorias de base do Guarani de Campinas. Migrando para a capital paulista, o meio-campista teve chances no Juventus e no Nacional, até que o Corinthians decidiu apostar na categoria da jovem promessa.
 
Em 1996, aos 19 anos, Deco debutou na equipe alvinegra, mas foi pouco aproveitado e logo emprestado para o CSA de Alagoas. Na temporada seguinte, o empresário do jogador conseguiu uma transferência vantajosa para o Benfica, que seria a porta de entrada para o futebol da Europa.
 
Entre 1998 e 2004, o luso-brasileiro defendeu o Porto e tornou-se ídolo da fanática torcida dos Dragões, conquistando três vezes o campeonato nacional, duas Taças de Portugal e os dois maiores títulos recentes do time: a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes, ambos em 2004.
 
O sucesso em terras lusitanas rendeu a negociação milionária com o Barcelona, que almejava retornar ao topo do cenário continental. No Barça, ao lado de craques como Ronaldinho, Eto´o, Xavi, Iniesta e Messi, a estrela de Deco voltou a brilhar: em 2006, conquistou novamente a Liga dos Campeões, principal torneio da Europa, além de duas edições do Campeonato Espanhol e da Supercopa da Espanha.
 
Em 2008, a estadia do meio-campista em Barcelona chegou ao fim. Seu novo rumo era Londres, acertando com o então "novo rico? time do Chelsea. Entre grandes exibições e algumas lesões, Deco não conseguiu lugar cativo na equipe dos Blues. Em 2010, após a Copa do Mundo, acertou seu retorno ao Brasil, com destino no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
 
No Fluminense, chegou com status de supercampeão: consagrado em solo europeu, tinha como meta conquistar grandes campeonatos em sua terra natal. Dito e feito. Em 2012, Deco comandou o Tricolor carioca na conquista do Brasileirão.
 
Seleção Portuguesa
Deco foi convocado pela primeira vez em 2003, participou de duas Copas do Mundo, em 2006 e 2010, e duas Eurocopas, em 2004 (sediada em Portugal) e 2008. Suas melhores exibições foram na Copa da Alemanha, conseguindo o 4º lugar, e na Euro de 2004, sendo vice-campeão.
 
Aposentou-se da seleção em 2010, após Portugal ser eliminado pela futura campeã Espanha.
 
Em 11 de março de 2015 o UOL publicou uma matéria sobre Deco, que afirmou que alguns jogadores ajudaram a "queimar" Felipão no Chelsea. Abaixo, o texto, na íntegra:
 
Com passagens por diversos países com culturas diferentes no futebol, Deco foi um jogador que viu de "tudo um pouco". Hoje aposentado e aos 37 anos, o ex-meia não esconde bastidores do tempo em que atuava. Em entrevista para a revista FourFourTwo, o brasileiro naturalizado português lembrou a passagem pelo Chelsea e revelou que alguns atletas do elenco ajudaram a "fritar" o técnico Luiz Felipe Scolari no clube inglês.

Sem citar nomes, Deco afirmou que Felipão não deu certo ser uma pessoa emocional, que precisa conversar e se abrir com os jogadores. No entanto, certos nomes tinham outro tipo de relação e não procuravam o treinador para expor qualquer problema. No lugar, eles falavam com a diretoria, o que não era bom para a equipe. 

"O Felipão é um técnico emotivo, que precisa falar e expressar seus sentimentos para os jogadores. Ele não conseguiu isso no Chelsea. Outra coisa foi que, naquela época, se o jogador tivesse problemas com o técnico, eles não falavam para ele, mas no lugar comunicavam direto com a diretoria. Isso não era bom para o time", afirmou.

Deco também falou sobre o tempo em que defendeu a seleção portuguesa sob o comando de Scolari, primeiro técnico a convocá-lo para o time nacional. De acordo com o agora ex-jogador, a decisão de se naturalizar não teve relação alguma com o treinador. Além disso, ele negou qualquer mágoa por nunca ter sido chamado por Felipão para a seleção brasileira. 

"Não tenho nenhum arrependimento. Muitas pessoas falar, mas minha decisão de naturalizar foi tomada antes. Eu decidi atuar por Portugal antes. Eu decidi porque tinha uma relação com o país e as pessoas. Quando o Scolari veio para Portugal, a influência dele foi boa, mas não teve nada com a minha decisão", disse. 

Apesar de defender Felipão como um grande profissional, Deco não pensou muito ao responder quem foi o melhor técnico com quem trabalhou: José Mourinho, com quem venceu a Liga dos Campeões na metade dos anos 2000.

"Eu acho que o melhor é José Mourinho. Mas eu tive vários técnicos importantes na minha carreira. Fernando Santos foi muito importante para mim. Vim para o Porto com 19 anos de idade e ele me ensinou muito. Carlo Ancelotti foi fantástico também, mas eu só trabalhei com ele por um ano. Scolari também, claro. Mas Mourinho trouxe algo diferente. Ele me trouxe ambição, porque naquela época em Portugual era difícil achar que o Porto poderia vencer a Liga dos Campeões", completou.

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