Cândido Garcia

Ex-repórter-volante
Amigos jornalista esportivos, leiam o que o querido Cândido de Paula Garcia, falecido no dia 6 de dezembro de 2003, aos 65 anos, enviou a colegas queridos como Edemar Annuseck, já antevendo o que estava por vir.

Cândido faleceu seis meses depois de ter escrito o texto abaixo. Leiam e façam uma prece por quem sempre foi amigo e apaixonado pelo futebol, por Fórmula 1 e pelo microfone esportivo de rádio. Cândido Garcia fez tudo no Rádio, na TV e no Jornal.

Ele foi repórter, comentarista, produtor e colunista. Cândido criou também o programa "Jornal de Esportes" da Jovem Pan, onde trabalhou anos e anos também ao lado de Fausto Silva, Osmar Santos, Milton Neves, José Silvério, Cláudio Carsughi, Randall Juliano, Orlando Duarte e tantos e tantos outros profissionais.

Defendeu também os microfones das rádios Bandeirantes AM/FM, Piratininga, Marconi e Transamérica FM. Fausto Silva, o Faustão, não se esquece, agradece e sempre lembra que recebeu de Cândido Garcia belas lições de como ser repórter-volante em São Paulo, ao chegar do interior em 1971. Os dois eram repórteres titulares da emissora, à época.

AGORA LEIAM O TEXTO DE CÂNDIDO GARCIA, JÁ PRESSENTINDO SUA MORTE

"Era uma vez um jovem cheio de esperança. A mãe queria que ele fosse médico. O avô, com quem foi criado, torcia por um diploma de engenheiro. O rapaz não deu ouvidos pra família, seguiu seus próprios desejos.

Desde pequeno devorava notícias esportivas nos jornais, ouvi todos os programas de rádio. Deu no que deu. Freqüentava redações e redações, foi ser jornalista. Jamais poderia imaginar quão errada tal decisão. Não que a profissão pudesse diminuí-lo. Ao contrário, o bom profissional se faz respeitar. Seja médico ou engenheiro, mecânico ou bancário, importante é gostar do que se faz. Mais do que isso, gostar e fazer bem o que se faz. 40 anos de viagens e reportagens, sob chuva ou sol, falando ou escrevendo.

O rapaz, hoje envelhecido pelo tempo, achou que sua decisão foi correta. O jornalismo lhe deu alegrias, novos amigos, fê-lo conhecer gente e lugares diferentes. As tristezas só chegaram no fim do sonho. O sonho virou pesadelo. A profissão regrediu, perdeu seriedade, é mal remunerada. Mais que a tristeza, dói a decepção.

O médico estaria com seu bisturi operando doentes, salvando vidas. O engenheiro criando projetos bem calculados, obras que se eternizam. O jornalista não escreve mais, ou escreve pouco, é policiado e descriminado. Não há mais tempo para ele mostrar o que aprendeu. Que leve tudo para o túmulo. Se nada mais lhe resta, a não ser o silêncio, que se cale pra sempre. Que reflita melhor na próxima vida.

Use as lições desta passagem, sem idealismo e sem falsos amigos. Fique sozinho, mas seja sadio mentalmente. O sorriso da vida é mais que uma conta bancária. Seja feliz no seu interior. As decepções no trabalho, enterre-as com a podridão deste mundo. Olhe uma rosa e curta sua cor e seu cheiro. As flores sabem viver no jardim ou no pântano. Neste começo do fim, não permita que lhe roubem as pétalas do seu coração. Regue sua alma com a certeza de que uma flor ainda cresce dentro de ti.
Cândido Garcia, jornalista e amigo."
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