Ancheta

Ex-zagueiro do Grêmio
por Breno Menezes e Rogério Micheletti
 
Ancheta, o Atílio Genaro Ancheta, nasceu no dia 19 de julho de 1948, em Florida, no Uruguai. Começou a carreira no Nacional de Montevidéu, do Uruguai, brilhou no Grêmio Portoalegrense, de 1971 até 1980, e ainda jogou no Millionários, da Colômbia. No Tricolor Gaúcho conquistou três títulos estaduais: 1977, 1979 e 1980.

Recentemente, o ex-beque aceitou uma proposta para ser técnico do Esporte Clube Passo Fundo, que disputa a segunda divisão do Campeonato Gaúcho, mas depois de cinco jogos foi demitido por não ter alcançado os resultados desejados pela diretoria do time do interior do Rio Grande.
 
Pai de cinco filhos, o ex-zagueiro casou-se duas vezes. A primeira em Montevidéo, com uma uruguaia, tendo três filhos, e a segunda em Porto Alegre (RS) (onde morou até 2007), com uma brasileira, tendo dois filhos. Ancheta apaixonado por bolero, tornou-se cantor.
 
Por alguns anos foi comentarista esportivo da TV Pampa, canal 4, de Porto Alegre e deu aulas de futebol no clube Força e Luz.
 
Ele faz shows em clubes, restaurantes, hotéis e festas particulares. Caso queira contratar o cantor de boleros Ancheta para a sua festa ligue para Nádia, a esposa dele, no telefone: (0XX51) 336-2581.
Ancheta foi eleito um dos melhores zagueiros da Copa de 70, ao lado de lendas como o italiano Cera e o alemão Franz Beckenbauer. No Nacional de Montevidéu, onde iniciou carreira, conquistou três títulos uruguaios antes de se transferir para o Grêmio, clube que defendeu por 10 anos.
 
Apesar do sucesso que obteve defendendo o Tricolor Gaúcho, Ancheta não conseguiu se destacar mais do que o genial zagueiro chileno Elias Figueroa, que comandava um Internacional quase imbatível na década de 70. Já em final de carreira, jogou pelo Milionários da Colômbia e acabou voltando ao Nacional em 1982, para se aposentar. Ancheta foi tri-campeão gaúcho em 1977, 1979 e 1980.
 
Em 30 de dezembro de 2009 o "Diário Gaúcho" publicou uma matéria sobre Ancheta, que segue abaixo, na íntegra:
 
Especial: O que faz da vida... Ancheta
por Felipe Bertolanza

No capítulo anterior, Figueroa. Agora, Ancheta. O chileno colorado e o uruguaio gremista fariam dupla de zaga nos sonhos de qualquer time nos anos 70. Mas jamais jogaram juntos. Lado a lado ficaram apenas nesta seleção de ídolos da Dupla, sugerida por leitores, e que o Diário vem retratando na série “O que faz da vida”.

A rotina de Atílio Genaro Ancheta, aos 61 anos, é bem diferente daquela dos tempos de jogador. Em 2010, completa 20 anos na carreira de cantor. Nos campos, ficou apenas 13.

O pedido feito no encerramento da entrevista dada no Olímpico, resume a rotina de Ancheta:

– Se puder, coloca bem grande no jornal o número 9965-6920. É meu telefone, o contato como cantor!

Então, sorrindo, entra em um Fiesta 2001 e ruma para casa, a poucos metros do estádio. O carro é “para troca”:

– Compro e vendo veículos para engordar a renda dos shows.

Longe de estar pobre, o uruguaio é exemplo da época em que jogador recebia salário mediano. No Grêmio, ganhava US$ 1,5 mil. Hoje, R$ 2,6 mil. Só neste momento Ancheta esconde o sorriso:

– Muito perna-de- pau faz dois jogos bons e garante ordenado acima dos R$ 100 mil!

- Bom humor ao lembrar de 1977

Grana à parte, ele é um homem realizado. De voz melosa e ainda com pinta de galã, domina o palco.

– Só não canto em restaurante. De resto, faço shows variados. Gravei três discos, em português e espanhol! – orgulha-se ele, que tentou sem sucesso ser treinador (Passo Fundo, em 2007).

A vida, hoje, não é menos árdua do que quando corria atrás de atacantes. Sobre Gre-Nais dos anos 70, com bom humor, deu sua versão a um caso famoso de 1977, quando o Tricolor parou a série de oito títulos gaúchos do Inter.

– Oberdan (zagueiro) chegou dizendo que o Escurinho não iria mais cabecear. Mas eu segui marcando o cara! Fomos campeões em cima do Inter e ele levou a fama.

Ficha do ídolo

- Nome: Atílio Genaro Ancheta Weiguel, 61 anos (19/7/1948, em Florida, no Uruguai)

- Onde mora: Porto Alegre, com a mulher Nadia e os filhos Pietro e Samara

- O que faz: é cantor, com repertório que privilegia boleros, tangos, salsas e músicas românticas em português e espanhol

- Ano da estreia: 1969, no Nacional de Montevidéu (Uruguai)

- Ano do adeus: 1982, no Nacional de Montevidéu (Uruguai)

- Clubes como zagueiro: Nacional, Grêmio (1972 a 1980) e Millionarios (Colômbia)

- Clubes como treinador: Passo Fundo

- Títulos no Grêmio: dois Gauchões (1977 e 1979)

- Fundo do baú

- O jogo da vida:

Prefiro escolher o ano da minha vida. Foi 1973. Pelo Grêmio, mesmo sem ganhar título, fui eleito o melhor zagueiro em atividade no Brasil.

- Alegria no futebol: ter conquistado muitos amigos e ser reconhecido, em todos os lugares em que vou, como um ídolo gremista.

- Se pudesse voltar no tempo: tomaria menos decisões com o coração e mais com a razão, principalmente na hora de definir salários e valores de contratos.

- Aprendizado na pior derrota: não tenho nenhuma em especial, mas ficava irritado quanto jogávamos melhor e perdíamos Gre-Nal. Especialmente com gol do Escurinho nos minutos finais.

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