Alex foi um dos grandes talentos do futebol brasileiro que ficou fora da seleção em 2002. Foto: Reprodução

Alex foi um dos grandes talentos do futebol brasileiro que ficou fora da seleção em 2002. Foto: Reprodução

Há exatos 19 anos, o a seleção brasileira entrava em campo e batia a Alemanha na grande final da Copa do Mundo de 2002, na Coreia e no Japão. Com dois gols de Ronaldo, o Brasil fez 2 a 0 nos alemães, e conquistou pela quinta vez o título mundial.

Com uma seleção que deixou o país muito questionada e cheia de interrogações, o técnico Luiz Felipe Scolari conseguiu reunir craques históricos do futebol tupiniquim. Mas, se quisesse, poderia até ter montado uma seleção mais forte.

Embora fosse bastante criticado no período pré-Copa – especialmente pelas Eliminatórias ruins que fez, conseguindo a classificação apenas na última rodada –, o time de 2002 contava com quatro jogadores eleitos (ou que viriam a ser) “melhores do mundo”: Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká – além desses, Roberto Calos, mesmo sendo lateral-esquerdo, ficou em segundo lugar na eleição de melhor do mundo de 1997, perdendo apenas para Ronaldo.

A equipe de Felipão contava com os três melhores goleiros do país na época: Marcos, Dida e Rogério Ceni tinham nível parecidos e quem fosse titular certamente teria feito grande papel. A zaga era o setor mais criticado, mas a campanha na Copa e a carreira após o mundial de Lúcia, Edmilson e Roque Junior falam por si só. Nas alas, o já citado Roberto Carlos, e Cafu formaram dupla histórica.

O setor de meio-campo contava com os Emergentes Gilberto Silva, que fez história na Inglaterra após a Copa, e o excelente Kleberson (que entrou no lugar de outro grande jogador, Juninho Paulista). O banco tinha atletas de excelente nível como Junior, Ricardinho, Vampeta, Edilson, Luizão. Enfim, um time verdadeiramente muito forte que, não por acaso, conquistou o título numa campanha com 100% de aproveitamento.

Mas se assim quisesse, Felipão poderia ter reunido ainda mais talento naquela equipe. Ficaram fora da convocação do treinador nomes de potencial absurdo: o meia Alex foi a ausência mais sentida, não só por seu talento, mas também por ter integrado todo o ciclo pré-Copa, sendo uma dos principais jogadores da equipe; Djalminha, que tinha grandes chances de ser convocado, ficou fora especialmente após se desentender com seu treinador no Deportivo La Coruña; Zé Roberto vinha em grande momento no Bayer Leverkusen e também era opção; Juninho Pernambucano era mais uma opção após brilhar no Vasco e vivia seu início de trajetória no Lyon.

Se olharmos para a defesa, nomes como Juan, na época no Flamengo, e Serginho, lateral que defendia o Milan, também eram opções.

Sobravam opções também para o ataque: Amoroso, naquele momento defendendo o Borussia Dortmund, Elber, titular do Bayern de Munique e até mesmo Romário, que protagonizou protestos da torcida brasileira na época da convocação viviam boa fase e poderiam ter integrado o time verde e amarelo.

Se quisesse apostar no futuro, assim como fez com Kaká, na época com 18 anos, Felipão poderia ter convocado também o jovem Adriano, contratado pela Inter de Milão após surgir no Flamengo, e que já tinha passado pela Fiorentina por empréstimo.

É fato que Felipão acertou nas suas escolhas, afinal foi campeão. O Brasil venceu todos os rivais que encontrou pelo caminho. Ninguém é maluco de questionar uma equipe com tantos talentos. Mas é fato também que o futebol brasileiro vivia grande momento na virada do século. Se hoje há quem questione a “safra” de jogadores tupiniquins, na época parecia sobrar talento. E se quisesse, por incrível que pareça, Felipão poderia ter montado uma seleção ainda mais talentosa do que aquela que brilhou na Copa.

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