Zuza, o Demônio Loiro

Ex-atacante do Corinthians e Palmeiras
por Gustavo Grohmann
 
Luis Estevam de Siqueira Neto, o Zuza, ex-atacante, maior artilheiro da história do Guarani, com mais de 220 gols (e maior goleador do dérbi campineiro, com 18 gols), que também atuou pelo Corinthians, Palmeiras e São Paulo morreu aos 65 anos, no dia 6 de julho de 1977, em  São Carlos, deixando esposa, três filhos (Regina Maria, Luiz Fernando e Paulo Eduardo Pinheiro de Siqueiro) e oito netos (Jacqueline, Rodrigo, Fernanda, Renato, Ana Carolina, Ana Luiza, Ana maria e Paulo).
 
Há em sua homenagem um estádio na cidade de São Carlos, o Estádio Municipal Luiz Stevan Siqueira Neto, inaugurado no dia 4 de novembro de 1977.
 
Nascido em Jundiaí, no interior de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1911, Zuza começou a carreira em 1930, jogando pelo Ideal. Mais tarde, São Carlos Futebol Clube, Paulista, rui Barbosa e Corinthians.
 
Ele chegou ao Corinthians aos 21 anos e lá ficou até 1937. Com a camisa do Timão, foram 36 jogos (14 vitórias, 5 empates, 17 derrotas), 22 gols marcados e, em seu último ano, a conquista do Campeonato Paulista (fonte: Almanaque do Corinthians: Celso Unzelte).
 
Além do Paulistão de 1937, Zuza possui outro importante título vestindo a camisa do Alvinegro de Parque São Jorge. "Meu pai é o jogador do Corinthians que mais fez gols em uma única partida. Foram seis, contra o Sírio", revela Paulo Eduardo Siqueira, o Paulo Japa, engenheiro civil e um dos filhos de Zuza que, em 1999, na goleada do Corinthians sobre o Cerro Portenho (PAR) por 8 a 2, torceu para o atacante Fernando Baiano parar nos cinco gols marcados (e deu certo, pois erroneamente o árbitro creditou aquele que seria o sexto gol de Baino para o lateral Sylvinho).

No dia 21 de maio de 1933, em jogo válido pelo primeiro turno do Paulistão daquele ano, o Corinthians bateu o Sírio por 10 a 1, no Parque São Jorge. Zuza abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo e anotou mais cinco gols no decorrer da partida. Hermes (duas vezes), Rato II e Baianinho completaram os 10 gols do Timão naquele dia. Zaidan descontou para o Sírio.
 
Já pelo Palmeiras (à época Palestra Itália), Zuza não foi tão bem e teve uma rápida passagem, em 1940. Foram apenas 10 jogos com a camisa do Verdão (6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas), seis gols marcados e também a conquista de um Campeonato Paulista (fonte: Almanaque do Palmeiras" Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti).
 
O bom Zuza ainda passou pelo Guarani de Campinas (SP), pelo São Paulo (fez apenas uma partida com a camisa tricolor (um empate), segundo "Alamanque do São Paulo", de Alexandre da Costa) e por alguns outros times do interior de São Paulo antes de pendurar as chuteiras. E apesar da marcante e vitoriosa carreira, o atacante morreu ressentido com o mundo do futebol.
 
"Sua maior tristeza, além da derrota do Brasil na final da Copa de 1950 (para o Uruguai, no Maracanã), é de ter conquistado o troféu Belfort Duarte (passar 10 anos sem ser expulso de campo disputando, no mínimo, 200 jogos), mas não ter recebido o mesmo. Gostaria muito que esse mal-entendido fosse desfeito e que eu pudesse recebê-lo, em nome de meu pai, que além de mim tem o Luis Fernando e a Regina como filhos", revelou o emocionado Paulo Siqueira.

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Pelo Corinthians:

Atuou em 36 jogos (14 vitórias, 5 empates, 17 derrotas), 22 gols marcados e, em seu último ano, a conquista do Campeonato Paulista (fonte: Almanaque do Corinthians: Celso Unzelte).

Pelo Palmeiras:


Atuou em 10 jogos com a camisa do Verdão (6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas), 6 gols marcados e também a conquista de um Campeonato Paulista (fonte: Almanaque do Palmeiras ? Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti).

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