Vicente Feola

Técnico campeão do mundo em 58
por Milton Neves e Gustavo Grohmann
 
Vicente Feola, o Vicente Ítalo Feola, nosso primeiro técnico campeão do mundo, nasceu em São Paulo no dia 1 de novembro de 1909. Faleceu dia 6 de novembro de 1975, deixando um legado importantíssimo ao futebol brasileiro.

Foi Feola, ao lado de Paulo Machado de Carvalho, quem mais insistiu - até ficando bravo, talvez pela primeira e única vez na vida - com João Havelange, presidente da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), para que o contundido e "novinho demais" Pelé, não fosse cortado na véspera da Copa da Suécia, em 1958.

Pelé tinha sido violentamente atingido pelo corintiano Ari Clemente no último amistoso - um jogo-treino envolvendo a Seleção Brasileira e o Corinthians.
Pelé, contundido por Ari, quase ficou fora da Copa de 58 e por pouco não deixou de mostrar ao mundo o que já era capaz de fazer com apenas 17 anos de idade.

Feola, sempre ligado ao São Paulo, também dirigiu o Boca Juniors da Argentina, a Seleção Brasileira na Copa da Inglaterra em 1966 (aí, foi muito mal, antes e durante a Copa) e o próprio São Paulo.

Começou na Seleção Brasileira com vitória e terminou com derrota. Sua primeira partida no comando técnico da seleção canarinho foi um 5 a 1 contra o Paraguai, no dia 4 de maio de 1958, pela Taça Oswaldo Cruz. Sua última partida pela seleção foi na Copa de 66, na Inglaterra, e ficou marcada também como última partida da seleção naquele mundial.

Em Liverpool, cidade dos Beatles, 62 mil pessoas foram ao estádio Goodison Park, assistir a derrota do Brasil por 3 a 1 para a seleção portuguesa de Eusébio, o maior jogador da história de Portugal. Com 2 gols na partida Eusébio acabou com a participação do Brasil na Copa e de Feola na seleção.
 
COPA DE 66
Em 1966, Vicente Feola convocou um enorme grupo de jogadores para um período de treinamento que visava a conquistar a Copa da Inglaterra e, consequentemente, o tricampeonato mundial de futebol. Infelizmente deu tudo errado.

Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio ? São Paulo, Gylmar ? Santos, Manga ? Botafogo, Ubirajara Mota ? Bangu e Valdir ? Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres ? Santos, Djalma Santos ? Palmeiras, Fidélis ? Bangu, Murilo ? Flamengo, Édson Cegonha ? Corinthians, Paulo Henrique ? Flamengo e Rildo ? Botafogo (laterais); Altair ? Fluminense, Bellini ? São Paulo, Brito ? Vasco, Ditão ? Flamengo, Djalma Dias ? Palmeiras, Fontana ? Vasco, Leônidas ? América/RJ, Orlando Peçanha ? Santos e Roberto Dias ? São Paulo (zagueiros); Denílson ? Fluminense, Dino Sani ? Corinthians, Dudu ? Palmeiras, Edu ? Santos, Fefeu ? São Paulo, Gérson ? Botafogo, Lima ? Santos, Oldair ? Vasco e Zito ? Santos (apoiadores); Alcindo ? Grêmio, Amarildo ? Milan, Célio ? Vasco, Flávio ? Corinthians, Garrincha ? Corinthians, Ivair ? Portuguesa de Desportos, Jair da Costa ? Inter de Milão, Jairzinho ? Botafogo, Nado-Náutico, Parada ? Botafogo, Paraná ? São Paulo, Paulo Borges ? Bangu, Pelé ? Santos, Servílio ? Palmeiras, Rinaldo ? Palmeiras, Silva ? Flamengo e Tostão ? Cruzeiro (atacantes).

Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gylmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes).

Ainda sobre Feola no dia 29 de junho de 2008, o site Terceiro Tempo recebeu do internauta Tony Luiz (tony_luiz@hotmail.com) o seguinte e-mail:

"O Filho do Vicente Feola mora aqui em Ubatuba (o chamamos Feola mesmo, 1,90m e com 66 anos se não me engano) e é uma pessoa fantástica (meu amigo) passando seu tempo vendendo deliciosos doces e salgados. Ele conta que procurou TODOS; "TODOS"; os responsáveis pelo esporte no pais e ninguém deu bola pra ele. Aí fundaram o Museu Vicente Feola na Itália que deu toda infra pra isso; e ainda criticaram a familia por ter dado um "patrimônio" brasileiro pros outros é mole? Não me lembro a cidade mas é ponto turístico o Museu Vicente Feola na Itália; e nós no Brasil ficamos fofocando sobre o profissionalismo dos outros."
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Pela Seleção Brasileira:

Dirigiu o Brasil num total de 74 jogos, acumulando 54 vitórias, 12 empates e 8 derrotas (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf). No comando da seleção, foi campeão da Taça Oswaldo Cruz (1958), da Copa do Mundo da Suécia (1958), da Taça Bernardo O`Higgins (1959), da Copa Roca (1960) e da Taça do Atlântico (1960).

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