Vágner

Ex-meia do São Paulo, Vasco e Santos
por Rogério Micheletti

Versátil, muito técnico e bom no apoio e na marcação, Vágner Rogério Nunes, o Vágner, foi um dos grandes meio-campistas que o Brasil teve no final dos anos 90.
 
Dono de personalidade forte, Vágner se destacou em vários clubes do futebol brasileiro - em alguns deles saiu de forma polêmica - e brilhou também na Roma, da Itália, e no Celta de Vigo, da Espanha.
 
Ele encerrou a carreira prematuramente em 2005, depois de uma rápida passagem pelo Atlético-MG (uma artrose mal cuidada o fez pendurar as chuteiras aos 31 anos de idade, quando negociava o retorno ao São Paulo para a disputa da Libertadores), e foi morar em Londrina (PR). Em seguida, voltou à Europa com a família depois de um assalto.
 
Em 2010, o ex-craque assumiu a gerência do Londrina Esporte Clube como executivo do grupo Universe. Curiosamente, o avô de Vágner, já falecido, foi porteiro do estádio "Vitorinão". 
 
Filho de Zé Rubens, meio-campista "bigodudo" do Noroeste de Bauru nos anos 70, Vágner chegou a cursar faculdade de Jornalismo, mas desistiu por achar que não era a sua praia. Abriu uma empresa de segurança para atuar com eventos como formaturas e casamentos e comentou jogos pela Rádio Globo da cidade paranaense.
 
Paralelamente, administra os imóveis que adquiriu ao longo da carreira no Brasil mas, casado com uma espanhola, morou recentemente em Vigo por causa da segurança . Vágner tem um casal de filhos que nasceu na Espanha, Alexandre e Uxia.
 
"Mexo com os times de vôlei da prefeitura de Londrina, mas sinceramente não quero trabalhar com esporte. Ser empresário então, nem pensar", disse ele em 2015.
 
Nascido em Bauru (SP) no dia 19 de março de 1973, Vágner começou a carreira de jogador no Paulista de Jundiaí (SP), no começo dos anos 90.
 
Em 1994, ele se transferiu para o União São João, que além dele contava com jogadores como o ponta-direita Israel, o zagueiro Beto Médici, o lateral-esquerdo Carlos Roberto (jogou ainda no Corinthians e Portuguesa) e o saudoso centroavante Ozias (ex-Atlético Paranaense).
 
Depois de bons campeonatos estaduais pelo time de Araras, Vágner foi sondado por vários clubes grandes do futebol brasileiro. Chegou a ficar próximo do Parque São Jorge, mas foi o Santos que o contratou em 1995.
 
No mesmo ano, Vágner, jogando com a camisa 7 do Peixe, ajudou a equipe comandada pelo técnico Cabralzinho a conquistar o vice-campeonato brasileiro.
 
O título nacional ficou com o Botafogo, mas os santistas reclamam até hoje da arbitragem confusa de Márcio Rezende de Freitas na grande final.
 
A boa participação do Santos naquele Brasileirão valorizou muitos atletas. Vágner teve o seu passe comprado pela Roma, time italiano que sempre contou com vários brasileiros.
 
A passagem de Vágner pelo país da Bota durou quase dois anos. Sem se firmar como titular do time italiano, Vágner retornou ao Brasil em 1998 para defender o Vasco da Gama, onde chegou a atuar como lateral-direito no Torneio Rio-São Paulo de 1999, competição vencida pelo clube de São Januário.
 
Em 2000, Vágner foi um dos principais jogadores do São Paulo. Pelo Tricolor, ele foi campeão paulista do mesmo ano. O jogador deixou o time do Morumbi de forma polêmica, já que não aceitou defender a equipe são-paulina nos jogos finais da Copa do Brasil. Vágner estava com contrato prestes a terminar e não aceitou a renovação. O São Paulo chegou à final do torneio, mas foi superado pelo Cruzeiro.
 
Pelo Tricolor do Morumbi, Vágner atuou em 54 partidas (38 vitórias, 4 empates, 12 derrotas) e marcou 4 gols (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa).
 
Depois do São Paulo, Vágner retornou ao Velho Continente. Lá, ele foi defender o Celta de Vigo. Apesar do time não ser cheio de estrelas, o meio-campista conseguiu se destacar e chegou a ser sondado por outros grandes times da Europa.
 
Ainda sobre Vagner no dia 12 de setembro de 2008, o site Terceiro Tempo recebeu do internauta Roberto Ventura o seguinte e-mail:"Entrei no Site do Sr. Milton Neves e acessei Vagner, ex jogador do São Paulo F.C.
"Somente para fazer uma pequenina colaboração na biografia deste ex-grande jogador: havia em Londrina, quando o time representante da cidade era muito bom, um senhor, Sr. Antonio que já não está mais entre nós, muito, muito humilde e que era zelador do Estádio Vitorino Gonçalves Dias e, como tal, morava em uma pequena casa atrás do gol de entrada. O Sr. Antonio tinha umas filhas muito bonitas, mulatas destas bem brasileiras. Ele, muito severo, obviamente, as protegia contra o assédio dos fãs, principalmente dos jogadores locais que estavam sempre por lá, treinando e jogando.
Mas um dia uma delas sucumbiu diante da simparia de Zé Rubens, um grande jogador, volante, que o Londrina teve a sorte de ter em seu plantel naquela época. Conclusão, casaram-se e o casal foi morar em Bauru, terra do jogador. Lá nasceu o Vagner.
Realmente, no final de carreira, vitorioso como jogador e financeiramente, muito educado e grande cidadão, deu um final de vida ao seu avô, Sr. Antonio, que muitos ricos não têm, inclusive em hospital de Londrina com apartamento e médicos de primeiro mundo.
Ficou morando por aqui com sua esposa, uma espanhola, onde também adquiriu mais alguns imóveis. Mas, segundo soube, possuindo uma caminhonete Audi que raríssimas vezes se vê, sofreu um assalto à mão armada acompanhado de sua esposa e filhinhos restando estressados e como resultado voltou para a Espanha onde reside com maior segurança. Vem aqui de vez em quando ver os negócios."
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Pelo Tricolor do Morumbi, Vágner atuou em 54 partidas (38 vitórias, 4 empates, 12 derrotas) e marcou 4 gols (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa).

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