Miguel

Ex-goleiro da Portuguesa
O ex-goleiro Miguel Lopes Ruiz Filho, o Miguel Cabeleira, que defendeu o Juventus e a Portuguesa de Desportos nos anos 70, morreu no dia 28 de maio de 2002. Segundo Tiago, um dos dois filhos do ex-arqueiro, Miguel sofreu infarto em sua casa no bairro da Vila Prudente, na capital paulista, e não teve tempo de ser socorrido. Miguel, que nasceu no dia 24 de maio de 1948, tinha apenas 54 anos.

Por ter sido um fato público - inclusive com Miguel dando entrevista à Jovem Pan, ao vivo, direto da carceragem de um distrito policial de São Paulo -, registramos que a morte tão precoce do ex-goleiro deveu-se também ao seu envolvimento com o maldito mundo das drogas. Miguel, um ótimo atleta e extremamente simpático e educado, teve a infelicidade de ter sido mais uma vítima desse flagelo que assola a humanidade.

Ele foi casado com uma filha de Silvio Moredo, empresário, ex-dirigente da Lusa e o "Rei do Granito".

Se atuasse hoje, Miguel não poderia usar uma grande arma: a cera!

À época, a Fifa não limitava especificamente os segundos para a reposição da bola. Aí, Miguel, além de goleiro milagroso, deitava e rolava na prática de recorrente e irritante cera.
 
Tanto que, num Santos e Juventus no Pacaembu, em 1971, Miguel fez tanta cera que Pelé foi até ele e, num misto de reprimenda e de aconselhamento, pediu em altos brados que o saudoso goleiro parasse com o anti-jogo tão abusivo.

Ou seja, Pelé fez o que o árbitro deveria ter feito e o que a Fifa mais tarde passou a fazer e a determinar.

Em sua época de guarda-metas do Juventus, ele participou de uma partida histórica entre o Moleque Travesso e o Palmeiras. No dia 13 de maio de 1972, em jogo válido pelo primeiro turno do paulistão daquele ano, o Verdão venceu o Juventus por 2 a 1, no Parque Antártica, com gols de Alfredo Mostarda e César Maluco (o atacante Sérgio descontou para o time da Mooca). Mas o que ficou na lembrança dos torcedores foram os oito cartões vermelhos distribuídos no decorrer da partida. O árbitro José Favilli Neto expulsou Leão, Luís Pereira e César Maluco pelo Palmeiras e Miguel (goleiro), Luis Antônio, Adnan, Oscar e Sérgio pelo Juventus.

Na ocasião, o Verdão do técnico Oswaldo Brandão entrou em campo com Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Madurga e Ademir da Guia, Edu (depois Odair), Leivinha, César e Nei.

O Moleque Travesso entrou em campo com Miguel, Chiquinho, Carlos, Oscar e Osmar; Luís Moraes, Brecha, Luís Antônio e Adnan; Sérgio e Ziza.
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