Léo Batista

Apresentador de TV e locutor esportivo
por Diogo Miloni

João Batista Belinasso Neto, mais conhecido como Léo Batista, é um dos profissionais de televisão com mais tempo no ar. Em 2011, ainda fazia parte da equipe de esportes do Fantástico, programa dominical da TV Globo.

Natural de Cordeirópolis, cidade do interior de São Paulo, Léo nasceu no dia 22 de julho de 1932. Filho de imigrantes italianos, sua primeira experiência com o rádio foi no final da década de 40, quando começou a trabalhar no serviço de alto-falantes de sua cidade natal.

Em 1952, Léo foi para o Rio de Janeiro concorrer a uma vaga na Rádio Clube do Brasil, mas em vez disso, foi contratado pela Rádio Globo, para trabalhar como locutor e redator de notícias no programa "O Globo no Ar?, comandado por Raul Brunini.

Sua estréia como locutor esportivo aconteceu em uma partida entre São Cristóvão e Bonsucesso, no Maracanã. Na época, os times ainda não utilizavam números em suas camisas, o que exigia do locutor conhecer os jogadores por sua aparência. Após este jogo, o narrador que assinava como Belinasso Neto, passou a colocar Léo Batista por influência de seu amigo Luis Mendes.

A chance de trabalhar na televisão apareceu em 1955, quando foi contratado pela TV Rio para produzir o "Jornal Pirelli", o qual também apresentava diariamente.

Em 1970, foi chamado para compor a equipe esportiva da TV Globo, que mandara seus principais nomes para o México, na cobertura da Copa do Mundo. No segundo jogo da competição, entre Peru e Bulgária, surgiu um problema de transmissão do som, e a locução seria feita nos estúdios do Rio de Janeiro. Tarefa para Léo Batista, que havia chegado há pouco na emissora.

Logo após o ocorrido na Copa, o locutor teve que substituir o apresentador Cid Moreira em uma edição do Jornal Nacional. Ele respondeu bem à pressão e foi contratado em definitivo, chegando a apresentar as edições de sábado do JN.

No esporte, Léo participou do programa diário chamado "Copa Brasil", dedicado apenas ao futebol, que pouco tempo depois mudou para "Globo Esporte", abordando outras categorias e não só o esporte bretão.

O cidadão de Cordeirópolis ainda passou por: Jornal Hoje, Esporte Espetacular, Placar Eletrônico e Esporte 90, todos programas da Rede Globo. Dois grandes marcos da carreira de Léo Batista são a transmissão do primeiro jogo de Garrincha, em 1953, e a morte de Getúlio Vargas, anunciada na Rádio Globo no dia 24 de agosto de 1954.
 
Abaixo, veja a matéria publicada pelo Portal UOL sobre Léo Batista no dia 5 de fevereiro de 2018:
 
5 motivos para ter saudades de Léo Batista na Globo
 
UOL Esporte

Aos 85 anos, Léo Batista já não aparece com a mesma frequência na programação da Globo. O profissional mais antigo do jornalismo esportivo da emissora tem sido poupado, embora nunca tenha cogitado aposentadoria. Sua voz marcante ainda narra gols no Show do Intervalo, mas ele raramente dá as caras. E os telespectadores têm motivos para sentirem saudades:

1. Participações no Fantástico

Léo Batista está na Globo desde 1970; o Fantástico está no ar desde 1973. Até 2007, quando foi substituído por Tadeu Schmidt, os gols da rodada eram apresentados por ele. Se hoje os cavalinhos são a atração, na época era a zebrinha que ajudava Léo a informar os resultados da loteria esportiva.

2. Programas que deixaram saudade

Além do Placar Eletrônico (foto), que trazia os gols da rodada aos sábados e domingos, Leo Batista também comandava o Copa Brasil (criado em 1973, primeiro programa esportivo diário da emissora e que mais tarde daria origem ao Globo Esporte) e ao Esporte Espetacular, do qual foi o primeiro apresentador. O cara é simplesmente o guru do esporte da Globo!

3. Coberturas históricas

Léo Batista cobriu sua primeira Copa em 1950, ainda como radialista. Desde então, participou de todas as outras, seja como enviado ou na retaguarda. Na Copa de 1974, trabalhou como repórter: “Rapaz, hoje a nossa equipe vai com no mínimo 150, 200, 800, um milhão, sei lá. Eu fui só com o Edson Ribeiro, o Orlando Moreira, enfim, eram três ou quatro pessoas. O Armando Nogueira chefiando e o cara do dinheiro para pagar as viagens. Cheguei na Copa da Alemanha e cobri sozinho como repórter”, relembrou durante participação no programa Redação Sportv, em 2011.

4. Versatilidade no jornalismo

Nem todos lembram, mas Léo Batista já apresentou o Jornal Nacional. Primeiro, substituiu Cid Moreira em uma edição extraordinária em 1970. O desempenho agradou, e ele continuou como o âncora das edições de sábado. Em 1971, comandou a primeira edição do Jornal Hoje, ao lado de Luís Jatobá e Márcia Mendes. Ainda na Rádio Globo, em 1954, foi o responsável por noticiar em primeira mão o suicídio de Getúlio Vargas.

5. Transmissões na raça

Léo Batista é do tempo em que as camisas de futebol não tinham número, antes da década de 1950. Como ficava para o narrador? “Eu ia dentro do vestiário apurar quem era quem para não errar o nome. Quando tinha alguém parecido, pedia para colocar um esparadrapo”. Foi ele quem narrou o primeiro jogo de Garrincha no Botafogo, e precisou ir ao vestiário confirmar se o nome dele era “Gualicho” ou “Garrincha”.

Certa vez, sua equipe foi impedida de entrar no estádio do São Cristóvão e se alojou em um telhado vizinho, que acabou desabando: “Por sorte, ninguém se feriu”. Teve ainda o episódio em que quebrou o dedo no estúdio durante as Olimpíadas de Montréal e teve que ficar 40 minutos resistindo à dor enquanto transmitia um boletim. Entre muitas outras histórias que comprovam o seu status de lenda do jornalismo esportivo.

No dia 02 de junho de 2019, Léo Batista participou do Domingo Esportivo Bandeirantes e falou sobre a carreira que construiu na TV. Ouça a histórica entrevista:

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