por João Antonio de Carvalho

Dono de duas medalhas olímpicas, Lars Grael nasceu em São Paulo, em 9 de fevereiro de 1964, e bem cedo começou a velejar, numa família tradicional no esporte, algo que começou com seu avô, o dinamarquês Preben Tage Axel Schmidt.

Essa influência foi passada para a mãe dele, Ingrid e para seus tios Axel e Eric, os primeiros brasileiros a conquistar um título na vela.

Além de Lars, também seus irmãos Torben e Axel se dedicaram a modalidade e no total foram conquistadas pela família sete medalhas olímpicas e sete em campeonatos mundiais.

Seu primeiro grande resultado aconteceu em 1983, quando foi campeão mundial da classe Snipe, na cidade do Porto, em Portugal.

A sua primeira olimpíada foi em 1984, em Los Angeles, ao lado de Clínio de Freitas, e a dupla terminou em sétimo lugar na classe Tornado. Quatro anos depois eles conseguiram a medalha de bronze, em 1988, em Seul. Em 1992, em Barcelona, ficaram em oitavo.

Com uma nova parceria, Kiko Pellicano, surgiu uma nova medalha de bronze, em Atlanta, em 1996, e quando se preparava para tentar disputar sua quinta olimpíada sofreu um grave acidente em Vitória, no Espírito Santo.

No dia 6 de setembro de 1998, quando ele participava de uma regata naquela cidade, uma lancha pilotada por Carlos Guilherme de Abreu e Lima invadiu o espaço da competição e derrubou o barco de Lars, que teve a sua perna direita decepada.

Ums das primeiras pessoas a pular na água para ajudar em seu salvamento foi o companheiro Clínio de Freitas, parceiro nas primeiras três olimpíadas que participou. Mesmo após o acidente, Lars Grael seguiu velejando e ainda conquistou vários títulos importantes, como o mundial da classe Star em 2015, na Argentina.

Além de voltar a competir, ele também teve participações políticas, como Secretário Nacional de Esportes, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, e Secretário Estadual em São Paulo, na gestão do governador Geraldo Alckmin.

Pelo seu trabalho com o esporte, como atleta e dirigente, Lars Grael já recebeu mais de 200 homenagens, internacionais e nacionais, sendo uma delas o Prêmio Adhemar Ferreira da Silva, entregue pelo Comitê Olímpico Brasileiro em 2018.

Ele é casado com Renata Grael e tem três filhos, Trine, Nicholas e Sofia. Ao lado de Torben, Lars mantém o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, em Niterói, no Rio de Janeiro e também dá palestras sobre sua vida e sua carreira.

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