Geraldão

Ex-centroavante do Botafogo-SP, Corinthians e Internacional
por Rogério Micheletti

Artilheiro do Corinthians na campanha vitoriosa do Campeonato Paulista de 1977 (o Timão saiu da fila que durava desde 1954), o ex-bóia-fria Geraldo da Silva, o Geraldão, o Geraldão Manteiga, hoje trabalha como professor em escolinhas de futebol na zona oeste de São Paulo.

Nascido em Álvares Machado, cidade perto de Presidente Prudente (SP), Geraldão começou a chamar a atenção vestindo a camisa do Botafogo de Ribeirão Preto (veja foto), onde jogou ao lado de Sócrates, Zé Mario e companhia. O centroavante despertou o interesse dos cartolas do Corinthians por ter faro de gol.

"Realizei um grande sonho. Jogar no Corinthians era algo que pensava desde criança. Sempre fui corintiano. Deixar de ser bóia fria para jogar no meu time de coração foi demais", conta Geraldão, que em 278 jogos com a camisa do alvinegro marcou 90 gols, alguns deles antológicos. Sua vítima preferida era o goleiro são-paulino Waldir Peres.

"Ele não era um centroavante técnico, mas fazia gols lindos", lembra Aílton Amalfi, produtor de TV e fã do ex-centroavante. "Até hoje me inspiro nele quando vou jogar minha pelada com os velhinhos (amigos veteranos de Amalfi), às quintas. O pessoal costuma me chamar de Ailtão Manteiga", brinca.

Depois do Corinthians, Geraldão defendeu o Juventus (atuou mais uma vez com Luciano Coalhada), o Internacional de Porto Alegre, o Grêmio, o Colorado (PR) e várias outras equipes. Encerrou  a carreira jogando no Garça, em 1989.

No Internacional, ele fez parte do time que conquistou o Campeonato Gaúcho de 1982. Alguns dos companheiros de equipe de Geraldão eram o quarto-zagueiro Mauro Galvão, o zagueiro-central Mauro Pastor e o ponta Silvinho.
 
POEMA
 
O jornalista, escritor e poeta Rau Drewnick escreveu um lindo poema em que cita Geraldão, publicado em 1º de setembro de 1977 no jornal "O Estado de S. Paulo, dia seguinte à vitória do Corinthians por 1 a 0 diante do Palmeiras, gol de Geraldão, que valeu o simbólico título do 2º turno do Campeonato Paulista, a Taça Governador do Estado. 
 
A mão que pôs, na encruzilhada, a vela,
A mão que na bandeira pôs a vida
A mão que sem mais essa nem aquela,
No ingresso deu o prato de comida
A mão que se crispou em agonia
A mão que no incentivo se agitou
A mão que deu na cara da ironia
A mão que desaforo não levou.
É a mesma que amanhã no trem lotado
Vai mostrar no jornal, escancarado, na manchete:
CORINTHIANS CAMPEÃO
E ninguém vai chorar do mau salário, da condução
Nas ruas, o operário vai refazer os gols do Geraldão.
Pelo Corinthians:

Segundo informações do "Almanaque do Corinthians", de Celso Dario Unzelte, Geraldão disputou 280 partidas pelo alvinegro (136 vitórias, 77 empates e 67 derrotas) e marcou 91 gols. Geraldão esteve presente nos times corintianos campeões paulistas de 1977 e 1979.

Todos os times

Prudentina (68), São Bento de Marília (69), Associação Atlética Epitaciana (70), Botafogo-SP (70 a 75), Corinthians (75 a 78), Juventus (78), Corinthians (79 a 81), Juventus (81), Grêmio (81), Internacional (82/83), Colorado-PR (84), Mixto-MT (85), Corinthians de Presidente Prudente (86/87), Associação Atlética Itararé (87), Associação Atlética União de Valinhos (88) e Garça (89)

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