Fernando Jorge, Fluminense, 78 anos, filho de Salomão Jorge e Albertina Alves Jorge é escritor, historiador, biógrafo, crítico literário, dicionarista, enciclopedista e jornalista. Estudou Direito na Universidade de São Paulo, é diplomado em Biblioteconomia (foi diretor da Divisão Técnica de Biblioteca da Assembléia Legislativa de S.Paulo), e jornalista com a carteira 088 da Associação Brasileira de Imprensa - SP.
Fernando Jorge é figura que provoca polêmica e admiração. Seus premiados livros causam discussões e incitam a crítica e o público a importantes reflexões. Elogiado por seus livros extremamente pesquisados e rigorosamente documentados, Fernando Jorge obteve um de seus ápices em 1987 quando lançou "Cale a Boca, jornalista!?, contundente e minucioso relato sobre as torturas sofridas por jornalistas brasileiros durante o período militar pós-1964.
O autor, agraciado com o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, também já ganhou o Prêmio Clio, da Academia Paulistana de História, pela obra "Getúlio Vargas e o seu Tempo?.
Ele recebeu a medalha de Koeler, em 1957, pelos grandes serviços prestados à cultura brasileira. Apaixonado por ela, também escreveu "Vida e Poesia de Olavo Bilac? e "O Aleijadinho?, entre muitos outros títulos. Prova de seu empenho em compreender o Brasil e seus personagens marcantes é este "Santos Dumont ? As Lutas, a Glória e o Martírio de Santos Dumont?, obra que revela a ousada e empreendedora personalidade do inventor do avião, do relógio de pulso, da escada em caracol - entre outras fantásticas contribuições à humanidade.
Fonte: Blog Oficial de Fernando Jorge
Os "Fernandos": Jorge e Henrique
Eu trabalhava na Assembléia Legislativa e lá fui companheiro e amigo de Fernando Jorge. Ele era um amigo que muito me preocupava, pois estava na lista negra dos militares como um jornalista subversivo, mas não. Fernando não era um jornalista subversivo. Era muito mais. Usava duas armas para combatê-Ias: a primeira a inteligência, e a segunda, a sua caneta, ora escrevendo livros e ora escrevendo peças de teatro, diga-se de passagem, sempre proibidas.
Nos dias de hoje, qualquer pessoa poderá escrever estes livros, mas é bom lembrar que o catedrático Fernando Henrique Cardoso, que tecia os seus comentários, quando viu a coisa ficar preta, enfiou o rabo entre as pernas e se mandou para o Chile, lá passando pouco tempo. Ao reparar que os contrários a Pinochet eram simplesmente fuzilados, foi para a França, com rabo mais enfiado entre as pernas.
Pois bem, o outro Fernando, aquele que me sinto honrado em tê-Io como amigo, aqui estava, usando duas armas para enfrentar a turma de militares e policiais. Um dia Fernando Jorge foi intimado e compareceu: durante horas foi interrogado por um coronel. Não sei qual seria o comportamento do seu xará, aquele que naqueles dias estava na França. Já pensaram nisto?
Ângelo Henrique Ricchetti
Revista IMPRENSA, n° 169 - Cartas
Observação: na época do regime militar, Femando Jorge foi processado quatro vezes, como "escritor subversivo."
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