Eurico

Ex-lateral-direito do Palmeiras, Grêmio e Botafogo-RP
por Rogério Micheletti

Ele fez parte de uma das defesas mais famosas da história do futebol brasileiro: Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca. Quem nunca ouviu falar desse quinteto vencedor palmeirense?

Eurico Pedro de Faria, quatro filhos, dois netos, marcante lateral-direito do alviverde, vive em Ribeirão Preto-SP, onde se revelou. Lá, ele é dono da Academia de Futebol do Jardim Flórida.

Nascido no dia 3 de abril de 1948, em Uberlândia, Eurico jogou também na Seleção, Grêmio de Porto Alegre, onde foi campeão gaúcho em 77, e Botafogo de Ribeirão Preto, clube em que iniciou a carreira de jogador. Pendurou as chuteiras em 82. Mas nunca conseguiu se distanciar da bola. Chegou a fazer parte de times de veteranos. Na metade e final dos anos 80, ele jogou pela seleção masters.

Pelo Verdão, Eurico disputou 467 partidas (265 V, 131 E, 71D) e marcou quatro gols. Tais números constam no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti. No Palestra Itália, ele foi bicampeão brasileiro (72 e 73), campeão do Roberto Gomes Pedrosa (69) e duas vezes campeão paulista (72 e 74).

Depois de fazer sucesso no time palmeirense, Eurico foi importante para o Grêmio. Ao lado de jogadores como Iura, Éder Aleixo, Tarciso, Tadeu Ricci e companhia, o lateral-direito fez parte do time tricolor que colocou fim ao jejum de títulos gaúchos. O Grêmio, comandado por Telê em 77, venceu o fortíssimo Internacional e ficou com o estadual.

O Portal Terceiro Tempo recebeu no dia 27 de setembro de 2013 de Lucas Neto o e-mail abaixo:
 
"Eu entrevistei o gago Eurico do Verdão"!

Miltão:
Continuo seu fã.
Domingo passado você falou do "gaguinho" Eurico, lateral do Palestra, que "nunca concedeu entrevista a ninguém por causa da gagueira".
Saiba, porém, que eu consegui entrevistá-lo e coloquei no ar a entrevista com a duração de 4 minutos. FUI O AUTOR DA FAÇANHA: O ÚNICO.
A história completa:
Em 72, antes da arrancada contra o Santos, rumo ao título, o Palmeiras, dirigido pelo Brandão e em cumplidade com a sua esposa, a dona Luiza, acharam que o elenco precisava de muito treinamento e união. Estratégia: unir as famílias dos atletas.
O "Caçamba" adorava Lindóia e era muito amigo do Mantovanni, ex-jogador (ponta esquerda do Palestra), que era o dono do famoso Hotel do Lago.
Conseguiu, assim, fechar o Hotel do Lago e levou para lá os jogadores com as esposas, mães, noivas, filhos (as) e mais: com direito de também levarem os familiares, todos os setoristas que faziam a cobertura do Clube.
Eu, por exemplo, fui com a minha mulher e minha filha Lúcia e o meu filho Flávio. Foi espetacular. Uma hora qualquer, se vc quiser falo da arrancada para o título.
O time saiu de Lindóia na 6a. feira e no domingo bateu o Santos. Daí foi numa sequência única até tirar outra vez um "tri" do São Paulo, que aumentou o ódio de muito tricolor por outra vez ficar com os "parmeristas" feito espinhos atravessados na garganta. Ainda ranço de 42, quando até fugiram de campo. Isso não é sarro, é histórico.
E a decisão do titulo foi Palmeiras x São Paulo no Pacaembu, 0x0, sendo o Palmeiras campeão (um ponto à frente) invicto e o São Paulo vice, invicto.
Aí o acordo que fiz com o Eurico. Ele me perguntou o que eu achava: se o Paleitras seria campeão. Disse pra que ele o Palestra seria o campeão e que ele, muito meu chapa, pela primeira vez iria falar, dar uma entrevista na Rádio. Topou. Mas queria saber com eu faria isso.

Chamei o meu saudoso técnico de som da Tupi, o Antônio Duran, e mostrei a ele o enorme gravador Geloso que usávamos nas reportagens e o recurso que usaria. Eu faria a pergunta e a resposta dele seria montada: limpando as derrapadas, as gaguejadas, tirando o óleo que subia nas velas (rsrsrsrs) e que ele se acalmasse, pois a montagem ficaria perfeita..
Dito e feito. O Palmeiras foi campeão e na reapresentação no Palestra Itália, nos isolamos numa sala próxima ao vestiário começamos a gravar. Ficamos quase uma hora e meia juntos. A gente limpava as derrapadas, juntava as palavras e foram quatro minutos de papo com ele.
Mais do que eu ele ficou contente, pois vencera mais um desafio.
Jurou também que nunca mais passaria por esse sufoco.
Aliás, a gente sacaneava muito o "Gaguinho". Após os jogos, nós repórteres sempre ameaçávamos ir até ele, microfone aberto e dizendo: "Agora vamos ouvir o Eurico". Esticávamos o microfone até ele, que saia assustado e em disparada, apavorado.
Miltão: dessa você não sabia, né? Então corrija.
Baita abraço e bjs para as netas.
Se quiser fazer negócio, podemos combinar: você melhora o dote de uma das netas e eu entro com o Enzo, que é lindo e inteligente que nem o AVÔ !!! kkkkkkkkkk.
Continuo seu fã. E COM UM SONHO: ENTREVISTÁ-LO, MÊS QUE VEM (OUTUBRO) NO MEU PROGRAMA "O MELHOR PARA A MELHOR IDADE", COMPLETARÁ 2 ANOS NO AR, DAS 11 ÀS 12 HS NA TRIANON E QUE É O ÚNICO PROGRAMA NO RÁDIO EM SÃO PAULO E NO BRASIL DIRECIONADO PARA ESSE PÚBLICO ALVO, DO QUAL VOCÊ É UM DOS GRANDES ÍDOLOS.
Lucas Neto

Abaixo, confira imagens incríveis do Canal 100 de Flamengo 0 x 2 Palmeiras, em 1973, no Maracanã. O jogo, válido pelo Brasileirão daquele ano, teve gols de Fedato e de Leivinha. O Palmeiras entrou em campo com Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, Fedato e Pio (Nei). O técnico era o grande Oswaldo Brandão.

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Pelo Palmeiras:

Pelo Verdão, Eurico disputou 467 partidas (265 V, 131 E, 71D) e marcou quatro gols. Tais números constam no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti. No Palestra Itália, ele foi bicampeão brasileiro (72 e 73), campeão do Roberto Gomes Pedrosa (69) e duas vezes campeão paulista (72 e 74).

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