Beto

Ex-meia do Botafogo-RJ e São Paulo
por Diogo Miloni
 
Joubert Araújo Martins, mais conhecido como Beto, foi um meio-campista que fez muito sucesso no futebol carioca, atuando pelos quatro times grandes da cidade. Em 2012, se dedicava aos jogos de masters e fazia ações sociais em Cuiabá, sua cidade natal.
 
Natural da capital do Mato Grosso, Beto nasceu no dia 1º de janeiro de 1975 e sofreu um duro golpe em 09 de abril de 2020, quando seu filho Joubert Martis Filho, de 23 anos, foi morto a tiros no bairro de Piedade, no Rio de Janeiro. 
 
Começou sua carreira no Botafogo, quando atuava como volante, mas logo a qualidade de seu passe e a precisão de seu arremate o posicionaram mais à frente na linha de ataque.
 
Jogando mais avançado, Beto foi indispensável para a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995, pelo Glorioso. Foi com as boas atuações no clube carioca que o armador foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez, conquistando o torneio Pré-Olímpico, em 1996.
 
Após a conquista vestindo a amarelinha, o jogador do Botafogo, se transferiu para o Napoli, da Itália, onde ficou por pouco tempo por não conseguir se adaptar ao novo país.
 
De volta ao Brasil, Beto passou rapidamente pelo Grêmio e logo aterrissou na Gávea, no Rio de Janeiro onde seu futebol voltou a aparecer.
 
Pelo Rubro-negro, o meio-campista conseguiu se firmar entre os titulares e participou ativamente do tricampeonato estadual, em 1999, 2000 e 2001, conquistados diante do rival Vasco da Gama.
 
Na metade da temporada de 2000, o meia foi emprestado para o São Paulo, onde fez boas atuações, mas sentiu falta das belezas da Cidade Maravilhosa e retornou no mesmo ano.
 
Em 2002, Beto trocou o Fla pelo Flu, chegando ao terceiro clube carioca em sua carreira, mas sem grande destaque. Após sair das Laranjeiras, o meia foi para o futebol japonês, mais precisamente para o Consadole Sapporo.
 
A carreira nipônica não deu muito certo, e no ano seguinte retornou ao Rio de Janeiro, para defender o Vasco da Gama, completando passagem pelos quatro grandes do estado. No Cruzmaltino, o armador conquistou mais um campeonato estadual e no fim da temporada foi novamente se aventurar no outro lado do mundo.
 
Seu destino foi o Sanfrecce Hiroshima, do Japão, onde ficou até 2006, após problemas com a renovação do contrato, Beto foi emprestado para o Itumbiara, de Goiás, onde pouco atuou.
 
Em 2008, voltou para o Vasco, que tinha como comandante o jogador-treinador Romário, onde começou sendo titular, mas não conseguiu entrar em forma e após faltar uma semana aos treinamentos teve seu contrato quebrado.
 
No meio de 2009, o meia foi contratado pelo CFZ, para disputar o Campeonato Catarinense da segunda divisão, mas na fase final do estadual Beto deixou o time alegando problemas particulares.
 
Foto: Site oficial do Vasco
 
O UOL, em 29 de maio de 2015, publicou uma matéria sobre Beto, assinada pelos jornalistas Bernardo Gentile e Vinicius Castro, que segue abaixo, na íntegra.
 
Ele era chamado de Beto Cachaça. E agora ganha a vida com buffet infantil

Ele sempre foi conhecido pela vitalidade em campo e pela clara afeição à vida noturna. Ganhou até o apelido de Beto Cachaça dos torcedores rivais, que sofriam com ele em campo. Aposentado, ele diz não se incomodar com a alcunha e surpreende ao revelar como ganha a vida após pendurar as chuteiras. Ao lado da mulher, ele é dono de um buffet de festa infantil e sócio de uma distribuidora de carvão.

"Minha esposa [Marcela] tem o buffet infantil e eu ajudo ela direto. Vamos arranjando festa para fazer, conseguindo parcerias. Graças a Deus está dando tudo certo. Agora estou entrando em uma sociedade de distribuidora de carvão na zona oeste, pela Barra da Tijuca, Recreio e arredores. É aquilo, né? Depois que encerra a carreira, tem arrumar a vida de outras maneiras. Fico feliz de estar aparecendo as oportunidades e tudo dando certo", disse Beto ao UOL Esporte.

Ao contrário de algumas personalidades do esporte, Beto não passa dificuldades financeiras. Por outro lado, não se vê também com situação tão tranquila assim para o resto da vida. Isso porque ele não vive de maneira tão simples e admite: gosta do que é bom. Para isso, precisa seguir no mercado, mesmo que não tenha nenhuma ligação com o futebol.

"Ganhar dinheiro nunca é demais. Para quem gosta de coisa boa, ficar só saindo e gastando pode pesar lá na frente. Sou jovem ainda com filhos novos. Se achar que o que tem hoje é o suficiente, pode precisar depois. Não quero passar por isso e acho melhor buscar as coisas", afirmou o ex-jogador.

Beto não é um gastador compulsivo, mas não abre mão de ter na sua vida o que realmente gosta de fazer. Sempre com bom-humor, o ex-jogador, revelado no Botafogo, mas muito identificado com o Flamengo, até brinca com a nova empresa. Agora responsável por distribuir um elemento fundamental para churrascos, ele até se convida para uma boquinha.

"Eu vivo da mesma maneira, só que diminuí porque a idade vai chegando. Não mudamos radicalmente. Gosto de jogar minha pelada, tomar uma cerveja. Isso não pode mudar. Agora com a distribuidora de carvão, vou ajudar no churrasco da rapaziada. Se me chamarem participo do churrasco também (risos)", se diverte.

O gosto pela bebida não é de hoje e rendeu até mesmo o apelido de Beto Cachaça por parte dos rivais quando ainda jogava profissionalmente. Ele diz não se importar com a alcunha e brinca com a situação. "Levo numa boa, tranquilo. Mas isso acontecia mais na época que jogava. Hoje são poucas coisas que ouvimos. Podem falar à vontade que sou cachaceiro hoje. Qual o problema? Só brincam com quem incomoda. E sei que dentro de campo eu jogava alguma coisa", comentou.

Além da forma de levar a vida, outra paixão segue viva no coração de Beto. Mesmo aposentado, ele segue entrando e campo e vestindo a camisa do Flamengo. Dessa vez, defendendo o time máster do Rubro-negro. "Para mim está sendo bom para caramba. Viajamos o Brasil todos com o máster do Flamengo.  E estou jogando junto com o Zico, né? Ele é um cara fora do normal. Não tem preço realizar esse sonho de jogar com um dos meus ídolos", disse.

"Sou um cara realizado por ter jogado com Ronaldo, Romário, Rivaldo, Petkovic, Roberto Carlos... Agora depois que encerrei a carreira sou surpreendido come essa possibilidade de jogar ao lado do Zico. É para poucos", finalizou.

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