Tião Macalé, um dos maiores representantes do futebol romântico do Brasil, morreu pobre e esquecido em Jundiaí (SP) no dia 22 de agosto de 1972, vítima de falência múltipla dos órgãos, decorrente de baixa nutrição.
Craque, mas craque mesmo, Tião Macalé foi o clássico meia-armador (como Didi, Mengálvio, Ademir da Guia e Moacir), o homem da camisa 8, aquele que era "o único" que podia ligar a defesa ao ataque municiando o ponta-de-lança, o centroavante e os dois pontas, sempre abertos e parados, esperando a bola.
Ele, Tião Macalé, era tão bom que foi reserva de Didi no fantástico Botafogo do final dos anos 50 e início dos anos 60 e cansou de jogar ao lado de Garrincha, Paulo Valentim, Quarentinha, Amarildo, Zagallo, Nilton Santos, Adalberto, Manga e companhia bela.
Depois do Botafogo, Tião Macalé ainda brilharia no Paulista de Jundiaí e no Guarani de Campinas (SP), conforme você confere nas fotos. E foi lá no interior de São Paulo que ele começou a conhecer o declínio, provocado por uma vida não regrada fora de campo.
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