O argentino Carlos Bilardo, vitorioso como jogador e treinador, hoje está aposentado e residindo em Buenos Aires, capital da Argentina.
Em 20 de maio de 2019, então com 81 anos, foi internado com quadro de infecção urinária, isso após diversas complicações de saúde, incluindo um procedimento cirúrgico naquele mesmo ano após ser diagnosticado com Síndrome de Hakim-Adams (hidrocefalia de pressão normal). Ele também estava com depressão.
"El Narigón", como ficou conhecido Bilardo, que jogava como meio-campista, nasceu em Buenos Aires, no bairro La Paternal, em 16 de março de 1939, e começou sua carreira futebolística pelo San Lorenzo, em 1958, permanecendo no clube até 1960, quando se transferiu para o Deportivo Español, onde ficou até 1965. Mas foi pelo Estudiantes de La Plata que conquistou seus títulos, entre eles o tricampeonato da Libertadores (1968, 1969 e 1970) e a Copa Intercontinental de 1969. Também jogou pela seleção argentina juvenil, conquistando a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1959, em Chicago (EUA).
Quando deixou os gramados formou-se em Medicina pela Universidade de Buenos Aires mas acabou reaproximando-se do futebol como treinador, atingindo grandes feitos, o principal deles à frente da seleção argentina, que conquistou o título na Copa de 1986, no México.
Entre os clubes que treinou, Bilardo comandou o Estudiantes de La Plata (seu primeiro trabalho como treinador, em 1971), o San Lorenzo, o Sevilla (Espanha), o Boca Juniors e, por último, o mesmo Estudiantes de La Plata, onde começou na função.
Ainda treinou outras seleções além da Argentina, no caso as da Colômbia e da Líbia.
Depois de sua carreira como treinador passou a trabalhar na AFA (Associação de Futebol Argentino), exercendo a função de diretor de seleções.
POLÊMICAS
Carlos Bilardo, enquanto jogador, também ganhou fama por contudas nada elogiáveis. Consta que ele carregava alfinetes em seus meiões e atingia adversários durante os jogos. Também usava de ofensas a partir de um estudo prévio sobre problemas de seus oponentes.
Como treinador, ficou famosa a histórias da "água batizada" na Copa de 1990, que ele ofereceu uma garrafa de água com sonífero ao lateral-esquerdo brasileiro Branco, que passou o restante do jogo sem o mesmo desempenho. Naquele Mundial, comandando a Argentina, sua seleção ficou com o vice-campeonato, sendo derrotada pela Alemanha na decisão.
Falando em Copa do Mundo, na de 1998, na França, Milton Neves, então contratado pela TV Manchete, relembra um caso envolvendo Carlos Bilardo, que pediu um cachê alto para participar de um programa da extinta emissora carioca.
"Querem me entrevistar? Pois não, o cachê é de 15 mil dólares´, ouvi do rico argentino Carlos Bilardo, então jornalista na Copa de 98 em Paris, quando os saudosos Paulo Stein, Alberto Léo e eu o convidamos para nossa "Mesa Redonda" em Lésigny, pela TV Manchete", lembra Milton.
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