Rogério Pinheiro

Ex-zagueiro do Botafogo e São Paulo
Por Túlio Nassif 
 
Rogério Pinheiro dos Santos, ou apenas Rogério Pinheiro, nasceu no dia 21 de abril de 1972, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Fez vários estágios com técnicos de renomes, como Muricy Ramalho, Paulo César Carpegiani, Luiz Felipe Scolari, entre outros, pois sonha um dia, ser um grande treinador.
 
Reside  em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde é sub-secretário de Esportes e Lazer.

Iniciou sua carreira no Botafogo, em 1991. Esteve presente no grupo que perdeu a final do Campeonato Brasileiro para o rival Flamengo, em 1992. Saiu do Glorioso no final de 1994, rumo ao São Paulo.

Em 1995, já no Tricolor Paulista, não teve uma boa passagem, tendo disputado apenas 12 partidas. Como não fora muito aproveitado, o zagueiro rumou para o Fluminense, onde também não fez boas atuações e não teve nenhuma chance no time das Laranjeiras.

Ainda em 1996, Rogério assinou com o Atlético Mineiro, e teve uma discreta passagem, no entanto melhor que as duas anteriores, com 26 partidas e dois gols.

Pouco mais inspirado, retornou ao São Paulo, desta vez para ser um dos líderes da defesa. Sua segunda passagem foi a melhor dele em território brasileiro, com 53 partidas e quatro gols. Em 2001, acabou saindo do time, mas não deixou a cidade, foi contratado pela Portuguesa, mas novamente, não teve chances de atuar.

Chateado, regressou para o Rio de Janeiro, desta vez para defender as cores do Vasco da Gama, onde teve um desempenho modesto, 13 jogos e nenhum gol. Em 2003, o zagueiro rescindiu seu contrato com o clube de São Januário e foi tentar a sorte na Coreia do Sul.

Foi contratado pelo Pohang Steelers, até então um time sem expressão. Entretanto, foi por essa equipe que Santos, como ficou conhecido na Coreia, alcançou o auge. Deixou o time em 2005, saiu do Pohang Steelers e assinou com o recém-fundado Gyeongnam, onde também obteve sucesso.

Depois do fim do contrato com o Gyeongnam, voltou ao Brasil sem contrato.

Então, no início de 2009, já aos 36 anos de idade, tentou ser contratado pelo Figueirense, realizou todos os exames; porém, não passou em nenhum. Chegou a treinar em separado, mas a diretoria anunciou que o veterano zagueiro não estava nos planos do Figueira para a temporada. Após a negativa, decidiu encerrar carreira.
 
- Em 4 de março de 2014, o portal UOL publicou a seguinte entrevista com Rogério, que comentou a polêmica com o Nelsinho Baptista no São Paulo
 
Ele foi chamado de laranja podre há 10 anos e diz ainda não saber o motivo

José Ricardo Leite e Vanderlei Lima
Do UOL, em São Paulo

Uma mancha em sua reputação, mas sem entender o porquê. Mais de uma década depois, o ex-zagueiro do São Paulo Rogério Pinheiro ainda carrega um sentimento de decepção pelo rótulo de "laranja podre" que acompanhou sua carreira depois de ser afastado por Nelsinho Baptista do elenco tricolor. "Eu perdi a vontade de jogar no São Paulo por conta disso", relatou.

Em 2001, quando o São Paulo vivia uma crise técnica, o treinador afastou Rogério, Gustavo Nery e Carlos Miguel e classificou-os como jogadores que estavam jogando contra o ambiente do grupo.

O defensor, marcado por um perfil sem polêmicas na carreira, diz que nunca ouviu uma explicação sequer sobre o que tinha feito para receber o rótulo e gostaria de ouvir explicações de Nelsinho um dia. Mas não quer carregar nenhum tipo de mágoa com o ex-comandante.

"Perguntei porque ele estava me afastando e ele simplesmente não me deu motivos, não me respondeu nada. Eu nunca tive a oportunidade de encontrar o Nelsinho depois, mas queria que um dia ele tivesse a coragem de me falar porque me afastou. Não podemos carregar mágoa por muito tempo, pois isso só prejudica a própria pessoa", falou.

"Eu não dei motivos nenhum para aquilo. Foi a minha maior decepção no futebol. Ele me afastou e ficou quieto. Procurei ainda o José Dias, diretor de futebol na época, pra saber o que tinha acontecido. Ele falou apenas que era uma decisão do treinador", continuou.

Rogério ressalta que uma mancha dessa, exposta publicamente, prejudica a carreira. "Poxa, foi ruim pra caramba isso. Foi uma mancha. Um clube pensa duas vezes para te contratar depois disso. Quando cai na imprensa uma coisa dessas, é muito difícil pra tirar a imagem depois", explicou.

Rogério Pinheiro voltou a ser relacionado depois de 15 dias, mas mesmo assim não ouviu o porquê. Mas acabou deixando o clube no mesmo ano. Passou em dois anos por Portuguesa e Vasco e depois ficou cerca de seis anos no futebol da Coreia do Sul.

Atualmente atua como sub-secretário de esportes e lazer na cidade de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. "A secretaria desenvolve programas sociais como escolinha de futebol, natação, handebol, vôlei, basquete e ginastica artística. Tem ginástica para a terceira idade e escola de surfe hoje. Este projeto atende 2.500 crianças  e adolescentes de sete à 17 anos. Estou há um ano; entrei em janeiro de 2013", contou.

Apesar do atual trabalho, diz que deseja ser treinador e já fez cursos para isso. Teve rápidas experiências de estágios com Felipão, Muricy e Paulo César Carpegiani, mas diz que esbarra em um mercado fechado. "Já bati em várias portas, mas é difícil."
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