Ricardo Oliveira

Atacante da Portuguesa, São Paulo e Santos
por Marcos Júnior

O atacante Ricardo Oliveira, paulistano nascido em 6 de maio de 1980, começou a jogar profissionalmente pela Portuguesa, em 2000, onde permaneceu até o final de 2002, quando se transferiu para o Santos.

Na Vila Belmiro, Ricardo Oliveira ficou até o final da Copa Libertadores da América, tendo sido artilheiro do torneio com nove gols, o que chamou a atenção dos dirigentes da equipe espanhola do Valência, onde conquistou a Copa da UEFA em 2004, atual Liga Europa da UEFA.

Depois, ainda na Espanha, defenteu o Real Bétis, onde novamente foi campeão, da Copa do Rei 2004/2005.

Retornou ao futebol brasileiro pelo São Paulo, em 2006, por empréstimo, mas atuou poucas vezes pelo clube do Morumbi (apenas oito jogos, com cinco gols marcados).

De volta à Europa, agora pela equipe italiana do Milan, Ricardo Oliveira atuou pouco, mas fez parte do grupo campeão da UEFA Champions League 2006/2007.

Durante o tempo em que esteve na Itália, viveu um drama familiar, quando sua irmã foi sequestrada no Brasil, mas, felizmente, com desfecho feliz.

Esteve na seleção brasileira nas conquistas da Copa América de 2004 e Copa das Confederações, e só não esteve no grupo brasileiro para a Copa de 2006 por conta de uma contusão.

Voltou ao futebol espanhol onde vestiu mais duas camisas: a do Real Zaragoza e novamente a do Real Bétis. Novamente por empréstimo, antes de ser contratado pelo Al-Jazira, dos Emirados Árabes em 2009.

Em 2010, mais uma vez, foi emprestado ao São Paulo, onde atuou por 15 vezes e marcou sete gols e atualmente está no Al-Jazira, onde conquistou alguns títulos e foi artilheiro da Liga dos Campeões Asiáticos em 2012, com 12 gols.
 
Em 04 de outubro de 2013, ainda pelo Al-Jazira dos Emirados Árabes, Ricardo Oliveira foi tema de matéria veiculada no UOL, em que ele fala de sua estabilidade no clube e também da vocação religiosa, como pastor.

Abaixo, a matéria, na íntegra:

Ricardo Oliveira passou por grandes clubes brasileiros, foi goleador na Espanha, jogou no Milan, mas foi nos Emirados Árabes que virou `rei´. Aos 33 anos, o atacante acumula quase 100 gols pelo Al-Jazira, foi eleito o melhor jogador do país nas duas últimas temporadas e tem status de ídolo. 

Pelo momento que vive, Ricardo recusou nos últimos anos várias propostas para voltar ao Brasil. Até porque esse não é mesmo seu plano. Com contrato de mais dois anos, o jogador planeja encerrar a carreira no atual clube. Está estabilizado, tem a confiança de torcedores e dirigentes e se sente em casa até mesmo no aspecto religioso.

Em Abu-Dhabi, o atacante montou um pequeno grupo de evangélicos e foi consagrado pastor pela Igreja Assembleia de Deus do Brasil. Nos Emirados, reúne cerca de 100 pessoas semanalmente. Por conta da rotina agitada do futebol, as reuniões ocorrem quase sempre aos sábados pela manhã. 

"Ser pastor não é uma profissão, é um chamado de Deus. Você aceita e se dedica. Eu me converti em meados de 1999. E em 2008, fui consagrado pastor pela Assembleia de Deus. Vim para cá, passaram-se alguns anos e eu via a necessidade de uma igreja brasileira aqui. Comuniquei ao meu pastor no Brasil, ele me abençoou e eu comecei. Os cultos começaram no hotel, mas o grupo cresceu e conseguimos uma área para fazer os cultos", afirmou o jogador ao UOL Esporte.

Apesar de ter 33 anos, Ricardo Oliveira nem pensa em aposentadoria. Pelo contrário. Pretende cumprir os dois anos de contrato que faltam e aí renovar mais uma vez, o que seria provavelmente seu último vínculo como jogador. Depois, nada de retornar ao Brasil. Em conversas com os dirigentes do Al-Jazira, o goleador já demonstrou interesse em virar dirigente e ajudar a impulsionar o futebol no país. 

"O mundo árabe está crescendo. Ainda falta muito, mas cresce bastante. Os clubes trazem bons profissionais para cá, bons exemplos, jogadores experientes. Eles querem disputar uma Copa do Mundo. E eu, com a minha experiência, com o respeito que tenho aqui, posso contribuir muito com o clube. Eles têm esse projeto para mim, conversamos já, mas continuo com vontade de ganhar. Quando chegar o momento vamos saber o que fazer", disse.

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