Oscar Schmidt

Ex-jogador de basquetebol

por Tufano Silva

Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o grande Mão Santa do basquetebol brasileiro, em 2009 foi contratado como comentarista pela Rede Record de Televisão.

Em 28 de maio de 2013, a família confirmou que o "Mão Santa" luta contra um câncer de cérebro.

No dia 30 de abril de 2013,  o maior pontuador  da história dos jogos olímpicos passou por um procedimento cirúrgico para a retirada de um nódulo máligno do cérebro.  Dando continuidade ao tratamento, Oscar  faz sessões de quimioterapia.

Em 15 de fevereiro de 2013 foi anunciado para integrar o grupo de 2013 do Hall da Fama do Basquete americano, premiação que recebeu no dia 08 de setembro de 2013 em cerimônia realizada na cidade norte-americana de Springfield, onde o esporte foi criado.

Oscar também integra o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) desde 2003.

O irmão de Tadeu Schmidt, jornalista da Rede Globo, é o jogador que mais pontuou na história do basquete mundial, com um total de 49.703 pontos anotados no decorrer de sua carreira.
 
 Em 26 de maio de 2011, o "Mão Santa" retirou um tumor do cérebro no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em entrevista ao Portal iG, um dia após a cirurgia, o maior pontuador do basquete mundial disse que passava bem e que estava confiante na sua plena recuperação.
 
Nascido em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no dia 16 de fevereiro de 1958, Oscar começou sua carreira em 1974, no infanto-juvenil do Palmeiras.

Sendo o grande destaque daquele time Alviverde, o ex-jogador foi chamado para a Seleção Brasileira juvenil, onde foi considerado o melhor pivô sul-americano da categoria em 1977.

Neste mesmo ano, por ter se destacado no Palmeiras e na Seleção de base, se transferiu para o poderoso time do Sírio, comandado por Cláudio Mortari. A passagem de Oscar pelo E.C.S. foi espetacular, conquistando em 1979 o Campeonato Paulista, Brasileiro, Sul-Americano, Mundial de Clubes, e novamente o Paulista em 1980.
 
Neste mesmo ano, o ex-jogador disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou, onde marcou 169 pontos e ajudou a Seleção Brasileira a ficar em quinto lugar na competição.
 
Oscar deixou o Brasil em 1982, quando foi defender o time do Caserta, na Itália. Conquistou por lá o Campeonato Italiano da Série A-2, em 1983, e a Copa da Itália, em 1988.
 
A segunda Olimpíada disputada por Oscar foi a de 1984, em Los Angeles, onde o Mão Santa marcou o mesmo número de pontos dos Jogos de Moscou: 169.

 

Entretanto, a Seleção Brasileira não teve a mesma sorte da Olimpíada anterior, e ficou apenas com o nono lugar do torneio.
 
Três anos mais tarde, Oscar foi o principal jogador do Brasil na conquista do Pan-americano de 1987, disputado em Indianápolis-EUA. Na final, a Seleção Brasileira enfrentou o time da casa, que até então nunca havia perdido em seu domínio.

Veja Oscar comentando essa conquista histórica do basquetebol brasileiro

 
No ano seguinte Oscar foi para sua terceira Olimpíada, desta vez em Seul, Coréia do Sul. Foi o cestinha da competição com 338 pontos marcados, mas a Seleção Brasileira novamente ficou apenas em quinto lugar.
 
O Mão Santa se transferiu do Caserta para o Pavia, também da Itália, no ano de 1990. Apesar de ter conquistado apenas um título por lá, o Campeonato Nacional Série A2 de 1991, foi no norte do território italiano que Oscar fez sua melhor temporada, marcando 1760 pontos em apenas 40 jogos.
 
Novamente cestinha dos Jogos Olímpicos, desta vez de Barcelona, em 1992, com 198 pontos, Oscar acaba se transferindo para a Espanha, para jogar pelo time do Forum. Entretanto, a saudade de casa era grande e ex-jogador voltou para o Brasil, para jogar pelo Corinthians na temporada de 1995.
 
Oscar havia prometido não jogar mais pela Seleção Brasileira, mas acabou indo disputar os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, para participar sua quinta e última Olimpíada. Incrivelmente, o Mão Santa foi pela terceira vez cestinha da competição, marcando 219 pontos.
 
Depois de passagens Bandeirantes e Barueri, ambos em São Paulo, Oscar foi para o Rio de Janeiro, para jogar pelo Flamengo. No Rubro-Negro liderou o time que conquistou os Estaduais de 1998 e 2002.
 
Antes de encerrar sua carreira, Oscar, juntamente com Hortência, Paula e companhia, criaram a Nossa Liga de Basquetebol, que tinha como principal objetivo tornar o esporte mais profissional no Brasil. 
 
EM 23 DE AGOSTO DE 2017, O BLOG "PONTO FINAL", DO UOL, PUBLICOU MATÉRIA SOBRE OSCAR, QUE SEGUE ABAIXO, NA ÍNTEGRA:
 
Provocação em quadra, desprezo ao hino... Oscar e as histórias no Pan de 87

Há exatos 30 anos, no dia 23 de agosto de 1987, o basquete masculino brasileiro realizava uma das maiores façanhas da sua história. A seleção liderada por Oscar e Marcel, sob o comando do técnico Ari Vidal, vencia os Estados Unidos e conquistava a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis.

Na escala de importância de títulos no basquete, o Pan fica atrás da Olimpíada e do Mundial, que envolvem países do mundo inteiro. Mas o grande feito do Brasil foi bater os Estados Unidos em território norte-americano, algo que nenhuma equipe havia conseguido em partidas oficiais de basquete.

Diante de 17 mil espectadores, o Brasil ganhou por 120 a 115 – foi a primeira vez que os EUA, inventores da modalidade, sofreram mais de cem pontos num jogo oficial.

O maior momento da minha vida foi ter ganho dos Estados Unidos lá dentro. Pela primeira vez na história mundial, os Estados Unidos perderam em casa, e foi pra nós. Esse é um orgulho que ninguém tira da gente" - Oscar Schmidt, cestinha do jogo com 46 pontos.

As lembranças do “Mão Santa”

Duas situações foram marcantes para Oscar naquele dia. Ele lembra de ter provocado Willie Anderson em quadra, e o adversário, nas palavras do camisa 14, refugava, assim como aconteceu com todo o time norte-americano no segundo tempo. 

 

Reuters
 
Oscar foi o cestinha da decisão, com 46 pontosImagem: Reuters

 

“O cara que eu marcava, o Anderson, tadinho... Ele pegava a bola, e eu mandava arremessar. Dava distância, ele ficava livrinho. ‘Arremessa aí, tá todo mundo te vendo. Chuta essa bola’. E o cara refugando. Aos poucos, a gente metendo bola, e eles refugando”, sorri o Mão Santa.

Os EUA chegaram a abrir 20 pontos de vantagem. O time sul-americano conseguiu diminuir um pouco, e o placar apontava 68 a 54 ao final do primeiro tempo.

A reação no segundo tempo ocorreu graças à pontaria de Oscar e Marcel. Juntos, eles anotaram 55 dos 66 pontos do Brasil na etapa final. Marcel foi o segundo maior pontuador, com 31 pontos.

O selecionado norte-americano era composto pelos melhores atletas amadores do país, que não atuavam na NBA. Mas, anos depois, alguns deles se profissionalizariam, caso do pivô David Robinson, que chegou a recusar propostas pois queria seguir a carreira de engenheiro naval. Em 1989, o "Almirante" enfim ingressou na NBA, pelo San Antonio Spurs, onde se tornaria ídolo. Em 92, fez parte do Dream Team e ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Também faturou a Olimpíada de 96 e foi bicampeão da NBA pelos Spurs.

Não ensaiaram o hino do Brasil

A outra recordação de Oscar foi a ausência do hino brasileiro. Um ato falho? Ou os norte-americanos, anfitriões do Pan em 1987, não consideravam a possibilidade de perderem aquela medalha de ouro?

“Acabou o jogo e não tinha o hino. Foi o momento mais interessante daquela aventura de vencer os EUA”, diverte-se o Mão Santa.

Oscar diz que ouviu, por várias vezes, o hino dos EUA sendo ensaiado durante o aquecimento. “O hino do Brasil não vi ensaiar uma vez. Dissemos: ‘Só vamos entrar se tiver o hino, senão não vamos entrar. Vocês que se virem’”.

Cafu também não esquece

Aos 17 anos, o então desconhecido Marcos Evangelista de Morais acompanhou pela televisão aquela partida memorável. Futuramente, ele se tornaria Cafu, o capitão do pentacampeonato mundial no futebol.

O craque dos campos define a atuação de Oscar, Marcel, Israel, Guerrinha, Gérson e os demais atletas brasileiros como o maior momento que viu no esporte.

“Eu gosto de basquete. Lembro do show da seleção brasileira, do Oscar metendo a cara nos americanos, encarando os caras de igual para igual. Aquele Pan-Americano contagiou todo o povo brasileiro”, comenta o ex-lateral-direito.

ESPORTE(ponto final)

As entrevistas com Oscar Schmidt e Cafu foram realizadas pelo ESPORTE(ponto final), um canal produzido a partir de depoimentos de ídolos sobre os grandes momentos do esporte.

A cada semana, novos episódios serão lançados na página especial do ESPORTE(ponto final). E você também pode acompanhar nas mídias sociais: youtube.com/esportepontofinal e facebook.com/esportepontofinal.

Clique aqui e confira imagens de Oscar no Museu da Fama do Basquete em Springfield, nos EUA
Clique aqui e veja a página do jornalista Tadeu Schmidt, irmão de Oscar, na seção "Que Fim Levou?"

 

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