Pavão

Ex-lateral do São Paulo
por Gustavo Grohmann
 
Marcelo Pereira Moreira, o Pavão ou Pavãozinho (como era conhecido quando novinho), lateral-direito reserva do São Paulo FC no início dos anos 90, mora hoje em São Paulo e trabalha em uma revendedora de automóveis na Avenida Eliseu de Almeida, nº 977, no bairro do Butantã, em São Paulo.

O dono da loja é o lateral/meia André Luiz, jogador revelado pelo São Paulo também no início dos anos 90 e que em 2006 assinou com o Santos. Pavãozinho é seu "braço direito" no negócio de autos.
André, Pavão e o meia Zé Roberto (ex-Lusa e seleção e que também assinou com o Santos em 2006) iniciaram a carreira juntos, no final dos anos 80, jogando pelo "Pequeninos do Jockey", tradicional clube amador da cidade de São Paulo.

Pavão jogou no Tricolor do Morumbi em 1991 e de 1993 a 1996, conseguindo os títulos do Paulistão de 1991 e da Recopa e Copa Conmebol de 1994. Amargou a reserva no São Paulo, ora de Cafu, ora de Vítor, por muitas e muitas partidas. Só após a negociação dos dois laterais "titulares" conseguiu ganhar espaço.

Em 1994, Pavãozinho fez um excelente campeonato brasileiro, recebendo a Bola de Prata da Placar, como o melhor lateral da competição. Muitos apostavam em uma disputa com Cafu para a vaga deixada por Jorginho na lateral-direita da Seleção Brasileira. Mas Pavão, no decorrer dos anos, caiu de produção e começou a perambular por times de menor expressão, do Brasil e do exterior. Acabou sumindo do cenário futebolístico.

Em 1997, jogou no Atlético Paranaense, no Rio Branco (SP), Mogi-Mirim (SP) e no Atlético de Goiás. Em 1998, foi para o exterior, onde defendeu o Áustria Lustenau, da Áustria, e mais "trocentos" clubes sem expressão.

Voltou ao Brasil e novamente perambulou por times pequenos, tentando recuperar o bom futebol e voltar a uma grande equipe. Acabou desanimando, principalmente por inúmeras vezes não receber corretamente seus salários, e parou de jogar futebol em 2003. Seu último clube foi o Treze de Campina Grande, na Paraíba. "Quando cheguei ao Brasil, tentei voltar para times grandes apresentando um bom futebol em equipes de menor expressão. O problema é que eles não pagavam direito. Tive de fazer acordo em vários clubes para receber pelo menos parte do que me deviam", afirmou o ex-lateral em entrevista ao programa "Fanáticos Futebol Clube", da Rádio Bandeirantes AM.

Pavão, que nasceu no dia 15 de abril de 1974, em Recife-PE, continua mantendo a forma e acredita que ainda tem condições de jogar futebol profissionalmente. "Fico muito chateado vendo pela televisão jogadores que começaram a carreira comigo e que hoje estão na Europa, jogando em excelentes times. Não sei como não tive sucesso. Acho que faltou sorte. Acredito que jogo tão bem ou até melhor que alguns que estão em grandes times do exterior", desabafa Pavão que, desiludido com o futebol brasileiro, disse que só voltaria a jogar se recebesse convite de algum clube do exterior.
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